Movimentos sociais esculacham o ditador Castelo Branco
Este é o primeiro esculacho que reúne pessoas para contestar a homenagem a uma figura política que participou do golpe de 64
30/07/2012
Vivian Virissimo,
do Rio de Janeiro
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| Foto: Henrique Zizo/Articulação Memória Verdade e Justiça |
Na manhã ensolarada desse domingo (29), no Rio de Janeiro, partidos políticos, entidades de direitos humanos, setores da juventude e ex-presos políticos se uniram para repudiar um dos momentos mais sombrios da história brasileira, a ditadura civil-militar (1964-1985). Marchando pela orla de Copacabana até o Leme, cerca de trezentas pessoas esculacharam um monumento que presta homenagem ao primeiro ditador deste período, o marechal Castelo Branco (1964-1967).
Ao chegarem até a estátua do ditador Castelo Branco, na praça do Leme, foi realizada uma mística que relembrou todos os militantes assassinados no período. A estátua também ganhou uma faixa com os dizeres "Ditador do Brasil 1964" e, no final, tintas vermelhas foram lançadas, lembrando o sangue derramado das vítimas. Intercalados por poemas, várias entidades e familiares de mortos e desaparecidos cobraram punição aos torturadores do regime militar. Também houve cobranças para que a Comissão Nacional da Verdade realmente apure todos os crimes da ditadura.
Este é o quarto esculacho realizado no Rio e o primeiro que reúne pessoas para contestar a homenagem a uma figura política que participou ativamente do golpe de 64. “Não podemos permitir que continuemos a homenagear com nomes de praças, monumentos, ruas, lugares públicos aqueles que oprimiram, massacraram e torturaram o povo brasileiro”, denunciaram os articuladores do ato. Eles pedem a extinção de nomes de torturadores ou representantes da ditadura em qualquer monumento público.
Durante o seu mandato, Castelo Branco aboliu os treze partidos políticos existentes no Brasil, promulgou vários decretos-lei e quatro atos institucionais. Ele também foi responsável pelo fechamento de centenas de sindicatos, pela expulsão de quase seis mil militares das Forças Armadas e a cassação de parlamentares eleitos democraticamente.
A organização do ato foi feita pela Articulação Estadual pela Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro, composta pelo Coletivo RJ; Comitê pela Memória, Verdade e Justiça de Niterói; Consulta Popular; Levante Popular da Juventude; Grupo Tortura Nunca Mais; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Juventude do PT; PCdoB; UNE e Sindicato Estadual dos Professores de Educação (SEPE).
Veja fotos da manifestação:
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| Fotos: Henrique Zizo/Articulação Memória Verdade e Justiça |








Comentários
Ditadura Militar
O Golpe Militar de 1964 foi um Crime de Lesa Pátria patricado contra a Nação Brasileira para atender aos interesses alienígenas do Capital Especulativo Internacional, a comprometer a nossa soberania. Desvastou toda a estrutura republicana existente para dar lugar ao Neoliberalismo no Paìs, cujo modelo é altamente excludente de pessoas, a produzir miseráveis. Esses títeres do Capitalismo, que perseguiram, torturaram e assassinadaram nossos irmãos patriotas, precisam ser julgados e punidos pelos crimes que cometeram. A começar por Castelo Branco, seu líder.
Ser iconoclasta também é ser
Ser iconoclasta também é ser revolucionário. Ainda que, grosso modo, haja um sentimento geral de repúdio aos anos de chumbo, os nomes e os bustos de seus executores ainda enfeiam ruas, avenidas, praças, prédios públicos.
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