Espaço sindical

As centrais sindicais elaboraram proposta para criar um fundo anticrise com o objetivo de manter empregos nas empresas que enfrentam dificuldades econômicas
08/08/2012
da Redação
Metalúrgicos contra demissões
Os trabalhadores da Feeling Structures de Taubaté (SP) iniciaram greve no dia 31 de julho, devido à falta de proposta para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2012. A empresa tem cerca de 200 trabalhadores e atua na produção de estruturas para eventos, shows, etc. O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região aguarda uma nova rodada de negociações com a direção da empresa, que ainda não ofereceu soluções para o impasse.
Greve na Cummins em Guarulhos
Também devido ao tema da PLR, a transnacional estadunidense Cummins, fabricante de motores em Guarulhos (SP), está parada desde o dia 6 de agosto. Cerca de 1.400 empregados fazem greve contra o corte do valor do benefício.
Suspensão temporária
Em acordo com o Sindicato de Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), a General Motors adotou o lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) de três meses. Ao todo, 940 funcionários da fábrica de São José dos Campos ficarão parados até o fim de novembro. Em outras duas montadoras, o acordo também ocorreu: na Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP), 1,5 mil trabalhadores foram suspensos de junho a outubro. Outros 270 operários da MAN de Resende (RJ) entraram no programa no período de julho a novembro.
Fundo anticrise contra demissão
As centrais sindicais entregaram, no dia 7 de agosto, proposta para criar um fundo anticrise com o objetivo de manter empregos nas empresas que enfrentam dificuldades econômicas. O fundo seria financiado por recursos de parte da multa do FGTS, paga aos demitidos sem justa causa. Parte do Programa Nacional de Estabilização e Manutenção de Empregos no Setor Privado (Pneme), o fundo poderia ser acionado em situações como a que enfrenta a GM de São José dos Campos. O documento foi entregue à presidenta Dilma Rousseff e ao ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) por representantes de cinco centrais: CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central Sindical e CTB.
Crise e perdas
No plano internacional, somente os setores de trabalhadores metalúrgicos perderam 211.764 empregos de novembro de 2008 a julho de 2009, durante a crise internacional. Nesse período, os operários desse segmento deixaram de receber R$ 405 milhões, de acordo com levantamento do Dieese.
Bancos não geraram empregos
Os bancos brasileiros geraram 2.350 novos empregos no primeiro semestre de 2012, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período de 2011, quando foram criadas 11.978 vagas. A queda do emprego ocorreu em função do saldo negativo em 1.209 postos de trabalho nos bancos múltiplos com carteira comercial, atividade que engloba grandes instituições financeiras como Itaú, Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil. Já a Caixa Econômica Federal abriu 3.492 empregos, o que evitou que o setor apresentasse desempenho negativo.
Santa Casa de Jacareí paralisada
Desde o dia 31 de julho, trabalhadores da Santa Casa de Jacareí (SP) fazem greve por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho e na estrutura do hospital. Denunciaram a precariedade no atendimento à população, em virtude da falta de medicamentos básicos para o pronto-atendimento e internação, falta de alimentos para pacientes, ausência de roupa de cama e de materiais de higiene, entre outras críticas. O secretário de saúde do município negou-se a sentar com os representantes dos trabalhadores para negociar. A Santa Casa de Jacareí tem 470 funcionários e realiza cerca de 370 atendimentos por dia.
Médicos de Cuiabá em greve
Por melhores condições de trabalho, cumprimento de Acordo Coletivo e contra irregularidades salariais, os médicos de Cuiabá (MT) cruzaram os braços desde o dia 31 de julho. Na pauta de reivindicações, o Sindimed-MT exige a contratação de mais profissionais, exigindo 140 agentes de saúde, e faz a crítica da terceirização e falta de condições no atendimento da saúde pública.
Rede Conveniada, estado de greve
Em Assembleia Geral, os trabalhadores da Rede Conveniada à Prefeitura de São Paulo que atendem a criança e o adolescente (creches, abrigos, Centro de Educação Infantil, etc), decretaram estado de greve. Esta decisão foi definida depois que os trabalhadores foram informados que a categoria não receberia aumento.


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