Como organizar o plebiscito
Qualquer indivíduo, coletivo ou organização pode realizar debates sobre o tema, organizando urnas de votação durante a Semana da Pátria
Como organizar o plebiscito
• Qualquer indivíduo, coletivo ou organização pode realizar debates sobre o tema, organizando urnas de votação durante a Semana da Pátria – de 1º a 7 de setembro (data que pode se estender até o dia 9 de setembro);
• As urnas podem ser montadas em qualquer espaço, como sindicatos, fábricas, escolas, associações de moradores, igrejas, ou espaços de grande circulação de pessoas, como praças e ruas;
• Cada comitê estadual tem autonomia para organizar o plebiscito, o trabalho de conscientização com a população e as atividades da campanha;
• Para uma pessoa votar, qualquer documento basta. Menores de 16 anos votam em uma urna separada, cuja contagem deve ser à parte;
• Em breve, vão estar disponibilizados os dois modelos de cédula com as perguntas do Plebiscito Popular. O primeiro modelo traz a principal pergunta, sobre a anulação do leilão da Vale. O outro modelo traz a mesma questão e inclui mais três perguntas, de acordo com o trabalho de cada organização;
• Logo após a votação da semana do plebiscito cada organização ou município fará a tabulação dos votos coletados e enviará para o comitê estadual até o dia 15.
• Feita essa apuração, o comitê estadual enviará até o dia 17 de setembro o resultado geral do Estado para o comitê nacional da campanha, encarregado de fazer a tabulação e divulgar os resultados de todas as perguntas, até o dia 20 de setembro.
Mais informações: PÁGINA OFICIAL DA CAMPANHA A VALE É NOSSA
Cartilhas, vídeo e panfletos para a formação
Em agosto, os cursos de formação são o principal instrumento da campanha. O desafio é atingir o maior número possível de multiplicadores, a partir de um número inicial de mil lideranças por Estado.
O material de apoio para esse processo inclui panfletos e cartilhas, disponíveis na página da campanha, que podem servir de subsídio para os debates, ou ser reproduzidos nos veículos de comunicação das organizações (páginas na internet, informativos etc).
O vídeo "A Vale é Nossa", sobre o significado da Vale e as irregularidades da sua venda, também foi concluído e está sendo distribuído nos Estados. O documentário recolhe depoimentos em dez Estados, com pessoas diretamente envolvidas na luta pela retomada da companhia, como Fabio Konder Comparato (USP), representantes dos movimentos sociais e entidades participantes da campanha, o procurador do Ministério Público Federal (PA), Ubiratan Cazzeta, e moradores da cidade de Parauapebas (PA), entre outros.
O vídeo também pode ser acessado aqui:
Parte 2:
Parte 3:
As perguntas do plebiscito
O comitê nacional da campanha "A Vale é Nossa", reunido no dia 28 de julho, concluiu que o Plebiscito Popular sobre a Vale pode ser feito de duas formas: a primeira delas se dá com uma única pergunta, unitária, sobre a revisão da venda da companhia Vale do Rio Doce. A outra cédula trabalha com 4 perguntas (acrescenta 3 outros temas). Alguns Estados decidiram incluir uma 5ª pergunta específica.
Pergunta unitária sobre a Vale:
– Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce – patrimônio construído pelo povo brasileiro – foi fraudulentamente privatizada, ação que o governo e o Poder Judiciário podem anular. A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?
Outras perguntas que estarão sendo trabalhadas (incluindo a unitária da Vale):
– O governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro?
– Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até 8 vezes mais que as grandes empresas?
– Você concorda com uma reforma da Previdência que retire direitos dos trabalhadores/as?












