Sindicato vai a Brasília discutir ameaça de demissão na GM

Diante da recusa da General Motors em atender às reivindicações dos metalúrgicos, produção pode parar a partir de segunda-feira (16)

13/07/2012

 

 

da Redação

As discussões sobre a ameaça de demissão em massa na General Motors (GM), em São José dos Campos (SP), serão levadas para a Secretaria Geral da Presidência da República, na próxima terça-feira (17), em Brasília (DF). Uma reunião está agendada com o ministro Gilberto Carvalho. No dia seguinte (18), os metalúrgicos realizarão uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (12) com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Secretaria Nacional de Relações do Trabalho, a GM evitou se comprometer com a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Durante a reunião, que ocorreu na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em São Paulo, a GM insistiu no argumento de que o mercado é que irá definir o futuro da fábrica.

O fechamento do MVA (Montagem de Veículos Automotores) faz parte da política de reestruturação produtiva adotada pela General Motors em todo o mundo, mas que vem sendo duramente combatida pelos trabalhadores de São José dos Campos. Com o fechamento do setor, devem ser demitidos cerca de 1.500 trabalhadores. Hoje (13) saiu de linha o Zafira, um dos modelos produzidos pelo MVA.

“Embora a GM afirme que está aberta a negociações, o que percebemos na reunião é que não há qualquer intenção em atender as reivindicações da categoria. A recusa em garantir estabilidade aos trabalhadores pode levar à paralisação ”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Segundo o sindicato, as demissões representam o descumprimento do acordo firmado pelas montadoras com o Governo Federal. Quando foi anunciado o pacote de incentivos fiscais para o setor, o Ministério da Fazenda determinou que as indústrias beneficiadas não poderiam demitir.

Diante da recusa da GM em atender às reivindicações dos metalúrgicos, as mobilizações devem ser intensificadas a partir de segunda-feira ( 16). Os trabalhadores já estão em estado de greve. Hoje(13) houve a paralisação de duas horas na produção. O aviso de greve já foi protocolado pelo sindicato na GM pela manhã e, dentro de 48 horas, os trabalhadores podem cruzar os braços.

O sindicato defende a manutenção dos postos de trabalho e que o Governo Federal cobre da GM um compromisso social com os trabalhadores e com a cidade de São José dos Campos, colocando fim às demissões.

Sem redução de IPI

O Sindicato apresentou ao secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias Nascimento Melo, a reivindicação de que o Governo Federal intervenha a favor dos trabalhadores e caso a empresa continue demitindo exclua a GM da redução de IPI.

Também deve acontecer uma reunião até o final do mês entre o sindicato e órgãos municipais e estaduais, além da Secretaria Nacional de Relações do Trabalho e entidades do setor. (com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos)

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