Disputa apertada na reta final do referendo
Institutos de pesquisa apontam empate técnico nas intenções de votos; desafio dos chavistas é convencer indecisos a votar pela reforma
Claudia Jardim,
de Caracas (Venezuela)
Há um ano, quando estava em disputa a presidência do país, a vitória de Hugo Chávez era irrefutável. Para o referendo, a situação não é a mesma. A popularidade de Chávez se mantém em 62%, mas seu índice de aprovação não foi transferido automaticamente para o “sim” na disputa do referendo.
O Instituto de Pesquisa Datanalisis aponta que 34,9% dos eleitores aprovam a reforma, 34,5% desaprovam e 31% dos entrevistados ainda estão indecisos. “O ‘sim’ é o favorito, mas nem sempre os favoritos ganham”, explica ao Brasil de Fato, Luis Vicente León, diretor do instituto.
A maioria dos indecisos tende a se abster e uma outra parte poderia votar a favor da reforma, resultado que beneficiaria o governo. “Desta vez a vantagem do governo poderá ser menor que nas eleições anteriores, podendo ficar entre 15% a 20%”, prevê o diretor do Datanalisis.
Outro fator que favorece o governo é a divisão da oposição. Os partidos emergentes e um setor estudantil convocam à votar “não”, enquanto o grupo dos partidos tradicionais aposta na abstenção. Um elemento que preocupa alguns setores do governo é o favoritismo e a divisão interna do chavismo. A saída do partido Podemos da base governista e o descontentamento de governadores e prefeitos que não foram incorporados à proposta de reeleição podem diminuir a capacidade de mobilização eleitoral no interior do país, conforme revelou uma fonte do governo ao Brasil de Fato.















