Em ato, comunidade acadêmica da USP pede renúncia do reitor

Segundo DCE, mais de 50% dos estudantes no campus Butantã estão paralisados

 

16/11/2011

Aline Scarso,
da Redação


Estudantes da Filosofia discutem repressão e Polícia Militar no campus
- Foto: Bruno Capelas/ Jornal do Campus

Estudantes, funcionários e professores da USP (Universidade de São Paulo) sereúnem nesta quarta-feira (16) em um ato em frente à Reitoria para cobrar da Instituição uma audiência pública com o reitor João Grandino Rodas. Os manifestantes também pretender entregar uma carta reivindicando que o mandatário renuncie.

Na quinta-feira (17), estudantes se reúnem em assembleia geral, às 18h, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), e decidem os rumos do movimento.

A greve estudantil segue firme e completa 08 dias nesta quarta. Estão paralisados os cursos de Arquitetura, Artes Plásticas, Artes Cênicas, Audiovisual, Biblioteconomia, Biologia, Ciências Sociais, Design, Educação, Educomunicação, Filosofia, Geografia, História, Letras, Jornalismo, Música e Psicologia. Alunos de Matemática, Politécnica e Relações Internacionais fazem assembléia hoje para decidir se também paralisam as atividades. A Faculdade de Economia e Administração (FEA) discutiu a greve, mas ainda não tirou posicionamento.

Segundo o diretor do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Pedro Serrano, mais de 50% dos estudantes do campus Butantã estão paralisados. “Está tendo um esforço de todo o conjunto do movimento estudantil e do DCE para levar a discussão para todos os cursos. Vamos tentar viabilizar também assembléias no interior, no campus de Piracicaba, Bauru e Lorena”, afirma.

Estudantes da Escola de Comunicações e Artes (ECA) debatem 
os últimos acontecimentos na USP Butantã 
- Foto: Glenda Almeida/ Jornal do Campus

Em São Carlos (SP), uma assembleia com mais de 1 mil alunos aprovou umindicativo de greve na última sexta-feira (11). Em Ribeirão Preto (SP), estudantes realizam assembleia nesta quinta-feira (17), às 18h, no Bloco Didático da Medicina com a pauta “Universidade, Polícia Militar e Greve”.

Alunos da pós-graduação da capital se reúnem nesta quarta-feira, a partir das 18h30, no Auditório Novo II, no Instituto de Física. Além do posicionamento dos pós-graduandos sobre os últimos acontecimentos, eles também discutem a reestruturação da Associação dos Pós-Graduandos da USP-Capital (APG-USP Capital), entidade representativa da classe.

A greve estudantil tem cinco pontos principais de reivindicação: o fim dos processos políticos e administrativos movidos pela USP contra funcionários e estudantes, a saída da Polícia Militar do campus e o fim do convênio com a Corporação, anistia aos presos políticos pela ocupação da reitoria, a saída de João Grandino Rodas do cargo de reitor e a aprovação de um plano alternativo de segurança para a Universidade.

Comentários

falta um dado importantissimo

Olá!

Primeiramente, parabéns e obrigada por essa matéria!

Notei somente que não consta no texto a reinvindicação de eleições diretas para reitor.

Atualmente o reitor é biônico!

E isso é tão inadmissível na USP, nas Universidades Públicas em geral, quanto  a presença da PM no campus.

Obrigada pela atenção,

Att

Patrícia Noronha

Apoio

A Patrícia Noronha tem razão. É preciso haver eleições para o cargo de reitor. Na universidade em que trabalho, no Paraná, há eleições e o reitor não é indicado pelo governador.

Aproveito para manifestar meu apoio aos estudantes da USP.

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