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Projeto Marco Universal tem sua primeira série de documentários

by Admin last modified 2008-10-02 11:48

Direitos Humanos é o tema escolhido para o primeiro projeto


02/10/2008


Brunna Rosa

de São Paulo (SP)

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Lançado em setembro 2007, o projeto Marco Universal se propõe a formar, a cada dois anos, um acervo de produções sobre temas de interesse universal. O primeiro projeto teve como tema escolhido “Direitos humanos: A exceção e a regra”. Nomes conhecidos nas telinhas foram convidados para integrar o projeto. São eles: Sandra Kogut, Tetê Moraes, Eduardo Escorel, João Jardim, Jeferson De, Kiko Goifman, Alexandre Stockler e Victor Lopes, selecionados através de uma curadoria assinada por Carla Esmeralda.


Além dos diretores, um coletivo audiovisual assina um episódio, o Spectaculu, Escola de Arte e Tecnologia. A série de ações realizadas a partir do projeto buscam mobilizar, através da linguagem audiovisual, o debate e a participação ativa dos indivíduos, movimentos e coletivos nas mudanças da realidade.


Todos os documentários serão exibidos através de um circuito cultural e educacional como escolas, universidades e espaços públicos.


Saiba mais sobre os documentários


Em Fruto da Terra, de Tetê Moraes, a cineasta recupera a história de Marcos Tiarajú, o primeiro bebê nascido em um acampamento sem-terra. Marcos nasceu na Fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul e seus pais fizeram parte das 1.500 famílias que participaram da primeira ocupação de terra improdutiva no Brasil conduzida pelo MST, em 1985. Sua mãe, Rose, foi atropelada por um caminhão, acidente que depois foi apurado como criminoso. A história dessa ocupação foi contata em dois documentários de Tetê Moraes, Terra para Rose e O Sonho de Rose. Hoje, 10 anos após o último documentário, Marcos Tiarajú, com 22 anos, faz medicina em Cuba.


Em Escola Eldorado, o cineasta Victor Lopes retrata a vida de Alcione Silva, migrante do Maranhão para o sul do Pará nos anos de 1960 em busca de terra e trabalho, época em que presenciou a repressão do Exército no embate com a guerrilha do Araguaia e a derrota do movimento, comandada por Sebastião Curió, atual prefeito de Curionópolis (PA). Depois de tentar a sorte no garimpo de Serra Pelada, Alcione voltou a trabalhar como agricultor e juntou-se ao MST. Acabou baleado na curva do S, durante o massacre de Eldorado dos Carajás em 1997.


Jonas, só mais um, de Jeferson De, conta a história do assassinato do jornaleiro Jonas Eduardo Santos de Souza, executado ao ser barrado indevidamente na porta do banco Itaú com um tiro no peito pelo segurança da agência.


Amapô, de Kiko Goifman, retrata a diversidade e a necessidade de combate à homofobia, através da história de uma travesti.


Cavalão, de Sandra Kogut, retrata a história do Capitão Romeu, integrante do Grupamento de Policiamento para Áreas Especiais, em Niterói. O documentário aborda o policiamento preventivo como saída para a repressão e as ações violentas nos morros cariocas.


Em O Pequeno e o Grande, de João Jardim, Markão Oliveira e Fábio Gavião, os cineastas acompanham o grupo que fazia o “morrinho”, uma maquete feita de pedaços de tijolos que viajaram o mundo mostrando a arte da periferia.


Em J., Eduardo Escorel retrata a vida de um líder comunitário no Rio de Janeiro denunciando as ações das milícias.


Flor na Lama, o filme coletivo do Spectaculu, aborda a visão dos jovens de 16 a 22 anos residentes na periferia do Rio de Janeiro que convivem diariamente com a falta dos direitos humanos.


Vidas no lixo, de Alexandre Stockler, retrata as crianças e adolecentes que vivem de reciclar o lixo.