"Lula deve ouvir o que o povo quer", diz Letícia Sabatella
Em visita ao frei Luiz Flávio Cappio, a atriz e fundadora do Movimento Humanos Direitos manifestou apoio ao protesto contra a transposição do rio São Francisco
da redação
A atriz Letícia Sabatella foi a Sobradinho (BA) visitar frei Luiz Flávio Cappio e prestar solidariedade a seu protesto contra a transposição do rio São Francisco. Um dia antes da romaria que reuniu seis mil pessoas (leia mais), Sabatella entregou ao religioso uma carta de apoio assinada por outros artistas do Movimento Humanos Direitos (leia a íntegra do documento).
A atriz é uma das fundadoras do movimento que uma organização de artistas e intelectuais que trabalha contra o trabalho escravo e outras violações de direitos humanos no Brasil. "O presidente Lula deve retomar o governo popular, ouvir o que o povo quer", disse Letícia que, segundo a Folha de S.Paulo, chorou três vezes no encontro com o religioso. Sobre o governo Lula, a atriz complementou: "Nós o elegemos com a esperança da mudança”.
Contra transposição do Rio
Não acho que esta resposta à Leticia Sabatella, tenha sido realmente escrita por um pobre nordestino. Há alguém por trás disto. Eu concordo plenamente com os argumentos da Leticia.
Transposição do São Francisco - integração de bacias
Respondendo por ordem ao Moises Correia: 1 - A água de um rio deságua em seu destino final, que pode ser outro rio, lago, mar ou qualquer grande reservatório natural, após ter cumprido um imenso papel ambiental característico de seu curso e bacia, e outros papeis, decorrentes da utilização pelos seres vivos, inclusive o homem. Não se perde simplesmente. Realizou sua missão e volta ao destino final para ser reciclada. Qualquer mudança neste regime irá modificar este destino, melhorando ou piorando a contribuição do rio às regiões por onde passa. 2 - Não é necessário ser sertanejo para conhecer em profundidade o problema da seca e antever suas reais soluções. Existem muitas outras formas para se aprender sobre a situação do sertão no semi-árido. Letícia muito antes de fazer teatro de alto nível, não "teatrin" como citou, é formada, estuda e vive estudando sobre estes temas, é destituída de corporativismo e regionalismos, e conhece bem do que trata. Não se limita a fazer novela, mas a trazer a cada trabalho a mensagem de credibilidade que faz questão de preservar em sua carreira. Realiza com grande cuidado a conformação dos papeis que representa, para não prostituir sua missão, que estende à defesa das populações menos favorecidas, ao caráter, à verdade, à compaixão pelos sem terra, sem sorte, sem esperança. 3 - Precisa-se sim ser inteligente para compreender que a água para chegar a você, que se diz sertanejo, tem inicialmente que existir, em seguida ser bombeada e passar por estações de tratamento, encaminhada por um completo sistema de distribuição até sua casa por encanamentos, válvulas, reguladores de pressão, reservatórios. E depois de instalado o sistema de distribuição deve ser mantido por empresas qualificadas. Faça a conta e entenda que este custo multiplicado pela quantidade de pessoas que terão acesso a Água da Transposição deve ser comparado com o investimento que está sendo anunciado e veja se os números o convencem. Cidades bem desenvolvidas como Campinas, Londrina, Curitiba, Salvador etc. e que contam com serviços de empresas do governo com verbas substanciais, não conseguem atender mais que 70 % da população concentrada no perímetro urbano, pense como será no seu caso, com as casas espalhadas por grandes áreas do cerrado e longe dos canais que serão abertos e rios que serão perenizados. Peça para quem entende calcular quanto desta água que está sendo canalizada será perdida em infiltrações, evaporação, poluição e mau uso e o custo total do investimento para atender à população divulgada pelo projeto do governo. Numa cidade é comum mais de 40 % de perda por vazamentos, e valores de investimento elevados, que exigem cobrança de tarifa de água e financiamentos vultosos para se sustentar, e isto com sistemas concentrados com tubulações enterradas, protegidas e constantemente mantidas! 