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Colômbia: Israel sul-americano?

by jpereira — last modified 2008-03-05 15:44
Contributors: Beto Almeida

Para os EUA, seria uma “ducha fria” um abandono da escalada militarista e uma opção negociada, conforme sustentam VEN, EQU, BRA, ARG, SUI, CUB e FRA

04/03/2008



Beto Almeida


Muitas conclusões podem ser extraídas a partir da violação da soberania nacional do Equador pelo Exército da Colômbia, interrompendo de modo sangrento os entendimentos com as Farcs para a liberação de outros detidos, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Bettancourt. Como se trata de uma cidadã franco-colombiana e há especial interesse do governo da França em sua libertação, a ação cirúrgica militar colombiana – que matou 17 guerrilheiros das Farc, entre eles o Comandante Raul Reyes, conhecido por sua característica de exímio negociador político – também deve ser entendida como um alerta ao governo de Sarkosy para que não se meta em negociações que contrariem a linha estadunidense de militarização da região amazônica.


Também deve ser considerado que os mísseis estavam apontados para eliminar a perspectiva de abrir um caminho de negociação para este conflito, especialmente pela representatividade e interlocução que Raul Reyes possuía no mundo político internacional. Se compararmos com o que ocorreu na África do Sul, com Mandela saindo da prisão e conduzindo o movimento que liderava, o CNA, da luta armada para a vitória eleitoral; ou no da OLP, em que Arafat saiu do exílio e da semi-clandestinidade para eleger-se como Autoridade Nacional Palestina (ainda que a questão palestina não tenha sido plenamente resolvida), revela-se que há uma pressão estadunidense sobre o governo de Uribe para não transigir na linha militarista. Para os EUA, que recentemente aprovaram o novo Orçamento nacional destinando quase metade dos recursos (1,5 trilhão de dólares) para a indústria militar, seria uma “ducha fria” qualquer abandono da escalada militarista e uma opção negociada, conforme vem sendo sustentada por governos como da Venezuela, Equador, Brasil, Argentina, Suíça, Cuba e França.


Ou seja, a ação procura sepultar a linha de distensão política, que é uma das bandeiras carregadas na caravana da Integração Latino-americana. A indústria bélica aplaude, calcula seus lucros e a humanidade, seus cadáveres. Para uma economia estadunidense em crise, um dólar em decadência acelerada e o barril do petróleo superando 104 dólares, nada melhor para o império que encontrar outro pretexto para novos desembarque de tropas, sobretudo numa Amazônia rica em petróleo, nióbio,silício, urânio, biodiversidade, água, ouro, bauxita etc.


Um maior envolvimento militar estadunidense, expandindo o Plano Colômbia, revela o realismo e a objetividade que cercam muitos dos documentos estratégicos dos militares brasileiros, nos quais realçam a vulnerabilidade da Amazônia Brasileira, destacam a perigosa obsolescência dos equipamentos da Defesa Brasileira e, de quebra, lembram que todos os orçamentos militares de todos os países do mundo, somados, não alcançam o orçamento do Pentágono.


Aliás, muitos dos políticos brasileiros que foram responsáveis pela destruição neoliberal dos equipamentos de defesa, como parte da demolição do estado, agora querem ver no presidente Chávez o protagonista de uma suposta “carreira armamentista”, quando os números apontam a Colômbia e o Chile como os dois países mais bem armados da América do Sul. Destaque-se afirmação das autoridades da Marinha do Brasil de que as plataformas marítimas da Petrobrás estão vulneráveis a ataques terroristas e do Comando da Aeronáutica revelando que 63 por de suas aeronaves não voam.


A visita de uma alta patente militar do Comando Sul dos EUA à Bogotá às vésperas da operação militar em território equatoriano, bem como a existência de uma base militar estadunidense no solo da Colômbia a cerca de 900 km do ataque – de onde pode ter partido a operação – também chamam poderosamente a atenção pelas características da ação. Uma operação muito semelhante àquelas utilizadas por israelenses para a eliminação de lideranças palestinas, provavelmente contando também com o uso de satélites, serve de advertência para uma linha de acontecimentos encadeados que apontam para a transformação da Colômbia num Israel da América do Sul, travando a integração econômico-social, a cooperação regional, e desviando energia político-social e recursos humanos do combate à miséria e ao subdesenvolvimento para a esfera militar. Onde estão situadas as principais indústrias militares no mundo?


Beto Almeida é jornalista e membro do Conselho Editorial do jornal Brasil de Fato

Comentários - 6

Página 1

1 Eder Fonseca - 05-03-2008 - 15:35:08h

Parabéns

Parabéns pelo lúcido texto. Limpo, claro e direto!

3 lçilgy - 02-04-2008 - 20:47:17h

kiggkgh

guti, yt ytu tit8ççlw3mr nh jyitru uylpotu turt rfh yikyc y t yct uj k iy

4 lçilgy - 02-04-2008 - 20:47:28h

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5 josevaldo - 13-05-2008 - 19:39:51h

alguma coisa

seu descurso é coisa de loco né pinguço

6 quilombonnq - 05-05-2009 - 11:07:37h

revolução quilombolivariana
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
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