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Para barrar controle, fazendeiros ameaçam com tratoraço

by Admin last modified 2009-06-15 15:48

Decreto presidencial prevê regulação ambiental e sanitária mais rígida


15/06/2009

Daniel Cassol,

correspondente em Asunción (Paraguai)


A publicação de um decreto do Poder Executivo, impondo regras mais rígidas para o uso de agrotóxicos, desencadeou uma queda-de-braço entre ruralistas e o governo. Queda-de-braço, até o momento, vencida pelos ruralistas. E mostrou a força do agronegócio no Parlamento paraguaio.


Publicado no fim de abril, o decreto presidencial 1937/09 estabelece medidas para o “uso adequado de praguicidas na produção agropecuária, com vistas à proteção da saúde das pessoas, assim como dos alimentos e do meio ambiente”. Entre outras normas, o decreto prevê que as aplicações de agrotóxicos devam ser informadas com antecedência, proíbe a aplicação de veneno com aviões agrícolas em áreas próximas a povoamentos, ordena que sejam feitas proteções às comunidades e aos recursos naturais e que as aplicações sejam fiscalizadas por pelo menos três órgãos de governo – a secretaria de sanidade vegetal de sementes, a secretaria do meio-ambiente e o Ministério da Saúde.


O decreto provocou a ira dos ruralistas, que ameaçam com um novo “tratoraço” ainda neste mês, embora não informem a data exata do protesto, que ocorreu pela primeira vez em dezembro. Tal ameaça fez com que Fernando Lugo suspendesse a entrada em vigor das novas regras.


Neste meio tempo, o Congresso paraguaio aprovou um projeto de lei sobre o mesmo tema, de autoria do deputado Ariel Oviedo, filho do general Lino César Oviedo. As medidas de segurança estabelecidas pelo projeto para a aplicação de agrotóxicos são muito mais flexíveis: diminui as franjas de proteção e submete o controle dos agrotóxicos a apenas um órgão de governo – a secretaria de sementes.


Diante do anúncio de um tratoraço para este mês, a Frente Social e Popular, articulação de diferentes organizações sociais, anunciou a realização de uma contra-marcha, em defesa do governo de Fernando Lugo e contra o uso de agrotóxicos no campo.

Comentários - 2

Página 1

1 Dermeval - 15-06-2009 - 16:43:47h

Agropoluidores
Fernando Lugo deve endurecer com esses sojicultores, fantaziados de agricultores, a maioria deles brasileiros - brasiguais -, vassalos das tradings Syngenta, Monsanto, Cargil e Bunge, e que já contaminaram os lençois freáticos do lado brasileiro, e agora vão completar o serviço sujo no ecosistema paraguaio. O presidente Lugo não deve se intimidar com essas manifetações e sim, mandar a polícia e os movimentos sociais contra-atacar no mesmo nível.Não existe outro jeito de fazer essa gente entender que a sustentabilidade do meio ambiente é um direito e dever de toda a sociedade, e não é o pretexto de produzir commodities agrícolas para alimentar os porcos ianques e europeus, que vai justificar a degradação da natureza como ocorreu na Europa Meridional, no México, e agora querem fazer o mesmo na América do Sul.Fora com eles, d. Lugo, que essa gente não raciocína com o cérebro, mas apenas, com o bolso.

2 gilmar - 17-06-2009 - 22:31:19h

adelante Fernando Lugo
Se todos os dirigentes que de fato os são, se pocisionassem como Lugo, certamente, essas firmas de agrotóxicos não se sentiriam tão a vontade para degradar o solo do planeta.

Mas tudo em prol do progresso.