Mídia esconde enterro da CPMI do MST
A finada CPMI foi capa dos jornalões e assunto predileto dos "calunistas" da televisão. Agora, a mesma mídia venal deixa de destacar o enterro formal da CPMI
01/03/2011
Altamiro Borges
A Repórter Brasil informou que foi encerrada oficialmente a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). "A instância criada pelos ruralistas para vasculhar as contas do movimento foi coberta com uma pá de cal no último dia 31 de janeiro, sem que o relatório final fosse submetido à votação dos membros da comissão".
Durante meses, a finada CPMI foi capa dos jornalões e assunto predileto dos "calunistas" da televisão. A revista Veja produziu várias "reporcagens" para atacar os movimentos de luta pela reforma agrária. Editoriais foram fartamente usados para atingir caluniosamente o MST por "desvio de recursos públicos".
Agora, a mesma mídia venal deixa de destacar o enterro formal da CPMI - o que confirma que ela é um instrumento dos latifundiários. O que era manchete virou notinha de roda-pé ou simplesmente foi omitido no noticiário. Josias de Souza, Boris Casoy, Willian Waack e outros inimigos da reforma agrária fazem um silêncio cúmplice - lembram os jagunços do latifúndio.
O requerimento que criou a chamada "CPMI do MST" foi apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em 21 de outubro de 2009. Seu intento explícito era o de criminalizar a luta pela reforma agrária. Ao longo das 13 reuniões oficiais, foram ouvidas dezenas de pessoas – de integrantes de entidades e associações que desenvolvem atividades no meio rural a membros das mais diversas pastas do Executivo federal, passando por especialistas na questão agrária.
Em julho passado, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) apresentou seu relatório final, no qual frisava a “inexistência de qualquer irregularidade no fato de as entidades manterem relações e atenderem público vinculado a movimentos sociais”. Mas os propositores da CPMI pressionaram com a ameaça de um voto em separado e conseguiram forçar a sua prorrogação por mais seis meses. O prazo da prorrogação chegou ao fim, no final de janeiro, sem que nada mais fosse votado ou discutido.
Publicado originalmente na edição 417 do Brasil de Fato.







Comentários
Concordo e Digo Mais!
Sr. Altamiro, concordo em tudo o que o sr diz sobre as reporcagens da mídia gorda brasileira e de seus aliados do latifúndio. Nao se esqueca de grande parte das ditas igrejas cristas, certo? Elas tem sua parte nisso tudo, servem a corrupcao e sao servidas pelos governos, também. Sou cristao convicto e apaixonado, daí minha indignacao, já que o Evangelho tornou-se um mamorandum na maioria dessas casas gospel, um caso a parte em que se desvia o foco da essenci do Evangelho e da vida de Jesus. Escrevi tres comentários em meu Blog (http://edumontesanti.skyrock.com/) a esse respeito, e convidaria o sr a le-los, dois adianto aqui, se o sr me permite:
1.) EM MEIO AO SELF-SERVICE DE RELIGIÕES NO MUNDO, VOCÊ ESCOLHE: TEORIA OU PAIXÃO (ESSA ESCOLHA LHE VALERÁ A VIDA!)
As ditas igrejas cristãs sofrem de muitos males, o maior deles é a hipocrisia escondida por trás
de se maximizar a teorização da vida de Jesus. E o de julgar-se acima do bem e do mal
Nas últimas décadas no Brasil, tem crescido vertiginosamente o número de adeptos do Evangelho, tanto de católicos - através da Renovação Carismática - quanto, principalmente, de protestantes - sendo estes 25% da população total brasileira em 2010, cerca de 45 milhões de pessoas de acordo com dados do Datafolha. Contudo, enquanto o princípio categórico do Evangelho de Jesus é de poder transformador do caráter do indivíduo, o país piorou no quesito corrupção nos últimos anos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) (além da realidade nua e crua do dia-a-dia, que dispensa medidores estatísticos). Por quê?