4 - Frei Luiz Flavio Cappio não é um "padreco". É missionário da envergadura de madre Tereza, de Anchieta, Manoel da Nóbrega. Insurgiu-se contra a imposição de um projeto que não tem sustentação nas verdadeiras necessidades do Sertão. 5 - Este caso não é uma luta entre o Bem e o Mal no sentido que colocou. Bem é realizar o que está planejado, discutido, aplicar os recursos de forma correta, sem egoísmos e imediatismos, pensando no bem comum e sustentado. Mal neste caso é exatamente o oposto. 6 - Conforto só existe no coração de quem pensa nos outros quando luta pelos ideais em que acredita. É exatamente o que faz a Letícia Sabatella. Não está acomodada em sua casa e luta por causas como a sua. Com conhecimento de causa. 7 - Deus ouve quem merece Sua ajuda. E para merecer há que trabalhar e lutar. Não basta pedir, esmolar ou rezar. 8 - O sofrimento que menciona, e que não dá para entender vindo de quem vem, tem sua causa no conformismo natural de nosso povo. Acostumado em ser subserviente a um poder maior. Em viver sem procurar efetivamente melhorar suas condições. Na iniciativa individual narcotizada pelos subsídios e pela esperança na ajuda dos outros, na dependência do governo, passa pelo destino em viver no sertão, que não é ruim como se propala demagogicamente e que deve ter suas compensações. Pense em quem vive numa grande cidade, mais de 60 % da população do país, tendo que enfrentar a rotina do trabalho começando na madrugada, transporte demorado e incerto, nos riscos do asfalto, custo de vida, impostos sem retorno, insegurança, sem a certeza do retorno para casa, na compulsão pelo consumismo induzido pela vida urbana. Bem diferente do seu caso, sabidamente de natureza diversa. O grande problema de seu querido Sertão, do nosso Sertão, pois é um pedaço do Brasil de todos nós, é o clamor sem informação, a acomodação entre os períodos de eleição, a indústria da seca, a demagogia do caminhão pipa, da camiseta-compra-de-votos, da facilidade com que o político usa o sertanejo para chegar ao poder. É o político ai votado que muda sua origem , vai para câmaras municipais ou para o Congresso Nacional desligando-se dos compromissos que o elegeram, num desempenho repetitivo e histórico que todos conhecem. É a aceitação incondicional e generalizada do sedativo das bolsas família, das bolsas esmola, agora estendida para anestesiar a capacidade de pensar dos jovens de 16 e 17 anos, na véspera das novas eleições municipais. É querer ganhar sem trabalhar, viver sem contribuir, culpar o sul pela seca, pela natureza de seu povo, achar em quem se encostar, decidir sem pensar, opinar sem conhecer, votar sem consciência. Aqui nas regiões setentrionais do Brasil existem problemas bem maiores. De envergadura enorme e que deveriam também ser parte da preocupação do povo do nordeste como parte interessada em contribuir na solução, como nos preocupam os de sua região. Mesmo assim é aqui que se gera a maior parte dos recursos que irão sustentar os programas sociais e econômicos espalhados pelo país afora. Onde se concentra o mercado consumidor que dá sustentação econômica à produção de bens e serviços inclusive de sua região. Que se investe em agricultura moderna, pesquisa tecnológica, geração de energia, em indústrias, nas políticas ambientais, nas alternativas energéticas que irão beneficiar todo o Brasil. São investidores do sul e recursos do sul carreados à sua região para gerar empregos e qualidade de vida. Porém o que acontece historicamente é o nordestino que reivindica e não se empenha na reciprocidade. Mas que imputa a outros as conseqüências naturais de viver em sua região. Pense como seria estranho se os gaúchos se lamuriassem do vento pampeiro, os catarinenses do excesso de trabalho, os paulistas do apagão e dos congestionamentos, os paranaenses da geada sobre os cafezais e a soja, os esquimós reclamassem do frio do Ártico, os africanos da mosca tsé-tsé, os Tuaregues da severidade do Saara, os tibetanos dos ventos do Himalaia, os mongóis das estepes geladas, os russos da inclemência da Sibéria... Caro Moisés: difícil reconhecer legitimidade nas palavras de quem coloca opiniões pensando somente em si próprio, e que julga sem base sólida. Procure se informar antes de concluir sobre pessoas da envergadura do bispo da Barra ou da Letícia Sabatella. E nos ajude a ajudar sua região. Que precisa tanto quanto o resto do país de verdadeiros brasileiros. Não de pedintes profissionais. Iwan Sabatella
TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO
É assim que se trata de assuntos sérios. Parece que ainda existem pessoas inteligentes no Brasil. Apoio inteiramente a opinião e os argumentos colocados na defesa do Bispo e da atriz Leticia Sabatella. Não podemos concordar com a constante dependencia dos que não querem viver em sua região e passam a viver de subsidio. Vamos fazer uma corrente positiva para ajudar quem realmente precisa. Aqueles que não tem condição de entender e que dependem da condução dos mais bem informados. Renato
Rio com Franscisco
Letícia , sou uma paulista que estou com voce e naõ abro. Lute sempre pela nossa natureza , essa porra de governo só quer enfiar o nosso dinheiro no bolso . Essa obra não vai dar em nada , não vai matar a sede do povo nordestino , eles só vão pegar nossa dinheiro de novo e o Lula se diz nordestimo, será ???????
GOVERNO MARIONETE
Letícia, eu mereço ser processado por fazer propaganda enganosa; pois, fui militante ferrenho do PT e principalmente do ex-companheiro LULA. Hoje, para o meu arrependimento, vejo-o sendo marionete do capital nacional e internacional. Para completar, virou as costas para o povo...Mas ele se esquece que há pessoas como você e outras para cobrar dele atitudes de CABRA MACHO, conforme eu pensava que ele era. Vamos à luta! É mole derrubar esse "projetinho" que foi criado só para deixar o povo mais "fidedido ainda" Abaixo a Falta de Ética dos Políticos!! Viva o Povo Unidos!! Não à Transposição!!!
São Francisco
Sobre a Transposição do São Francisco basta entender fatos e não partir de suposições. Conheço muito bem o sertão, e sei do que trato. Entendo o que vejo com base na teoria, que estudei por muitos e muitos anos e continuo a estudar, e na pratica. Um "tour" de reconhecimento pela região traria mais informação sobre o absurdo da transposição com o objetivo de resolver o problema da água para o sertanejo. Mostraria que a concentração de água nos inúmeros açudes que existem não resolve a distribuição da água para as casas afastadas a poucas dezenas de metros dos mesmos. Mostraria que o modo de vida do sertanejo é adaptado à região, nada tem a ver com o artificialismo da transposição. Mostraria o desperdício de recursos através de programas sem sustentação que historicamente são iniciados e interrompidos nesta região, pois seu povo curva-se na indolência logo após as eleições e não cobra dos governos as promessas enganosas que conquistaram o voto. Mostraria a quantidade de reservatórios, cacimbas, pequenos e grandes açudes, e poços construídos pela Sudene, Sudam, DNOS, projetos sem continuidade financiados pelo BNB, e acima de tudo a enormidade de dinheiro desperdiçado em projetos demagógicos e questionáveis. Mostraria a grandeza do nordestino sertanejo, que precisa de apoio legítimo, e a miopia criminosa dos mal informados, ou mal intencionados que os dominam e parasitam. Com relação à opressão social que propalam, existe em todo o país. Não é exclusividade desta região. E a opressão é resultado de políticas criadas pelo próprio povo, por políticos aí gerados e mantidos pelo nordestino, de políticos cassados, que são eleitos e reeleitos aí. Não concordo que algum sertanejo esteja reduzido à condição sub-humana, de animal, como escrevem demagogos e pedintes, somente por ser sertanejo... Claro que existem soluções mais eficientes, baratas e sustentadas para levar qualidade de vida aquela região. Que existem motivos sérios para pessoas formadas, que tem conhecimento da teoria e da pratica, se insurgirem contra o projeto de transposição. São pessoas que se preocupam com o Brasil, com a destinação do dinheiro