Na Argentina, 12 repressores são processados
Agentes da ditadura teriam cometido crimes na Escola de Mecânica da Armada (Esma), onde estima-se que quase 5 mil militantes opositores do regime militar foram presos, torturados e mortos
da Redação
Onze oficiais aposentados das Forças Armadas e um membro da polícia federal foram processados, dia 22 de abril, pelo juiz federal Sergio Torres por crimes cometidos na Escola de Mecânica da Armada (Esma) – o principal centro de detenção clandestina da Argentina durante o período militar (1976-1983), localizado na cidade de Buenos Aires. Estima-se que quase 5 mil militantes opositores da ditadura militar foram presos, torturados e mortos no local. A maior parte deles foi dopada e jogada ao mar nos “vôos da morte”, feitos semanalmente.
Os oficiais irão responder por crimes de privações ilegais da liberdade, torturas e torturas seguidas de morte. Seis primeiros já estão em prisão domiciliar. Os outros encontram-se na penitenciária de Marcos Paz, dentro de um pavilhão chamado de “lesa humanidade”. O juiz também embargou os bens de alguns dos repressores que, juntos, somam mais de 1,7 bilhão de pesos (cerca de 880 milhões de reais).
Desde 2004, as instalações da Esma – que somam 17 hectares – passaram por uma série de transformações para se converter em um Espaço pela Memória e Promoção dos Direitos Humanos. O prédio, oficialmente, pertence à prefeitura de Buenos Aires. Até o início deste ano, apenas o Cassino dos Oficiais, principal área de detenção e tortura, estava aberto ao público, mediante agendamento prévio e visitas monitoradas. (Com informações do Pagina 12 – www.pagina12.com.ar)










