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Conselho indígena denuncia à PF incêndio criminoso em Raposa Serra do Sol

by paula last modified 2008-08-27 11:47

Novo superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima confirma que arrozeiros danificam bens públicos, enganam a população e usam bombas para impedir o trânsito na região

Novo superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima confirma que arrozeiros danificam bens públicos, enganam a população e usam bombas para impedir o trânsito na região

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da redação


O coordenador-geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Souza, protocolou na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Boa Vista denúncia referente a incêndio criminoso praticado na comunidade Socó, dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

O documento do CIR relata a queima de um malocão – casa de palha e madeira, usada para encontros, festas e reuniões. O crime já havia sido denunciado por organizações indígenas (veja reportagem). Questionado sobre quem foi o autor do atentado, Souza afirmou que “está na cara, todo mundo já sabe quem é”, em alusão ao grupo de moradores ligados aos arrozeiros que insiste em permanecer na área homologada. O CIR é a entidade que encabeça a defesa da retirada de não-índios da Raposa Serra do Sol.



PF confirma práticas criminosas

O novo superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima, José Maria Fonseca, afirmou que os arrozeiros que permanecem na reserva indígena Raposa Serra do Sol enganam a população e incitam a prática de crimes. De acordo com Fonseca, um grupo pequeno tem interesse econômico na área e danifica bens públicos para impedir o trânsito pela região.

A PF já encontrou na região pontes derrubadas, escavações em estradas com pregos espalhados, além de balsas e pistas de pouso interditadas. O CIR calcula que a destruição do acesso deixou mais de 10 mil índios isolados. Segundo Fonseca, os arrozeiros têm utilizado também coquetel molotov e bombas, além de utilizar índios, idosos e crianças como escudo para se defender. “Todos devem ser rigorosamente punidos pela lei”, afirmou Fonseca.

A PF está na região a mando da justiça para retirar os não-índios que ocupam irregularmente a reserva indígena. O prazo para a retirada dos arrozeiros do território expirou em abril de 2006. Mas o grupo de moradores montou uma base de resistência na Vila Surumu, a fim de evitar sua retirada. (Radioagência NP e Agência Brasil)




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