Protesto recebe solidariedade de movimentos e personalidades
Adolfo Pérez Esquivel lançou nota de apoio a frei Cappio; Marcos Arruda inicia jejum solidário à greve de fome e outros seguiram esse exemplo no Brasil e no exterior
Clarice
Maia,
de Sobradinho (BA)
O protesto do frei Luiz Cappio tem recebido manifestações de solidariedade no Brasil e no exterior. O argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, de 1980, membro da Coordenação Internacional para o decênio da cultura da não violência e da paz, lançou uma nota de apoio ao ato de Cappio. Também em apoio, o Grito dos Excluídos de São Paulo, junto com a Pastoral Operária e o Serviço Franciscano de Solidariedade, fazem hoje à noite um ato no auditório da Apeoesp, na cpaital paulista.
O economista Marcos Arruda também iniciou o jejum solidário ao ato de frei Luiz, que desencadeou outros, dentro e fora do Brasil, com adesões na Bélgica e na França. De modo paralelo, organizações sociais e movimentos populares reforçam a presença no local, além de diferentes manifestações de apoio.
Na terça-feira (4) à tarde, acontece um culto ecumênico e ato público nas escadarias da igreja São José, centro de Belo Horizonte (MG). Paralelamente ocorre a “Caminhada em defesa do rio São Francisco e do povo do Nordeste”, com concentração no final da tarde, às 16h, em frente a Capela São Francisco, Sobradinho (BA), com a presença de Dom Luiz. Na quarta-feira (05) os movimentos e entidades que compõem a Via Campesina, em Goiás, farão uma vigília em alguns municípios do Estado.
Até o momento chegaram manifestações de apoio da Via Campesina, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sinergia, Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE), Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), CONIC, Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Sindae/BA, Unimeio, APOINME, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Federação Quilombola do Estado de Minas Gerais, CESE, Bené Fontelles - Movimento Artista pela Natureza , Grito dos Excluídos, CAA.
O CAMINHO NÃO É ESSE
Fazer da terra um negócio pode ser bom para as pessoas sim! gerar empregos e acabar com a miséria...
Ou iremos ficar sempre nesta agricultura de subsistência somente?
Uma coisa é latifundiário safado que eu jamais defendi. Agora, pessoas sérias querendo produzir e gerar emprego é outra coisa. Vamos discutir o assunto. E não fazer greve de fome. Na minha opinião , uma medida muito radical.
Infelizmente a nossa Democracia é relativa e os assuntos não são discutidos profundamente, eu sei. Mas se virar moda fazer greve de fome pra tudo que discordarmos, vamos é nos tornar um país de desnutridos!
O caminho não é por aí
Transposição
Geração de emprego com concentração de renda, todos sabemos que a margem do lucro dos grandes latifundios no Nordeste sofrerá aumento significativo com a transposição, em detrimento do trabalhado assalariado. Comumente veremos gerações ribeirinhas cair em grande depressão nas ruas dos centros urbanos, não só pela falta de subsídios do governo, para que fomentem sua pequena produtividade, principalmente pela falta de água. Falar em geração de emprego é facil, a mão-de-obra é abundante, os projetos que envolvem recursos da União sempre priva o povo do bem de capital comum, favorece grandes grupos econômicos reduzindo a taxa salarial, além de excluir pequenhos modulos produtores, que na busca de maiores recursos que lhes permitam subsistir disonibilizará sua mão-de-obra barata e pouco qualificada aos grandes monopolistas da terra. Então veremos na mídia que a taxa de desemprego reduzio 3 pontos percentuais e as classes intermediárias da nação chegarão a conclusão que esse projeto é um sucesso! Grande ilusão. Greve de fome é coisa de criança pequena quando não ganha o presente esperado, medidas energicas precisam ser tomadas para que no futuro não nos deparemos com uma situação social crítica e irreversível. REVOLUÇÃO POLÍTICA JÁ!
Adesão
Nós, como educadores e ativistas culturais que conhecem de perto a luta desse homem que entende e ama o Velho Chico e os milhares e milhares de pessoas que dependem desse sofrido rio, estamos comovidos com a coragem e determinação de Frei Luiz. Neste Sertão ou em qualquer parte do Brasil e do mundo, temos que nos espelhar nas atitudes desprendidas e honrosas de pessoas como Dom Luiz.
















Solidariedade a Frei Luiz Cappio
Estou trabalhando na Italilia, região Veneto, depois de ter vivido e trabalhado como padre por 35 anos na diocese de Afogados da Ingazeira - PE, com o querido Dom Francisco Austregesilo de Mesquita, o Profeta do Pajeú, sertão central de PE. Quero manifestar o meu apoio total, irrestrito, comprometido a Dom Luiz Cappio e a quantos lutam pela a vida do velho Chico, condição indispensavel para que haja vida vivivel, reconhecida e respeitada no sertão. Chega de fazer da terra, da àgua e da vida um negócio. Um abraço solidario. Pe Mario Costalunga.