O governo e D. Luiz
De quantos pudins é feito o cérebro do governo? Será que acha mesmo possível isolar do conhecimento popular que um bispo está em greve de fome, querendo ir até o fim?
04/12/2007
Roberto Malvezzi (Gogó)
A estratégia do governo, segundo fontes do Planalto, é isolar D. Luiz da "mídia, dos políticos do Nordeste e dentro da própria Igreja". Governo poderoso esse, não? Manda até na Igreja. Entretanto, de quantos pudins é feito o cérebro do governo? Será que acha mesmo possível isolar do conhecimento popular que um bispo está em greve de fome, querendo ir até o fim? Sinal que esse governo, como todos os demais, desde o império, assim como em Canudos, Contestado, Caldeirão, Pau de Colher, também não sabe decifrar o conteúdo político e social que se esconde na linguagem religiosa.
E a Igreja? Será que vai mesmo aceitar que o Estado determine o que ela deve fazer? Muitos bispos já demonstraram solidariedade a D. Luís, embora não compreendam exatamente seu gesto. Afinal, não queremos que ele morra.
O governo já teria montado sua estratégia também para não deixá-lo morrer. Na hora "H", quando perder a consciência, o Estado, em nome da defesa da vida, o seqüestra e o leva para um hospital. Por isso, até agora, a única resposta do governo foi uma ambulância.
Porém, nessa semana começam as manifestações populares. Dia 10, será o dia "D" das manifestações populares contra a "Transposição, Singenta e Leilões do Rio Madeira". Jejuns solidários se multiplicam por todo país. Atos também. Hoj,e tem romaria da capela ao rio. Domingo, dia 9 povos de todo Nordeste descem em romaria até Sobradinho, onde D. Luiz está.
Os desdobramentos, só Deus.
rio sao francisco
eu acho que o presidente lula tinha que primeiro combater a corrupiçao no seu partido que se dis um partido trabalhador. e depois pençar na miseria do povo brasileiro que passar fome . por que essa transposiçao so vai favoresse os ricos nao a transposiçao e sim a revitalizaçao
















INSENSATEZ
Se padre Cappio vier a ter seqüelas, ou até mesmo morrer por causa da greve de fome, o tiro dado pelo Lula pode sair pela culatra. Ele que se prepare, pois a repercussão do caso vai cair como uma bomba sobre si e abalar e muito sua dócil imagem. Também apagará para sempre aquela imagem de um homem sensível aos problemas sociais. Outro agravante para sua imagem virá da oposição, que saberá muito bem explorar o episódio politicamente. Sem contar a pressão internacional de todos aqueles simpáticos à luta do padre e de todos que lutam pela preservação dos direitos humanos, e também da Igreja. O mais sensato politicamente seria o abandono dessa idéia megalomaníaca e infrutífera que Lula e o PT se solidarizam.