"Uribe sabotou negociação de acordo humanitário", diz ex-marido de Ingrid Betancourt
“Estou horrorizado pela conduta do presidente Uribe, que eliminou todas as possibilidades de libertação dos reféns”, afirmou o francês Fabrice Delloye, pai dos filhos da ex-senadora seqüestrada desde 2002
04/03/2008
da redação
Fabrice Delloye, ex-marido de Ingrid Betancourt, declarou nesta terça-feira (4) à imprensa que a ação militar comandada pelo presidente Álvaro Uribe foi “asquerosa” e “desleal”. O exército colombiano matou 17 guerrilheiros, entre eles, Raúl Reyes, número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e principal negociador do processo de libertação de reféns políticos.
A
ex-senadora Ingrid foi seqüestrada em 2002 pelos guerrilheiros e
sua libertação estava sendo negociada com os
presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Nicolas Sarkozy
(França). "Estou
horrorizado pela conduta do presidente Uribe, que eliminou todas as
possibilidades de libertação dos reféns”, afirmou o francês Delloye.
Cogita-se também que o governo equatoriano de Rafael Correa também participava do diálogo. O ministro do Interior, Gustavo Larrea, declarou que Ingrid e os reféns seriam liberados ainda neste mês, sem contrapartidas.
Delloye, pai dos filhos de Ingrid, acusou o presidente colombiano de
sabotar as negociações de um acordo humanitário.
Segundo ele, Uribe viajou à França há um mês
e convidou o presidente Sarkozy a renovar com Suíça
e Espanha as conversações com Reyes, o único
habilitado pelas Farc para falar sobre um acordo humanitário.
“O presidente Uribe
sabia perfeitamente e há muito tempo onde estava Raúl
Reyes. E sabia também que o presidente Correa, por meio de seu
ministro do Interior, tinha relações estritamente
humanitárias com Raúl Reyes para tratar de solucionar o
problema dos reféns”, afirmou Delloye. (Com agências)
EUA promove conflito na America do Sul
Na verdade esse massacre foi orquestrado pelos EUA, no intuito de interromper os planos de libertação dos prisioneiros das FARC, tendo Hugo Chàvez como mediador. Seria uma derrota diplomática sem precedentes para o tirano do império, o venezuelano mediar a libertação dos reféns sem derramar uma única gota de sangue.
Álvaro Uribe apenas cumpriu ordens do seu superior terrorista, Bush.
A Barbárie do Incivilizado
Quando se critica qualquer acordo político e econômico que traga desvantagem a América-Latina e que tenha a interferência dos Estados Unidos da América, não é uma posição retrógrada e autoritária da esquerda, é uma forma de preservação e de valorização da nossa identidade. Porque, quando apareça qualquer personalidade latinoamericana que defenda acordos com esse país do norte da América, pode-se entender que ele não medirá esforços em servir a qualquer uma de suas ordenações. E eis que o presidente colombiano Álvaro Uribe, não tenha servido a outro governo além do seu, que não seja o estadunidense. Ele conseguiu mostrar o quanto há de seu carater para se manter um acordo e até que ponto ele pode chegar para atingir as suas obsessões. Não foi de bom tom invandir um espaço ao qual não faz parte da Colômbia legal e além do mais, quis desestabilizar a harmonia de nossa América. Esse presidente não merece a consideração de outros chefes de Estado que queiram transformar as suas nações em locais para o desenvolvimento da dignidade.













As FARCs não são grupo terroristas
Terrorismo é um termo cunhado pelos americanos para justificarem seus atos de barbáries pelo mundo afora, principalmente sobre aqueles países desalinhados com sua política imperialista. Ao dar apoio à investida da Colômbia sobre os revolucionários das FARC, estariam, na verdade, chamando a Venezuela, a Bolívia e o Equador para uma guerra, um bom motivo para justificar a eliminação do Hugo Chavez do cenário geopolítico sul-americano. O Brasil, como país de maior credibilidade e liderança no hemisfério sul, tem usá-la e trabalhá-la para dissuadir o Hugo Chavez á não cair nessa armadilha do demônio Geoge W.Bush. A guerra é o querem, pois dessa forma justificarima para a opinião pública mundial que sua intervenção militar na América do Sul, via Colômbia, se fez necessária. O Brasil deve ficar atento, pois este conflito pode ser estratégia americana de iniciar a ocupação da Amazônia. Aproveito, ainda este espaço para repudiar a forma com que a Míriam Leitão e o Renato Machado do Bom Dia Brasil se referiram às FARC, classificando-as como grupos terrorista, de traficantes e de bandidos comuns. São com essas visões medíocres que fortalecem o poderio econômico americano. Deveriam procurar os EUA para fixar moradia, isso, sim.