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Cresce apoio contra a transposição do rio São Francisco

by jpereira — last modified 2008-04-04 17:54

Organizações urbanas se mobilizam a favor de frei Cappio contra as “mentiras” do governo federal

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04/04/2008




Eduardo Sales

da Redação


“Dia da Mentira do Governo Federal e dia da Verdade do Povo”. Com esse mote, organizações sociais realizaram protestos em todo o país,  em 1º de abril, para questionar os argumentos do governo federal com relação à transposição do rio São Francisco. O bispo dom Cappio esteve em São Paulo no ato público organizado por movimentos sociais, comunidades tradicionais, como pescadores, pela Intersindical, Conlutas, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Andes e Pastoral Operária. Nas ações pelo Brasil, destacaram-se o fechamento de pontes, ocupações, paralisações de trabalhadores, panfletagem em diversas cidades. 


As manifestações também colocaram em pauta as mentiras do governo federal que, segundo os organizadores, atingem diretamente as categorias de trabalhadores, como as reformas da previdência e universitárias. “Essa luta em defesa do São Francisco conseguiu unir as organizações populares, pois trouxeram os outros problemas de cada realidade, seja urbana ou rural e uniu o campo à cidade. Apareceram outras denúncias e mentiras do governo federal”, afirma Alzení Thomaz, do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP).

Segundo ela, os dois jejuns vividos pelo bispo de Sobradinho (BA), frei Luiz Cappio, ajudaram a denunciar a “mentira” da transposição” que beneficiará somente o agronegócio e as construtoras; e que, por meio de sua atitude, está ajudando a construir a unidade pelo Brasil. “A transposição do São Francisco não é um problema do Nordeste, e sim brasileiro", atesta. O filme “Além do jejum”, documentário sobre sua segunda greve de fome, foi lançado no final da tarde do dia 1º de abril, em Salvador (BA).


Baixo São Francisco

No início da manhã do “Dia da Mentira”, também na Bahia, mais de 500 manifestantes ligados às organizações populares, comunidades tradicionais e paróquias dos municípios de Casa Nova, Remanso, Juazeiro, Sobradinho, Bonfim, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lurdes, além de Petrolina (PE), acamparam em frente à prefeitura de Casa Nova e ocuparam sua sede. O local foi escolhido por conta dos graves conflitos agrários envolvendo posseiros de uma área com cerca de 30 mil hectares e empresários que tentam grilar as terras ocupadas há mais de 100 anos.

No Nordeste, outras manifestações se destacaram no Ceará, em Pernambuco, no Maranhão e em Sergipe. Em Sergipe, durante pouco mais de duas horas, centenas de manifestantes interditaram a ponte que liga os municípios de Propriá (SE) e Penedo (AL), no baixo São Francisco, com a participação de 1100 pessoas.

Segundo a coordenadora da CPP, é na região do Baixo Francisco onde mais se evidenciam os problemas. “A vazão nessa região é de 1100m3, mostrando o quanto está assoreado. A normalidade, nesse período de estiagem é de 1700 m3”, explica Alzení. Além do assoreamento, ela aponta que a baixa vazão tem prejudicado a reprodução do pescado, a chamada Piracema. De acordo com Alzení, daqui a 20 anos o rio São Francisco terá problemas com espécies que já dão sinais que caminham para o processos de extinção.

Ações pelo Brasil

Pelo país, a maior parte das atividades, além de ser contra a obra de transposição do rio São Francisco, tiveram pautas que questionavam as políticas públicas principalmente do governo federal, como em Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG). Em Pirapora, também em Minas Gerais, cerca de 450 pessoas de cinco municípios, representando 20 organizações, pararam a BR 365 por 2,5 horas. Foi exigida uma indenização para os pescadores que estão sendo prejudicados pela empresa Votorantim Metais na cidade de Três Marias (leia reportagem: Grupo Votorantim polui o rio São Francisco).