público, com a qualidade efetiva de vida de seu povo. Leiam o que se estuda sobre a Problemática da Seca, somente um pequeno exemplo: "O fenômeno natural das secas impulsionou o surgimento da política denominada “indústria da seca”. Onde os grandes latifundiários nordestinos valendo-¬se de seus aliados políticos interferem nas decisões tomadas em escala federal, estadual e municipal. Beneficiam-se dos investimentos realizados e dos créditos bancários concedidos. Os financiamentos obtidos são aplicados em outros setores que não o agrícola, e os tomadores aproveitam da divulgação dramática das secas para não pagarem as dívidas contraídas. Os grupos dominantes têm saído fortalecidos enquanto é deixado de lado a busca de soluções para os problemas sociais e de oferta de trabalho às populações pobres. Um exemplo foi à construção de açudes que começou a ser desenvolvida pelo governo federal a mais de um século e já consumiu enormes somas de recursos públicos, dos quais não se sabe o total de valores investidos, mas só no atendimento emergencial da última seca 98/99 foram gastos 2,2 bilhões de reais de acordo com os dados da Sudene, antigo órgão coordenador do programa de atendimento aos flagelados, esta hoje extinta por meio de graves denúncias de desvio de recursos. (Nota: este valor é da ordem de grandeza da transposição, e foi gasto em um momento de emergência, sem resultar em nenhuma construção perene e duradoura!) Desta forma, a prática de se aproveitar do drama dos desvalidos para se beneficiar dos recursos públicos, envolvem obras de todo porte e é tradição no Nordeste. Um relatório recente do Tribunal de contas da União mostra sérios indícios de irregularidades em 17 grandes obras hídricas em construção no Nordeste. Estas deveriam estar prontas a dez anos e já consumiram 834 milhões de reais. Já outro documento recente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape) denuncia que as primeiras propriedades de uma lista para a construção de 25 cisternas pela Secretaria de Recursos Hídricos em uma cidade do Sertão são fazendas pertencentes a um secretário municipal. O problema do Nordeste se agrava pela introdução de culturas de difícil adaptação às condições climáticos, juntamente com inadequada utilização do solo, não se adaptando as condições ecológicas da região. Outro problema é o controle da propriedade da terra onde “alguns” detêm os recursos e grandes propriedades, tendo um político sobre os demais. A questão da seca não se resume à falta de água. A rigor, não falta água no Nordeste. Faltam soluções para resolver a sua má distribuição e as dificuldades de seu aproveitamento. É “necessário desmistificar a seca como elemento desestabilizador da economia e da vida social nordestina e como fonte de elevadas despesas para a União... Desmistificar a idéia de que a seca, sendo um fenômeno natural, é responsável pela fome e pela miséria que dominam na região, como se esses elementos estivessem presentes só aí." E agora resta a enormidade do dinheiro que vai ser jogado fora nesta transposiçao inóqua e que não resultará como soluçao para a sede no semi arido.














transposição do rio são francisco
Minha querida leticia eu admiro muito seu trabalho, mais essa de não a transposição do rio eu não concordo com v/c não precisa ser inteligente para imaginar que as águas de todos os rios desagua no mar e se perde, com a transposição ela sera aproveitada por homens e animais v/c não mora nem covive com a seca esse padreco tambem não, v/c só conhece de passagem não sofre na carne, o sertanejo nasceu e vive com esta calamidade anos apos anos sabe o que é seca. eu sou sertanejo e sei o que estou falando vai fazer tuas novelas e teus teatrin é do que v/c entende e esse padreco quer aparecer gostaria que ele passase um ano aqui onde eu moro nas condições que eu vivo pra saber o que é seca. existe o bem lutando contra o mal e este mal são v/c's que quer parar uma coisa tão boa que vai aliviar nosso sofrimento, minha fia fica ai no teu conforto e esquece nós porque deus já ouve nosso clamor e ele é por noi.