Dezenas de milhares protestam contra EUA
Manifestação em frente à embaixada estadunidense em La Paz ocorreu em repúdio à concessão de asilo político à ex-ministro da Defesa, acusado de ser um dos responsáveis pela morte de mais de 60 na Guerra do Gás
10/06/2008
Igor Ojeda
Correspondente do Brasil de Fato em La Paz (Bolívia)
Uma multidão, formada por moradores da cidade de El Alto e calculada em dezenas de milhares de pessoas, desceu à vizinha La Paz para se manifestar em frente à Embaixada dos EUA na Bolívia. A manifestação começou desde as primeiras horas desta segunda-feira (9).
Portando cartazes, faixas, bandeiras bolivianas e whipalas (bandeira sagrada para os indígenas dos Andes), os participantes protestaram contra a concessão de asilo político, por parte do governo estadunidense, a Carlos Sánchez Berzaín, ministro da Defesa na época da Guerra do Gás.
Em outubro de 2003, a população de El Alto liderou, durante dias, uma grande mobilização em favor da nacionalização dos hidrocarbonetos e contra a exportação do gás boliviano através de um porto do Chile. A repressão da polícia e do Exército resultou em mais de 60 mortos e mais de 400 feridos.
No dia 17 de outubro do mesmo ano, o então presidente Gonzalo Sánchez de Lozada renunciou ao cargo e fugiu do país, acompanhado de diversos membros de seu governo. Desde então, ele e Berzaín, entre outros, vivem nos EUA.
No total, 17 pessoas estão sendo processadas pela Promotoria-Geral da Bolívia. São acusadas de diversos crimes, entre eles, genocídio (quase 100% da população de El Alto é formada por indígenas aymaras), homicídio, lesões graves e leves, invasão de domicílio, humilhação e torturas, entre outros. O pedido de extradição de Lozada e Berzaín ainda está sendo tramitada pelo Corte Suprema de Justiça da Bolívia.
“Asilo de assassinos”
“Isso é muito ruim, porque eles não tiveram compaixão, mataram um monte de gente... não é justo que lhes dêem asilo. É preciso que os tragam para cá para pagarem pelos delitos que cometeram, o de matar nossos irmãos”, protesta Norma Apaza, dona-de-casa de El Alto presente à mobilização. “Se não quiserem nos mandar os responsáveis, a Embaixada dos EUA deve deixar a Bolívia”, completa.
Com palavras de ordem como “EUA, asilo de assassinos!” e “Que baixem a bandeira! [estadunidense]”, os manifestantes lançavam rojões contra o prédio da Embaixada, protegida pela Polícia Nacional.
Em muitos momentos, uma parte da multidão avançava contra os policiais, com o objetivo de entrar no edifício. Na última das tentativas, que contou com o maior númeor de pessoas, a Polícia jogou gás pimenta e lançou gás lacrimogêneo, o que fez com que a mobilização se dispersasse.
No entanto, como ainda muitas pessoas ainda desciam de El Alto para La Paz, o protesto continuou, dessa vez com os grupos de manifestantes, divididos de acordo com o distrito em que moravam, somente passando em frente à embaixada estadunidense e gritando palavras de ordem.














Viva 4 de Julho
Queridos "colegas" do governo americano,
Parabéns pelo dia 4 de Julho!
Vamos celebrar juntos a guerra do Iraque e todos os civis mortos com as bombas, propositalmente, desfocadas. Vamos comemorar as atitudes dos estudantes psicopatas que saem baleando professores e alunos nas escolas e universidades americanas. Vamos aplaudir as medidas insanas de um líder americano que representa uma mistura amorfa das características de Hitler, Napoleão e Osama Bin Laden. Não esqueçamos dos aplausos para a taxa de 69%, a qual mede o índice de desaprovação do governo Bush, dentro de sua própria nação. Palmas também para os milhares de jovens soldados (entre eles muitos imigrantes) que foram mortos nos campos de batalha do Iraque. Festejem, com pompas de um grande império em decadência, a recessão econômica que assola as terras americanas, por conta de atitudes desmedidas de um soberano que se acha um Deus. Levantemos as mãos para essa divindade do falso moralismo, do horror e da mentira. Que eles comemorem, mas só eles, lá de cima, a corrupção deslavada que ocorre nas eleições presidencias dos EUA. Desejo também que brindem, (deixando os carros em casa, claro) os preços absurdos que o petróleo tem alcançado. Respirem aliviados o ar poluído e cancerígeno que a cobiça industrial americana continua a lançar na atmosfera sem dar sinais de que vai parar ou sequer diminuir.
Que o mundo possa celebrar, unido, a injusta e louca dominação que os Estados Unidos da América exercem sobre as nações mais pobres.
Viva a independência americana !!!
Falta saber, agora, quando se dará a independência do restante do mundo !
Raphael Pinheiro http://raphaelpinheiro.blogspot.com