A mobilização em São Paulo (SP) teve início ainda pela manhã quando o bispo Luis Flávio Cappio visitou uma ocupação de 600 famílias de trabalhadores sem-teto, na cidade de Embu das Artes, ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) (leia reportagem). Ainda no início do dia os metalúrgicos de São José dos Campos fizeram uma hora de paralisação. Na cidade de Nova Iguaçu (RJ), reuniram-se trabalhadores e trabalhadoras para a realização de uma atividade, iniciada na sede da Light, que companhia energética do Rio de Janeiro, às 7h, contando com a participação das diversas entidades. Houve panfletagem contra a transposição do rio São Francisco, a flexibilização dos direitos trabalhistas e o Reuni.

Comentários - 11

Página 1

1 jane - 17-11-2008 - 17:06:16h

rio

vaitoma no seu CU

2 Lászlon - 29-12-2008 - 23:14:38h

Seu comentario
Se não tem nada de bom para falar fique calado. Se não concorda apresente algum argumento.

3 julyana - 28-05-2009 - 10:38:01h

cardoso ferreira
eu gostei mto dessa ideia de transposiçao

4 Raide Izumi Yukawa - 28-11-2008 - 20:10:08h

Passagem Bíblica
Observem na Bíblia,Isaías Cap.19,versículo 5 a 10. Seria bom não contrariar a Lei da Natureza, ou seja a Lei Divina. Penso, sinto que é como estivesse desafiando ao nosso Pai. Porque não se pesquisa outras alternativas?Poços artesianos, dessalinização da água do mar, quem sabe remover a Serra de Borborema, para facilitar a entrada das águas das chuvas?Reflorestamento porque não?Alguém ja pensou nesta hipótese tenho certeza.Revitalização do Rio São Francisco isto sim é urgentíssimo.

5 José Barros-Três Rios - 15-06-2009 - 14:39:26h

Contra a transposição
Um dos grandes argumentos que poderia esclarecer bem minha posição, é a transpoosição do rio Paraíba do Sul, ocorrida no ano de 1946. O rio vem de São Paulo. Na cidade de Barra do Piraí, foram retirados 60% de sua vasão (engrossqando o rio Piraí) de onde segue para reforçar o abastecimento da população do Rio de Janeiro. De lá para cá, o rio entrou em decadência e uma das consequências é a desertificação de suas terras. Fazendas antes produtivas, encerraram suas atividades devido as secas. Até cerâmicas que produziam em alta escala, fecharam. Cooperativas de leite que desenvolviam grandes atividades, a ponto da região de Três Rios ter sido a campeã na produção, foram desativadas pois não há mais condição de criar gadom saudável. O solo é rígido, e pouquíssimas árvores sobreviveram. Este é o resultado 60 ano0s depois. Muito pior que isso, vai acontecer com o nosso "Velho Chico". Infelizmente, quando o São Francisco entrar em colapso, Lula não estará mais aí. Mas que o povo e sua economia irão sofrer, isso é certo. Aí, já será tarde demais...

6 Jose A. - 17-08-2009 - 01:08:08h

A favor da transposçao
Jose Barros - tres rios - Deixa de ser bobo. O que causou o ressecamento do rio citado o foi o desmatamento e a agricultura praticada sem nenhum cuidado. agui no nordeste muitos rios desapareceram e nao houve nenhuma transposição. NAO TE PREOCUPAS, PELO
CONTRARIO O SÃO FRANCISCO VAI SAIR-SE MUITOP MELHOR COM ESSE GRANDIOSO E IMPORTANTE PROJETO. ASSIUM COM MAIS ESSA FUNÇÃO , COM CERTEZA SERÁ UMA NECESSIDADE A SUA REVITALIZAÇÃO, PARA PODER CUMPRIR A IUMPORTANTE FUNÇÃO DE ABASTECER TODAS ESSA NOVA AREA. VIVA O LULA, VIVA O PT QUE APOIA ESSA IDEIA.!

