Frei Luiz Cáppio completa seis dias sem comer
Religioso recebe apoio da população e sente-se bem fisicamente; em encontro, pescadores relatam a ausência de peixes no São Francisco
03/12/2007
Clarice Maia,
de Sobradinho (BA)
Seis dias sendo alimentado apenas por água em intervalos que variam de 15 a 20 minutos, mas em bom estado físico. Assim passou esta segunda-feira (3) o bispo Luis Flávio Cappio, que no dia 27 parou de se alimentar em protesto contra o projeto de transposição de águas do rio São Francisco. Ele exige a retirada do Exército da área dos eixos Norte e Leste e o arquivamento do megaempreendimento levado a cabo pelo governo Lula.
Pela manhã desta segunda (3), quatro mulheres integrantes do grupo conhecido na Igreja Católica como “Legião de Maria” iniciaram jejum em solidariedade ao frei. Além delas, mais cinco pessoas também não ingeriram alimentos, durante o final de semana, em diferentes locais do Brasil.
“A gente nunca foi a favor desse projeto de transposição. Nós víamos que não era uma coisa boa até por causa da construção da barragem e a quantidade de gente que foi desapropriada”, diz Maria Luzia Gonçalves, de 54 anos, que pretende ficar todo o dia sem se alimentar. Junto com ela estão Elza Nunes de Souza, 59, Maria Vitoriana dos Anjos, 62, e Tereza Jacinto da Silva, 72. Todas tiveram a vida alterada nos últimos 30 anos, idade da barragem se Sobradinho.
Pela manhã, frei Luiz recebeu a visita de estudantes do ensino fundamental, grupos que chegaram do Ceará, Mato Grosso e da cidade natal dele, Guaratinguetá (SP), políticos da região, o prefeito de Sobradinho e do deputado Édson Duarte (PV).
Na manhã desse domingo, frei Luiz Cappio recebeu quase 200 pescadores da colônia Z-026 de Sobradinho (BA), que fizeram um relato sobre a situação de escassez de nutrientes e peixes no rio, assim como em seus afluentes. “O São Francisco tem um espelho grande, mas água não existe na mesma proporção, o que existe é muita areia por causa do assoreamento”, argumenta Valdécio Rodrigues da Silva, presidente da colônia.
Ele lembra que no início desse ano houve uma cheia em cidades banhadas pelo São Francisco, como Juazeiro (BA), com chuva de apenas 800m³ de água por segundo, quando em 1979 era preciso mais que 1600 m³/s. “A única solução é a gente apelar mesmo para que o governo faça alguma coisa”, completa.
Frei Cappio
Se o frei morrer, morreu. Um traste a menos sobre a terra, cambada de comunista de merda.
















Isso não é possível
Os movimentos social M.S.T., pastoral da terra, U.N.E., CUT, não pode ficar assitindo isso acontecer, quanto da água vai para pessoas beber. Temos que nos mobilizar, vamos fechar todas Br, todas Ba. Parar a Bahia. Não concordo com o Frei, mas ficar assistindo tudo não dar, vamos sair de casa meu povo, vamos pra rua, esperar que as pessoas faça pela gente é estupidez. Meu emeio é bethania55@hotmail.com