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No Ceará, assentamento avança com cooperativa

by jpereira last modified 2007-06-28 15:49

A proximidade com Fortaleza – são apenas 40 quilômetros – facilita o comércio da castanha beneficiada; assentamento conta com casas construídas, colégios, energia elétrica e iluminação pública

A proximidade com Fortaleza – são apenas 40 quilômetros – facilita o comércio da castanha beneficiada; assentamento conta com casas construídas, colégios, energia elétrica e iluminação pública

 23/06/2007



Mayrá Lima,
de Brasília (DF)


“A gente ocupou a Fazenda Camará. Em 1997, quando a terra veio, começamos a produzir castanha. A partir daí, na forma de organicidade, nós ficamos em grupos de famílias e nos últimos três anos a gente montou a cooperativa de beneficiamento. São duas no assentamento. Conseguimos agregar famílias assentadas na Central, que fica no município de Pacajus.”

Esse relato inicial foi feito por Francisco Ferreira, dirigente do assentamento José Lourenço, em Chorozinho, no Ceará, que, desde 1997, está vinculado ao Movimento dos Sem Terra (MST). Lá, são 71 famílias organizadas que já possuem suas casas construídas, colégios, energia elétrica, iluminação pública. Parte destes investimentos em infra-estrutura vieram através do Projeto São José, do governo estadual; a outra parte, como o piçarramento da estrada, a água, os poços profundos são conquistas dos assentados na luta.

A castanha de caju é o principal produto fabricado pelo assentamento. No entanto, o feijão, o milho também têm seu espaço nos lotes individuais e coletivos dos assentados. “A gente guarda para o consumo e vende para o mercado interno. Em relação à venda, ainda não conseguimos o convênio definitivo. A rapadura de caju e o mel nós ainda não conseguimos o mercado”, diz Ferreira.

No Nordeste, ao contrário da região Norte, é comum a parceria dos assentamentos com o Incra, as universidades federais e estaduais, a Embrapa e a facilidade de concessão de créditos, através dos bancos, como o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste. No caso do assentamento José Lourenço, a proximidade com a capital cearense - são apenas 40 quilômetro - facilita o comércio para a população local ou a própria visita dos compradores dentro do assentamento.

“A cooperativa já é toda legalizada e tem acesso para exportação”, explica o assentado. Mesmo com os avanços, as dificuldades existem e elas se materializam no principal problema para os nordestinos: a falta de acesso à água. “ Lá é sertão, não tem açude nem barragens e nem o Estado nem o município tem política a respeito”. Mesmo com as barreiras, a organicidade é mantida dentro do assentamento e isso parece ser o principal fator que faz com que o Zé Lourenço seja referência no Estado do Ceará. “Nós trabalhamos a forma da nucleação. Temos equipe de Saúde, Liturgia, Teatro, grupo de mulheres, Cultura, Saúde bioenergética, que trabalha a medicina natural. Nós temos um projeto de rádio que ainda está parado. Acontecem noites culturais em eventos. Todas as crianças estão na escola”, relata com orgulho.

Parabéns

Posted by Fernando A F at 2007-07-14 23:04

como conseguiram "fabricar"castanha de caju? parabéns por seguiren com o estrativismo.

Não há dúvidada

Posted by Yvonete/ assentamento Santana CE. at 2007-10-03 11:28

diante desde contexto não há dúvidada que os assentamentos representam a constatação de que a reforma agrária é a solução para acabar ou pelo menos minimizar com a injustiça, fome e inúmeros problemas sociais . é sem duvida, esse assentamento é um exemplo de que reforma agrária executada com assistencia técnica, acesso a credito e o respaldo organizativo por parte da comunidade é capaz de melhorar as condições de vida, aumentar a renda, gerar uma produção agrária maior e de qualidade, por tanto gerar resultados eficazes que proporcionam caminhos concretos para o crecimento organizativo, social e economico.

Problemas em Assentamento

Posted by Antonio dos Santos ( Dr. Lima) at 2008-12-19 19:58

O Assentamento José Lourenço, em Chorozinho, é realmente um exemplo. Lamentavelmente isto não aconteceu conosco no Assentamento Lagoinha, no município de Bela Cruz-CE.Aqui é muito diferente. A diretoria entregou tudo para um grupo de manipuladores que desviou o dinheiro de todos os projetos que deveriam ter sido implantados. Construção de casas, perfuração de poços, aquisição de trator, sistema de abastecimento de água, projeto para cultivo de cajueiro, criação de bovinos e caprinos, construção de cercas. Muitos outros projetos não foram concluídos e muitos se quer foram iniciados. O dinheiro foi parar no bolso dessa quadrilha. Dez safras de castanhas de caju, cerca de 200 toneladas,e outras rendas foram vendidas sem que os assentados vissem um tostão. Muitos sócios já foram expulsos e até a diretoria é colocada pelo grupo que invadiu o assentamento sem que os sócios tenham direito a qualquer opinião.O caso está na justiça há seis anos. Agora pedimos socorro ao presidente Lula que já tomou algumas medidas./Dr. Lima/Pov. de Preá/Distrito de Caiçara/62597 -000 - CRUZ-CE. Fone: 88447486.

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