Veja o que dirigentes da esquerda pensam sobre a renúncia de Fidel
19/02/2008
Lúcia Stumpf, presidente da UNE
Trata-se de um processo de responsabilização popular dos estudantes e dos trabalhadores, de amadurecimento da população cubana. Ele (Fidel) deixa um grande legado, e esse processo vai revelar a consciência do povo sobre a revolução.
João Felício, CUT
A CUT sempre defendeu a autodeterminação dos povos. Cabe a cada país definir melhor o regime, e a forma de organização política do povo. Nós, da Cut, temos a certeza absoluta de que o povo cubano encontrará caminhos que levem em consideração os conflitos sociais do país, combinados com o crescimento econômico.
João Pedro Stedile (MST / Via Campesina)
Fidel Castro é o líder popular inconteste de todo o povo cubano. Ele se transformou em líder na luta permamente contra os inimigos do povo, com coerência e fidelidade, e não precisa disputar cargos. A decisão é mais do que acertada, pois, assim, poderá usar melhor seu tempo para escrever e expor reflexões que podem contribuir não só com o povo cubano, mas com toda a esquerda latino-americana e mundial, que se encontra em uma grave crise.
Plínio Arruda Sampaio (Psol)
Acho que é um desenvolvimento normal. Mostra o desapego do Fidel e a preocupação que ele tem sobre a continuidade do processo revolucionário após a sua vida. Minha impressão é que não afetará a estabilidade do processo revolucionário.
Augusto Buonicore (PC do B)
Pelo que o Fidel falou, ele sai da direção do Estado cubano, mas continuará como uma liderança moral do seu povo, porque ele conquistou isso através de anos de luta anti-imperialistas na América Latina. Eu acho que a saída foi uma saída positiva, o povo cubano reconhecerá isso, que mesmo sem Fidel, a revolução continua. Muitas pessoas apostaram na já década de 1990 que Cuba não resistiria à queda do leste europeu. E hoje apostam que o socialismo de Cuba não sobrevive sem Fidel Castro, acham que a substituição do Fidel Castro decretará o retorno ao capitalismo ou à subserviência de Cuba aos Estados Unidos.
Valter Pomar (PT)
Do ponto de vista social econômico e político, Cuba não terá nenhuma mudança institucional. Não haverá nenhuma mudança profunda. Foi bom que o processo tenha ocorrido nessas condições. Mas as mudanças não vêm de agora. Os quadros do partido comunista de Cuba já são formados por pessoas mais jovens. Mostra que Cuba não depende da pessoa do Fidel; não é um processo que depende de um indivíduo apenas. Fidel é um símbolo da dignidade latino-americana. Esteve à frente não somente de uma luta revolucionária, mas também popular.
Uma correção
Disseram esquerda, mas UNE, CUT, PCdoB e PT não são de esquerda!! Por favor!! Vamos falar sério!! abraços
À esquerda...
Muitíssimo bem lembrado! Esse pessoal todo citado tem a alcunha de esquerda mas, na real só estão à esquerda de papai Lula e à direita de titio Meirelles.
Meia Volta Vou ver
Direita... esquera...direita...esquerda...direita...esquerda...direita...esquerda Meia vota, vou ver!! Quanta intolerância!!!
dirigentes de esquerda
O jornalismo precisa ter mais seriedade, pela manchete fui ver a opinião dos dirigentes de esquerda: CUT, PT , PC do B é brincadeira, deixar de fora o PCB , PCML, PCR, Intersindical, Colutas, e personalidades como Oscar Niemaier , Anita Prestes, etc. Faz tempo que o Brasil de Fato vem se tornando um jornal chapa branca do lulismo neoliberal.
dirigentes de esquerda
Nesse momento, temos que procurar buscar mais unidade que nunca. Ha povos que estao resistindo ao Imperialismo, pagando com a vida, e alguns de nos ficamos discutindo por besteiras. Acho que eh tempo de pararmos com briguinhas de DCEs e comecar a fazer a luta de massas. Viva Cuba, Viva Fidel!!! Patria ou morte, venceremos!!!
meio termo
concordo que não deve-se atacar o Brasil de Fato por pôr declaracoes "de esquerda" como PT, CUT e PCdoB, pois para defender a revolucao cubana eles também são bem-vindos. Mas será que custava dar espaco a outros setores da "esquerda", muito menores é verdade, mas muito mais combativos?
ciao, eduardo
















cuba
Mas a Cristiane Pelajo, no Jornal da Globo, disse que devíamos ter cautela ao falar do que se passaria em Cuba com a saída de Fidel da presidência. E, cautelosamente, perguntou a um especialista, que estava no jornal para ser entrevista, como se daria a abertura de Cuba para o capital internacional. É mole?