Unicamp recua, e atende reivindicação dos alunos que mantêm ocupação

Decisão sobre a presença da PM nos campi ficará submetida ao Conselho Universitário; nova assembleia sobre a continuidade da ocupação ocorre hoje (8)

08/10/2013

da Redação

A direção da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) disse que irá delegar ao Conselho Universitário a decisão de permitir ou não o patrulhamento da Polícia Militar dentro dos campi da instituição. Nessa segunda-feira (8), de acordo com os alunos que ocupam o prédio da reitoria há cinco dias, a direção da universidade disse que 'nenhum convênio foi firmado com a PM', e que 'não recorrerá à corporação para revistas pessoais ou qualquer monitoramento dos campi'.

A proposta, que só irá vigorar se for aprovada pelo Conselho - que reúne representantes de alunos, professores e reitoria -, atende a reivindicação dos alunos. Mesmo com essa posição da Unicamp, os estudantes vão manter a ocupação na reitoria até que uma nova decisão, que poderá ser tomada hoje durante assembleia, marcada para às 17h, seja consensual entre o movimento.

Além de decidirem se continuarão ou não com a ocupação, o movimento discutirá ainda sobre o indicativo de uma greve na instituição.

Segundo o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, a reitoria se comprometeu ainda em estabelecer um debate amplo com toda a comunidade da universidade, no sentido de produzir um plano de segurança. O processo de construção e deliberação desse plano será interno à universidade, e buscará soluções alternativas à militarização da segurança nos campi.

Por sua vez, ficou como indicativo dos estudantes a contratação de seguranças via concurso público e garantia de treinamento em como agir nos casos de violência de gênero e racial. Também foi proposto que seja garantido pelo edital uma porcentagem de seguranças mulheres contratadas.

A autorização para o patrulhamento de policiamento militar dentro do campus, no distrito de Barão Geraldo, ocorreu após a morte do estudante Denis Casagrande, que foi assassinado durante uma festa com aproximadamente 3 mil pessoas no local. O aluno de Piracicaba (SP) morreu com uma facada no peito após ter sido confundido com outro jovem, segundo a Polícia Civil.

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