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Após decisão da Justiça, Kassab aceita construir moradias no local

by jpereira — last modified 2008-05-20 16:31

O sociólogo Tiarajú pondera que a mudança das famílias para um conjunto habitacional acarreta um custo de vida mais alto, pois terão que pagar condomínio entre outras despesa


20/05/2008

Michelle Amaral,
da Redação


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Após a decisão da Justiça, que impediu a continuidade do despejo das famílias da favela Jardim Edite, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) apresentou aos moradores um projeto habitacional, que prevê a construção de moradias no lugar da favela Jardim Edite e em mais dois terrenos ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho. Pelo projeto, serão construídos 1.016 apartamentos, que atenderão aos moradores do Jardim Edite e de mais duas favelas da região.


O defensor público Carlos Loureiro acredita que há possibilidades de que os moradores da favela aceitem o projeto, mas alerta que a comunidade deve ser consultada. Segundo ele, somente os moradores que permaneceram na favela terão direito à moradia; já quem recebeu o “cheque-despejo” ou deixou a comunidade para ir para outros locais não tem direito a participar do projeto.


Conforme Gerôncio Henrique Neto, presidente da Associação de Moradores do Jardim Edite, permanecem na favela 420 famílias, das quais cerca de 399 concordam com o projeto apresentado pela Prefeitura. As demais querem receber os cheques-despejos para retornarem a suas cidades de origem. Segundo ele, no terreno da favela, serão construídas as moradias de acordo com o número de moradores do Jardim Edite, além de posto comunitário, escola, creche e posto de saúde.


Há outros projetos para a região, que incluem linha de metrô e terminal urbano, motivo pelo qual as famílias querem permanecer no local. “Enquanto as moradias estiverem sendo construídas, a prefeitura pagará R$ 350 aluguel para as famílias em outros locais. O início das obras será em setembro e o término é previsto para dezembro de 2009”, relata.


Já o sociólogo Tiarajú pondera que a mudança das famílias para um conjunto habitacional acarreta um custo de vida mais alto, pois terão que pagar condomínio entre outras despesas. Segundo ele, nesses casos, a maior parte não consegue se manter e tem que se mudar. Ele acrescenta, ainda, que a empresa que desenvolveu o projeto da prefeitura segue um padrão de construção mais sofisticado e o conjunto seguirá a mesma linha acompanhando os grupos empresariais da região.

Comentários - 3

Página 1

1 Paulo Gilberto Klein - 21-05-2008 - 22:25:26h

Kassab contra o direito de morar

Este Kassab, hein!? "Sabe tudo" o homem. Cinco mil pro pessoal se mudar para um fim de mundo qualquer (muitos aceitaram) como se pobre fosse lixo a ser varrido para baixo do tapete. O que este (não posso escrever o adjetivo aqui)não sabe é que em toda a história da humanidade uma parte importante do que os poderosos consideram lixo, se revolta, resiste e luta até a vitória... Parabéns aos moradores do Jardim Edite , que deixará de ser favela para se tornar Conjunto Habitacional ou o outro nome mais bonito... PS: Alguém imaginava que isso pudesse acontecer numa rua em homenagem ao maior puxa-saco da ditadura-do-pau-nos-pobres?

2 ilza souza - 26-06-2008 - 21:19:41h

jardim edith

Aqui e area nobre, nobre somos nos. Essa nobreza e so ambição por parte dos poderosos. Pobre tambem merece ser feliz com seu teto, na area nobre é claro.

3 angela - 29-04-2009 - 15:17:26h

jardim edite
Somos pobres mais temos digninades e merecemos respeito