2.) CARTA ABERTA À IGREJA CALVARY INTERNATIONAL CHURCH DE SÃO PAULO, DE EDU MONTESANTI
Igrejas, com raras e honrosas exceções, colocam-se acima do bem e do mal sob aprouve da maioria da sociedade, causando grandes danos à ela mesma. E nada gera tantas feridas em um indivíduo quanto pessoas a quem foram depositadas confiança, com toda a alma, e acabam traindo-o mais tarde das maneiras mais baixas, com excessiva hipocrisia tendo anteriormente usado o nome de Deus com longos e eloquentes discursos de paz, amor, perdão, igualdade e justiça. Apenas quem já provou desse veneno, dimensiona o que tal punhalada no coração e seu desapontamento significam
A ausência de prestação de contas representa o princípio mais seguro para o corrompimento humano. Dízimos, ofertas, gastos, cargos remunerados ou não, viagens, festas (muitas vezes fechadas para uma meia dúzia do grupinho que melhor se enquadra nas análises sintáticas dos doutores da religião, festas até "secretas" mas com dinheiro da comunidade local e dentro da igreja, que deve prestar contas em um Estado laico, diferentemente de Estado teocrático onde ela estaria acima da lei), ótimos presentes de líderes a outros líderes enfim, tudo isso com dinheiro da comunidade local, e exposição generalizada da vida íntima de muitos que vão buscar ajuda, ocorrido conosco e com tantos outros
São muitos os casos sem prestação de contas. Mas tudo isso acaba sendo abafado justamente pela hipocrisia por trás de uma falsa religiosidade, bem como pela força social que lhes é imputada (as pessoas, em geral, hesitam em criticá-las abertamente com receio de ser tachadas de hereges, e coisas do tipo), e pela relativa força política que essas casas possuem – elas servem, mesmo que indiretamente em muitos casos, ao poder corrupto estabelecido dentro de cada país (ao contrário do que manda qualquer mínimo senso de cidadania e até a própria Bíblia, essas casas, em geral, acabam produzindo pessoas absolutamente passivas e alienadas ao que acontece a sua volta, prato cheio ao poder político, corrupto e coercitivo)
Costumamos escrever aos veículos de comunicação, inclusive Carta Aberta ao sítio Mídia sem Máscara (leia-a em Blogando com Edu). Costumamos escrever também aos políticos, e recentemente enviamos Carta Aberta ao Vereador Apolinário (leia-a em O Brasil no Espelho). Pois, contrariando toda a hipocrisia travestida de homens de Deus intocáveis que se escondem detrás de peculiar fraseologia, escrevemos e publicamos, sim, Carta a uma dessas casas religiosas desabafando feridas ainda por cicatrizar-se e, igualmente, informando um pouco do que se passa ali, a fim de que outros não sejam enganados, nem traídos e machucados
A Carta Aberta, desta vez, vai à Igreja Calvary International de São Paulo, a qual vive uma estrutura de "faz de conta" e enquadra-se bastante bem nos comentários acima, Em Meio ao Self-Service de Religiões no Mundo, Você Escolhe: Teoria ou Paixão (igualmente enviados à ela). E junto desta Carta, enviamos as passagens bíblicas acima com grifos em vermelho NUNCA lidas no meio deles; palavras de Jesus e de seus apóstolos já que tal casa, como a grande maioria delas, justifica-se na falibilidade humana dizendo que o que caracteriza o cristão não é sua conduta, mas o que acredita (enfim, pouca palhaçada é bobagem nessas casas). Pois tais versos colocam terminante ponto final nesse subterfúgio covarde
Seus líderes foram procurados por nós, inclusive pessoalmente para explicar-se (igualzinho ao que eles, em tese, pedem ou dizem que pedem que façam quando ovelhas desgarradas saem dali indignadas e/ou revoltadas com Deus, mas eles mesmos nunca fazem isso, ou seja, buscar diálogo quando suspeitam que houve algum problema causado por eles, e no final das contas, mesmo quando tudo ficou claro que algum "grande problema" tratava-se de mal-entendido criado por eles mesmos, jamais pedem o devido perdão que tanto pregam. Isso não vale a eles, afinal, são "líderes do Senhor"). Não éramos atendidos nas várias formas que buscávamos explicação, e em uma delas, pessoalmente na casa, pastor curiosamente "sumiu" no pós-culto, algo que nunca havia ocorrido antes
Enfim, como frisamos mais acima, diálogo e prestação de contas não fazem parte da essência, do sistema deles. E já que o pai dessas casas, em geral, é o mesmo que o pai da mentira, as histórias que as auto-afirmadas vozes oficias de Deus acabam contando depois da tempestade, é uma ambulância (parafraseando Vicente Mateus) que não condiz, em absoluto, com a exata realidade dos fatos. Segundo o artigo 150 da Constituição Federal, Igreja possui imunidade tributária, isto é, está livre de pagar impostos - inclusive IPTU e ICMS nas contas de energia elétrica e telecomunicações -, por ser considerada benéfica à sociedade. Logo, por mais que vivamos em Estado laico (e assim deve ser), assuntos de corrupção (abuso de poder, constrangimento, discriminação, entre outros) envolvendo a Igreja, qualquer que seja ela, são de interesse público
Regalias à parte, não só perante a Constituição brasileira, à Declaração Universal dos Direitos Humanos e ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos de 1966, mas também diante do próprio Deus da Bíblia ninguém está acima do bem e do mal. Escrever à Imprensa e a políticos corruptos é bonito, a sociedade gosta, mas confrontar a religião podre não tem a mesma receptividade, é politicamente incorreto, mas não estamos nem nunca estivemos preocupados em agradar quem quer que seja com demagogias. Portanto, frente ao que muitos se calam e muitos membros dela até dizem por trás, leia abaixo a Carta Aberta à Igreja Calvary International, de Edu Montesanti
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