Evo Morales buscará a paz entre Equador e Colômbia
“A Bolívia considera injustificável qualquer tipo de ação que signifique a violação da soberania e integridade regional dos Estados”, afirmou o chanceler da Bolívia
Igor Ojeda,
Correspondente do Brasil de Fato em La Paz (Bolívia)
Injustificável. Esse foi o adjetivo usado, no dia 3, pelo chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, para definir o assassinato, de Raúl Reyes, número dois das FARC, e outros 19 guerrilheiros em operação do exército da Colômbia em território equatoriano.
“A Bolívia considera injustificável qualquer tipo de ação que signifique a violação da soberania e integridade regional dos Estados”, afirmou Choquehuanca, ao ler um comunicado.
O chanceler boliviano expressou também que o conflito na Colômbia deve ser enfrentado por meio de soluções pacíficas, duradouras e humanitárias, com o apoio da comunidade internacional. “O governo boliviano, conseqüente com os princípios consagrados nas Cartas da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), faz um fervoroso chamado ao diálogo”, ressalta o pronunciamento.
No dia 4, o Ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, informou que o presidente da Bolívia, Evo Morales, advogará em favor da paz no continente e do restabelecimento das relações entre Colômbia e Equador durante a XX Cúpula de Chefes-de-Estado do Grupo do Rio, que será realizada no dia 7 de março na República Dominicana.
“A América Latina é uma das regiões que está liberada de conflitos inter-estatais e militares, e deve preservar esse capital político vital e fundamentalmente democrático”, afirmou Quintana.















