Ministro confirma regresso de presidente Zelaya a Honduras na próxima quinta-feira
Centrais Sindicais mantém paralisação pela volta de presidente constitucional a 2 dias
30/06/2009
Raimundo Lopez,
enviado especial Prensa Latina
Tegucigalpa, Honduras
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O Ministro da Presidência do governo de Manuel Zelaya, Enrique Flores, confirmou hoje que o presidente regressará ao país na próxima quinta-feira para restabelecer a paz alterada pelo golpe militar.
Flores sublinhou que o governo de imposto pelos militares perdeu sua legitimidade e é rechaçado pela maioria dos hondurenhos desde o sequestro do mandatário por militares encapuzados na madrugada do último domingo.
Numa chamada telefônica ao canal 11 de televisão, Flores pediu para que se mantenha a resistência a pacífica como tem acontecido em todo país.
Uma greve nacional convocada na do último domingo (28) pela Frente de Resistência Popular, integrado pelas três centrais sindicais, campesinas e organizações sociais cumpre nesta terça-feira (30) seu segundo dia.
O secretário geral da Federação Unitária de Trabalhadores de Honduras, Israel Salinas, anunciou que a greve será total até que Zalaya seja restituído em seu cargo de presidente constitucional da República.
O anuncio dos líderes populares foi feito minutos antes que centenas de soldados, com fuzis de assalto, atacaram contra milhares de manifestantes que se encontravam em frente a Casa Presidencial em defesa da democracia e do governo constitucional.
Um principais dirigentes dos grêmios estudantis, Eulogio Chávez, confirmou também uma paralisação por tempo indefinido dessas organizações.
As aulas universidades foram suspensas pelo governo imposto.
O ministro da Presidência de Zelaya desmentiu as versões difundidas pelos golpistas sobre a intenção de convocar a una assembleia constituinte e dissolver os demais poderes do Estado.
Uma dirigente partidária do golpe, María Martha Díaz, disse na manhã desta terça-feira (30) que 800 homens haviam entrado pela fronteira de Nicarágua e que na manifestação frente a Casa Presidencial quase não havia hondurenhos.
“É totalmente falsa [a informação], esses são os argumentos que insistem os golpistas, usurpadores”, sublinhou Flores.
O ministro da Presidência de Zelaya negou qualquer legitimidade ao gabinete ministerial juramentado na noite desta segunda-feira (29) pelo presidente imposto, o empresário Roberto Micheletti.
Flores apontou que frente a ampla repulsa mundial, os golpistas carecem de interlocutores na área internacional e recordou a decisão dos países centroamericanos de fechar suas fronteiras com Honduras.
traduzido por Cristiano Navarro/ Brasil de Fato
Comentários - 7
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2 Rosangela Maria Pires - 30-06-2009 - 21:18:19h
Golpe militar hondurenho3 Fábio Franco - 07-07-2009 - 08:28:46h
Honduras sem liberdadeRose, o que está acontecendo com Honduras, por causa, do golpe de Estado com a finalidade de assassinar a democracia daquele país. Pode ocorrer com qualquer país latino-americano. Inclusive com o Brasil. Quando um país como Honduras, Brasil e outros países latinos-americanos tem uma elite ultraconservadora que não aceita dialogo, o dialogo que eles aceitam é um duelo igual ao Velho Oeste, uma corrupção endêmica, enraizada e dependente economicamente dos EUA. A vida util da democracia deste países tem prazo de validade para acabar. Num país como Suecia, Noruega e Dinamarca onde o seu povo conquisto seus direitos e goza de um bem-estar social, onde a sociedade é menos corrupta e tem sua independencia economica junto a política. Não a prazo de validade para a democracia,que tem uma duração infinita e eterna. Brasil conquistou a sua democracia 24 anos, mas se alguem se expressar para lutar democraticamente ao pé da letra, acabará assassinado como Chico Mendes, Dorothy e Marcos Freire.
4 MORENA - Círculos Bolivarianos BRASIL - 30-06-2009 - 22:03:07h
Comunicado 002/2009AO POVO TRABALHADOR BRASILEIRO, AO CONGRESSO BOLIVARIANO DOS POVOS, A COORDENADORIA CONTINENTAL BOLIVARIANA, AO GOVERNO BRASILEIRO E A EMBAIXADA DE HONDURAS.
Todo apoio ao Presidente Zelaya e em defesa da soberania dos povos
A América de Bolívar diz NÃO a ofensiva do imperialismo e da reação
O Movimento Revolucionário Nacionalista - Círculos Bolivarianos / MORENA - CB, organização política e social inspirada nos ideais de Bolívar, Che Guevara e Brizola, consciente de que defender a luta socialista pela Revolução Bolivariana é manter viva a esperança, os sonhos e o legado dos povos em luta de Nossa América, não poderia deixar de se posicionar frente a atual ofensiva imperialista em nosso continente.
Condenamos com veemência a ação truculenta e subversiva do exército hondurenho que, incentivado pela burguesia de Honduras, apoiado pela grande imprensa hondurenha e internacional, sem falar na complacência de Washington e a indiscutível colaboração da CIA, depôs e expulsou do país o presidente constitucionalmente eleito Manuel Zelaya.
Como brasileiros, que já sofreram com esse mesmo tipo de ação, e bolivarianos, defensores de uma tradição democrática para a América Latina que permita a harmônica integração entre as nações do continente, nos solidarizamos com o desrespeito e a dor do povo hondurenho e exigimos uma atitude dura e inflexível por parte do governo do nosso país e dos demais de nossa América, em especial dos alinhados com uma política democrática e progressista que pautam suas ações pelos princípios socialistas, libertários e populares.
Não aceitamos essa afronta por parte das forças sociais reacionárias e conservadoras de Honduras seguida da conivência desses mesmos setores em outros países, pois sabemos que essa ação perniciosa é, mais do que um golpe de estado numa pequena república latino-americana, um recado aos governos continentais que avançam nas transformações sociais, onde a luta de classes tem se acirrado e a política tem seguido um rumo de enfrentamento contra a dominação, a exploração, a concentração de riquezas e a exclusão.
Conclamamos a todas as organizações sociais e políticas do campo antiimperialista, popular e classista do Brasil a enfrentarmos junto com os hondurenhos esse ato hostil contra a legalidade a legitimidade e a soberania de um povo, e cobrarmos do Governo Lula a suspensão imediata das relações diplomáticas com o governo golpista até que a ordem constitucional seja restabelecida integralmente.
Temos de convocar assembléias para debater a situação e coordenar atividades concretas de solidariedade e protestos em frente a embaixadas e consulados estadunidenses e em frente a embaixada e consulados de Honduras. Não podemos aceitar em hipótese alguma algo menos do que o cumprimento da carta constitucional desse país e do direito do presidente eleito, apoiado pelo povo e respeitando os princípios democráticos fazer nela as alterações legais que considerar necessárias para a melhor administração governamental e provisão do bem estar social, elevando a qualidade de vida do povo.
Que o presidente Zelaya volte ao posto para o qual foi eleito pelo seu povo, que os militares voltem a caserna, e que a burguesia aceite o jogo político democrático montado por ela própria, dentro das regras e princípios por eles estabelecidos.
Revolucionariamente,
Coordenação Nacional do Movimento Revolucionário Nacionalista - Círculos Bolivarianos
BRASIL, 28 de junho de 2009
Não passarão! Fora o imperialismo de Nossa América!
Viva a Revolução Bolivariana na América Latina e no Caribe!
Pela libertação nacional e o socialismo!
6 carlos ribeiro - 01-07-2009 - 10:15:19h
ainda não7 beaw@no-log.org - 01-07-2009 - 12:37:04h
HONDURASoficial de Micheletti.*
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La postergación se debe a que el organismo pidió 72 horas para intentar
restaurar el orden constitucional tras el golpe de Estado, el derrocado
presidente iba a volver mañana a su país junto a una comitiva en la que
figura Cristina Kirchner
WASHINGTON.- El depuesto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, anunció en
Estados Unidos su decisión de retrasar su programado viaje de regreso a su
país con el fin de dar tiempo a la Organización de Estados Americanos (OEA)
a realizar las gestiones diplomáticas para tratar de restaurar el orden
constitucional.
"La OEA ha pedido 72 horas y estamos dispuestos a apoyar esa decisión", dijo
Zelaya en una conferencia de prensa después de concluida la Asamblea General
extraordinaria de la OEA, que emitió una resolución condenatoria contra el
régimen del designado mandatario interino, Roberto Micheletti, en la que le
da un plazo de tres días para restablecer el orden constitucional y
restituir a Zelaya en el poder.
"No vamos a hacer ninguna acción antes del movimiento diplomático (...) para
no entorpecer una labor encomiable", agregó Zelaya, quien reiteró que la
"comisión" que lo podría acompañar cuando decida finalmente viajar estaría
integrada por sus pares de la Argentina, Cristina Kirchner, de Ecuador,
Rafael Correa, y por el presidente de la Asamblea General de Naciones
Unidas, Miguel D´Escoto, entre otros.
Zelaya indicó que durante este plazo prorrogado continuará sus "actividades"
para lograr su reinstauración en el poder hondureño y, en ese marco, anunció
su participación hoy en la asunción del nuevo presidente panameño, Ricardo
Martinelli, de quien dijo haber recibido una "invitación personal".
Tras casi doce horas de reunión entre los embajadores y cancilleres, la
Asamblea General adoptó una resolución de cinco puntos que, entre otras
cosas, condena "enérgicamente" el golpe de Estado llevado a cabo el domingo
último, exige la restitución "inmediata, segura e incondicional" de Zelaya,
al que reconoce como único presidente constitucional, y rechaza al gobierno
formado por Roberto Micheletti.
Además, fija un plazo de 72 horas para que el gobierno interino designado
por Micheletti acate la resolución o, de lo contrario, la OEA procederá a
aplicar el artículo 21 de la Carta Democrática Interamericana para suspender
a Honduras del foro regional.
Esa suspensión, que sería la primera desde la de Cuba en 1962, supondría el
aislamiento diplomático del nuevo Gobierno, que además no tendría acceso a
créditos de las instituciones financieras internacionales.
En consonancia con la decisión de Zelaya, Cristina Kirchner postergó su
partida a Washington para acompañar el regreso del hondureño a su país.
Tenía previsto viajar esta noche. La nueva fecha de viaje no fue aún
confirmada.
Agencias DPA, ANSA, AP y AFP
Fuente :
http://www.totalnews.com.ar/index.php?option=com_content&task=view&id=33183&Itemid=58
1 Lourdes García - 30-06-2009 - 17:05:48h
Solidaridad con el pueblo HondureñoTodo el apoyo y solidaridad con nuestro hermanos centroaméricanos.