7 Jose A. - 17-08-2009 - 01:10:20h

A favor da transposçao
Jose Barros - tres rios - Deixa de ser bobo. O que causou o ressecamento do rio citado o foi o desmatamento e a agricultura praticada sem nenhum cuidado. agui no nordeste muitos rios desapareceram, nao houve nenhuma transposição. NAO TE PREOCUPAS, PELO
CONTRARIO, O SÃO FRANCISCO, VAI SAIR-SE MUITO MELHOR COM ESSE GRANDIOSO E IMPORTANTE PROJETO. ASSIM COM MAIS ESSA FUNÇÃO, COM CERTEZA SERÁ UMA NECESSIDADE A SUA REVITALIZAÇÃO, PARA PODER CUMPRIR A IMPORTANTE FUNÇÃO DE ABASTECER TODA ESSA NOVA AREA. VIVA O LULA, VIVA O PT, QUE APOIA ESSA IDEIA.! MORTE A DOM CAPPIO.

8 Jonas - 03-09-2009 - 10:31:55h

não,não e não
Infelizmente o Brasil esta incorrendo em mais um erro monumental, a intenção talvez seja boa, nao só politica, mas o que começa torto termina torto. Se revitalizassem primeiro seus afluentes que estão sobrecarregados de areia, dejetos humanos entre outras particularidades e após revitalizassem velho Chico até seria um serviço de utilidade. Essa historia que estao fazendo saneamento nas cidades ribeirinhas é pra boi dormir, espero que os que sao a favor tenham visitado (nao de aviao ou helicoptero como muitos dos "pais do projeto") o São francisco e verificado seu estado, teriam visto a necessidade real de sua revitalização.

9 Lecionar Ferreira Afonsso - 22-09-2009 - 21:31:51h

Transpsição do Rio São Franscisco
Seu filho da puta essa porra não presta pra merda nenhuma

10 Déborah - 04-11-2009 - 19:24:18h

Sou contra a transposição
O que todos pensam é que esse projeto irá beneficiar os micros e pequenos agricultores e os moradores do nordeste.
Este projeto só irá beneficiar os ricos fazendeiros e os grandes empresários.
No fim das contas quem paga todas as contas de infra-estrutura de nosso pais somos nós brasileiros de classe media pra baixo.
Eu quero meu dinheiro bem empregado em educação,saúde,seguança etc.
E não enchendo ainda mais os bolsos dos engravatados.

11 Paulo Afonso da Mata Machado - 18-11-2009 - 13:35:32h

transposição do Rio São Francisco
O projeto de transposição de águas do Rio São Francisco é, a meu ver, uma medida justa e correta.
No entanto, como tudo na vida, tem também suas falhas.
Uma delas, e que eu reputo como a maior de todas, são os 720 km de canais.
A água retirada do São Francisco vai percorrer grande parte do semi-árido encaixotada em canais de concreto!
Por que não fazê-la correr em leito normal de rio? Afinal, parte da água da transposição vai perenizar rios do semi-árido, correndo em leito de rio.
Se o procedimento fosse esse, teríamos duas novas bacias no Brasil. Ao invés de chamarmos de eixo leste e de eixo norte, chamaríamos a ambos de rios e lhes daríamos nomes como o fizeram os antigos colonizadores do Brasil.
Às margens desses rios, seria plantada uma mata ciliar e criado um novo bioma.
O governo está desapropriando 2,5 km de cada lado dos canais (por que não rios?), mas muita gente acha que boa parte do terreno é imprestável para a agricultura. Imprestável porque lhe falta água.
Se a água, ao invés de passar encaixotada, passasse em um leito de rio, iria elevar o nível do lençol freático.
Os assentados poderiam perfurar poços que encontrariam água.
O projeto teria um alcance social muito maior.
Ainda há tempo de corrigi-lo?