Pistoleiros atacam acampamento Guarani Kaiowá

Ataque ocorreu no município de Paranhos, Mato Grosso do Sul; um indígena está desaparecido

10/08/2012

Renato Santana

de Brasília 

Pistoleiros atacaram no fim da manhã desta sexta-feira, 10, acampamento erguido por cerca de 400 Guarani Kaiowá em terra indígena retomada durante a madrugada no município de Paranhos, Mato Grosso do Sul. Segundo informações prestadas por um indígena que estava durante o ataque, que terá o nome preservado por motivos de segurança, o Guarani Kaiowá João Oliveira não conseguiu fugir e está desaparecido.   

O tekoha (território sagrado) Arroio Koral foi homologado pelo governo federal, mas ainda estava ocupado por fazendeiros. “Está comprovado que a terra é nossa, não pode ser assim de continuar matando os Guarani, mas se é para morrer por nosso tekoha, vamos morrer tudo agora", disse o indígena que quando falou com a equipe de jornalismo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) estava “escondido no meio do mato”.

Ainda de acordo com os indígenas, a Força Nacional chegou durante a tarde ao local do ataque dos pistoleiros, que se dispersaram em fuga. Os agentes federais estavam procurando o índio João Oliveira, conforme as lideranças Guarani Kaiowá.   

O território é motivo de conflitos fundiários e judiciais: além das violências cometidas contra os Guarani Kaiowá, a homologação recente da terra indígena foi suspensa pelo STF. O processo, no entanto, ainda não foi votado por todos os ministros e a comunidade exige celeridade na decisão.

De acordo com as lideranças do movimento de retomada, a morosidade na demarcação, homologação e extrusão dos invasores não-índios dos territórios promove a violência contra os Guarani Kaiowá. Por essa razão, decidiram fazer a retomada: com a Portaria 303, avaliaram que tal quadro de não cumprimento dos direitos constitucionais deve se agravado.

Ainda nas primeiras horas da manhã, lideranças Guarani Kaiowá apontavam a falta de segurança na área retomada. “Os fazendeiros da faixa de fronteira Brasil/Paraguai, juntos com seus pistoleiros, certamente vão reagir de modo violento contra essas lideranças em manifestação”, declarou Tonico Benites Guarani Kaiowá.

“Estávamos pedindo apoio e ninguém ofereceu. Os Guarani morrem primeiro. Não veio ninguém. Mataram mais um, mataram mais um! Desde cedo os pistoleiros passaram a atacar”, afirma o indígena.

Comentários

Vergonha

Agora notem a mobilização NACIONAL quanto ao assunto ' último capítulo da novela', vejam o quanto foi divulgado em todos os programas, um Globo Repórter sobre o assunto, jornais até estrangeios, divulgaram com tanta massificação ao ponto de eu acabar me sentindo radical demais por não concordar com às pessoas que defendiam com toda garra o quão boa foi essa novela. E me deparo com notícias tristes como essa outras sem nenhuma cobertura de preso das grandes mídias.

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