“Quem mais deseja acabar com o jejum sou eu”
Em novo vídeo divulgado pela CPT, frei Luiz Cappio afirma que respondeu ao Vaticano que encerrará o jejum quando o governo paralisar a transposição
18/12/2007
Jorge Pereira Filho,
da redação
“Eu respondi à Santa Fé: Deixo o jejum, mas na hora em que os trabalhos lá se paralisarem e as tropas saírem. Quem mais deseja deixar esse jejum sou eu”. A frase, dita por frei Luiz Cappio no sábado (15), está no mais recente vídeo divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), com imagens do religioso celebrando uma missa em Sobradinho, na Bahia.
(clique na imagem para ver o vídeo).
Frei Cappio comenta que assistiu à reportagem no Jornal Nacional, da TV Globo, informando que o Vaticano havia pedido a ele que abandonasse o jejum. O bispo de Barra (BA) relata que já havia comunicado que seguiria com o protesto até o governo decidir paralisar a obra da transposição do rio São Francisco e retirar o Exército do local.
Frei Cappio entra, nesta terça-feira (20), em seu 22º dia sem comer. Essa é a segunda vez em que o religioso jejua contra o projeto considerado prioritário pelo presidente Lula em seu segundo mandato. Em outubro de 2005, o religioso interrompeu uma greve de fome de 11 dias após o presidente Lula se comprometer a realizar um debate nacional a respeito das alternativas para o Semi-Árido e a revitalização do rio. Após a reeleição de Lula, logo em janeiro de 2007, o governo anunciou a retomada do projeto.
O religioso se sentiu traído e decidiu reiniciar a greve de fome em 27 de novembro ("O governo respondeu com o Exército"). Deste então, sua saúde tem ficado mais frágil. Hoje, já necessita de acompanhamento médico diário. Sua pressão tem quedas abruptas (Leia mais). Ao mesmo tempo, as manifestações de solidariedade se espalham pelo país. Na segunda-feira (17), em diversas capitais, integrantes de movimentos populares e religiosos realizaram jejuns solidários (veja reportagem).
O governo, por outro lado, reafirma sua posição. Não aceita interromper as obras da transposição. Um lance decisivo nessa disputa será dado na quarta-feira (19), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar uma ação do Ministério Público Federal que pede a suspensão da transposição. Entre os argumentos contrários ao prosseguimento das obras, está o de que o projeto descumpre o Plano Nacional de Recursos Hídricos ao usar a água do rio para fins econômicos, e não exclusivamente para consumo humano.
Esse é um dos principais argumentos dos críticos à transposição: o projeto não atende à população do Semi-Árido, mas sim à elite econômica e política do Nordeste (veja argumentos contrários e a favor da transposição). Sem a água da transposição, empreendimentos como a usina siderúrgica Ceará Steel, projetada para ser instalada em Pecem, são inviáveis. “As atividades de geração de energia pelas indústrias térmicas e de fabricação do aço pela siderúrgica são altamente consumidoras de energia e, fundamentalmente, de água, para resfriar seus altos fornos. Aqui é que vai se encontrar, para o Estado do Ceará, a justificativa da transposição. Sem a água do São Francisco - que deverá vir pelo canal da integração do Açude Castanhão até o Pecém - não se teria água no Ceará para esses empreendimentos”, explica João Alfredo, consultor do Greenpeace e ex-deputado federal pelo PSOL em entrevista à Adital. Outros setores beneficiados com a transposição são o do agronegócio e da criação de camarão em cativeiro (leia entrevista com o especialista João Abner).
Os movimentos sociais contrários à transposição propõem, como alternativas, o investimento em políticas de convivência com o Semi-Árido, como a construção de cisternas, e a revitalização do rio São Francisco. O vídeo divulgado pela CPT traz, ainda, depoimento do ribeirinho Gumercindo. Vive às margens do Velho Chico, mas não pode mais viver da pesca. “A transposição não vai trazer benefício para os ribeirinhos nem para os pequenos. Se fosse a revitalização, todos nós estávamos correndo atrás. Todas as nossas embarcações estão paradas porque não tem água. E esse governo não olha?”. Para Gumercindo, o povo tem de se mobilizar para exigir a revitalização do rio São Francisco e se opor ao projeto defendido pelo governo Lula. “Se esse homem morrer, nós não vamos ter paz no país”
Transposição do rio São Francisco
A transposição não irá solucionar a situação dos nordestinos que precisam de água. Além disso irá prejudicar os que hoje se beneficiam do rio e comprometer seu equilíbrio natural já bastante depauperado. Só mesmo um governo burro como o nosso e a corja de corruptos e ignorantes que o apóiam acreditariam que isso dará certo. Atitude típica do pseudo-socialismo barato, ou seja: nivelar por baixo, socializar a miséria. E num tempo em que os valores éticos e morais: a dignidade, a decência, o caráter, a honestidade, são progressivamente prostituídos pela ignorância crescente, a atitude do frei Luiz Flávio Cappio surge como um sinal solitário da esperança de que a espécie humana ainda tem cura.
Transposição do São Franscisco X Revitalização X Morte X Vida
São questionamentos que em uma sociedade sem corrupção e com moral e ética, jamais teriam. Pois seria questões da qual qualquer gestor inteligente opitaria pelo certo ou seja revistalisação em busca de qualidade de vida e bem estar para todos. Penso que questões como meio ambiente, dignidade, solidariedade, resposabilidade social e ambiental, estão acima de qualquer dógma religioso. Não sou católica, mas sei que algumas pessoas que não têm esta percepção jamais comprenderão atos como o do D. Luis e preferem se aliar a causas corruptas de elites políticas e agrárias que usam dispendiosos somas do cofre Público em Pról de se mesmos, e o pior de tudo!! baseado em ações irresponsáveis que impactam muito a o meio ambiente. Se este governo realmente tivesse com boas intenções sociais e ambientais, por que não usa parte deste dinheiro para a revistalisação do Velho Chico que está moribundo e para ações Pontuais dentro das comuidades ribeirinhas ou não, mas que vivem em situação de miséria no Norte de Minas e Bahia e outros lugares como o Ceará que também são semi-áridos. Pare não repitam os meus erros de governos anteriores que financiaram com dinheiro público vultosas quantias para projetos como o Jaíba no Norte de Minas, que consiste em grande dispendio de dinheiro e de água do Rio SF para irrigação fazendas de políticos e de elites agrárias que produsem Frutas, estas que a população da região não têm aseceso devido ao alto preço que se iguala aos que eles expotampara o Japão e outros paises. Uma vez que esta elite assim que colhe a produção escoa tudo, seja para o esterior ou para grandes centros urbanos. Eu também não aquento mais tanta omissão deste governador de Minas Aécio Nas Neves com relação a ao posicionamento neste Projeto de Transposição porqwue para mim quem cala concente. Para provar que a maioria da população mineira que mora as margens deste rio não conscente é por isso que estamos falando ou sejA NÃO COMPACTUAMOS ESTA E COM NUHUMA OUTRA CORRUPÇÃO.


















SEDE
Este religioso deveria fazer GREVE DE SEDE, desta forma entenderia a necessidade de SOBREVIVENCIA de milhares de Brasileiros Nordestinos do SEMI-ARIDO que ter uma VIDA DIGNA.
FAÇA GREVE DE FOME POR OUTRO MOTIVO, POR EXEMPLO; A PEDOFILIA EXISTENTE NO SEIO DA IGREJA CATOLICA.