You are here: Home Agência Brasil de Fato Especiais Deserto Verde QUADRO: Impactos da monocultura de eucalipto
Document Actions

QUADRO: Impactos da monocultura de eucalipto

by cleber last modified 2006-05-02 17:43

Veja como essa atividade econômica tem repercussões negativas no meio ambiente e na sociedade

Veja como essa atividade econômica tem repercussões negativas no meio ambiente e na sociedade

* Desertificação do clima

As plantações florestais de crescimento rápido, como o eucalipto, necessitam de muita água, por isso absorvem as chuvas e também a água do próprio solo.

* Ressecamento do solo e erosão

No Brasil o eucalipto não cresce naturalmente e, plantado em larga escala, forma florestas homogêneas que garantem a viabilidade econômica. Após sete anos, as florestas são cortadas e o solo, já empobrecido, fica completamente exposto, sem cobertura vegetal.

* Diminuição da biodiversidade

A introdução do eucalipto impede que a vegetação natural (gramíneas e arbustos) se mantenha. Isso altera a dinâmica da vida dos animais no local. Nos bosques de eucalipto, só proliferam formigas e caturritas (aves predadoras de lavouras que usam as árvores de eucalipto como abrigo, mas não se alimentam delas). No Espírito Santo, onde há grandes plantações florestais de eucalipto, existe uma categoria de trabalhadores cuja profissão é matar formigas.

* Especialização da atividade produtiva

O avanço da monocultura de eucalipto na metade sul do Rio Grande do Sul deve gerar a ruptura de duas tradições produtivas: a pecuária, realizada principalmente nos latifúndios, e a produção da agricultura de subsistência, realizada nos interstícios das grandes propriedades.

* Transformação da paisagem e da identidade cultural

As áreas onde há monocultura de eucalipto, como a região dos campos do Rio Grande do Sul, são ecossistemas em risco. O lugar faz parte da construção da identidade das pessoas e sua modificação, com a plantação das mesmas árvores, quilômetros a fio, implica uma transformação violenta da cultura dessas pessoas.

Fonte: Entrevista com Dirce Maria Suertegaray e Roberto Verdum, professores da Faculdade de Geografia da Universidade Federal Rio Grande do Sul (UFRGS).

Powered by Plone CMS, the Open Source Content Management System

This site conforms to the following standards: