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Polícia colombiana prende jornalista da Telesul

by jpereira last modified 2006-11-21 19:11

Freddy Muñoz, correspondente em Bogotá, foi detido sob a acusação de “rebelião e terrorismo”; Presidente da emissora diz que ação faz parte da campanha de ataques à Telesul e à Venezuela

Freddy Muñoz, correspondente em Bogotá, foi detido sob a acusação de “rebelião e terrorismo”; Presidente da emissora diz que ação faz parte da campanha de ataques à Telesul e à Venezuela
Renato Godoy de Toledo,
da redação

O Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS) aprisionou o jornalista colombiano da Telesul Freddy Muñoz Altamiranda, no último domingo (19), quando ele desembarcava no aeroporto de Bogotá, onde é correspondente da emissora. Freddy Muñoz, que é um dos fundadores da emissora criada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, com apoio de outros países latino-americanos, acabara de chegar da capital venezuelana, Caracas, onde participara de uma oficina de formação em audiovisual.

As autoridades colombianas o prenderam sob a acusação de "rebelião e terrorismo", o que gerou indignação entre os membros da emissora. O presidente da emissora, Andrés Izarra, acredita que a prisão de Muñoz pode fazer parte de uma campanha de ataques sistemáticos ao veículo e à Venezuela. "Temos sofrido todos os tipos de ataques, mentiras e calúnias. Os ataques mais duros contra a Telesul têm vindo da Colômbia, assim como fazem com a Venezuela e o processo de integração latino-americana. Portanto, não descartamos que a prisão de Freddy Muñoz esteja vinculada a um pano de fundo obscuro", alerta Izarra.

A Federação Latino-Americana de Jornalistas (FELAP, na sigla em espanhol) lançou uma nota repudiando a ação das autoridades colombianas. A Telesur ouviu o encarregado do caso de Muñoz, o fiscal do DAS Manuel Molano, que disse não poder falar sobre o assunto, "ainda mais para esse veículo". Para o diretor da Telesur no Brasil e membro do conselho editorial do Brasil de Fato, Beto Almeida, a acusação contra Muñoz é genérica e sem fundamentação. "Todos sabemos que na Colômbia há um estado policial, onde qualquer um que tenha idéias próprias já é considerado inimigo", afirma Almeida.

De sua cela em Bogotá, Freddy Muñoz escreveu uma carta ao público na última segunda-feira (20), em que agradece o apoio dos "colegas e amigos que o ensinaram a resistir". O jornalista afirma que a sua prisão é "uma agressão ao jornalismo crítico e independente, oriunda daqueles que querem derrotá-lo, por meio da agressão e da mentira".

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