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Ato-missa no Rio de Janeiro exige fim da violência policial

by jpereira last modified 2008-06-30 10:01

A política de Segurança do governo Sérgio Cabral (PMDB) é, no mínimo, preconceituosa, acusam manifestantes e padres

A política de Segurança do governo Sérgio Cabral (PMDB) é, no mínimo, preconceituosa, acusam manifestantes e padres

28/06/2008

Leia mais:

“Meu filho não nasceu uma
sementinha do mal como dizem por aí”


Raquel Junia,
do Rio de Janeiro (RJ)


Um embrulho no estômago. Foi esse o sentimento da professora Virgínia Fontes presente no Ato pela Vida Contra o Extermínio, no dia 27 de junho, quando completou um ano da chacina do Morro do Alemão. No microfone, mães lembravam emocionadas de seus filhos assassinados pela polícia em diferentes momentos.


O ato reuniu cerca de 300 manifestantes em frente à Igreja da Candelária. Participaram familiares das vítimas da Chacina do Alemão, de outras comunidades e militantes de diversos movimentos sociais. A concentração começou às 9 horas. Às 10 horas teve início a missa em memória dos assinados, inclusive, dos três jovens do Morro da Providência, mortos recentemente após serem entregues pelo Exército a traficantes.


“É um Estado que exerce uma política de contenção dos mais pobres. Misturando televisão e bala. Eu estou com o estômago embrulhado, a cada dez dias a gente tem um assassinato. Eu tenho dois filhos e fico imaginando: perder um filho já é dramático, assassinado pela polícia é inimaginável, vendido pelo Exército para o tráfico, então... Isso aqui é um campo de concentração”, comentou, revoltada,Virgínia Fontes. Para ela, a grande mídia também sustenta esse modelo de extermínio.


“Lepras da sociedade”

No início da cerimônia religiosa, as 19 vítimas da Chacina do Alemão e as três vítimas do Morro da Providência foram lembradas nominalmente. A missa foi celebrada pelo representante da Pastoral das Favelas Padre Sergio Sá Ferreira e pelo coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Padre Justin Munduala.


“Hoje também existem muitas lepras em nossa sociedade, a acumulação do poder e da riqueza é uma delas”, disse o Padre Sergio Ferreira em seu comentário sobre as leituras bíblicas realizadas na cerimônia


Para os padres Sergio e Justin, a política de segurança do governo do Estado do Rio de Janeiro contempla apenas uma parcela da população, o que seria, no mínimo um preconceito contra o pobre.


“O que vemos é o extermínio da população pobre e marginalizada em uma política que quer ser modelo e tem, inclusive, o apoio do governo federal. Vitima tanta gente e nada muda”, comentou o padre Justin.


Mortos pela polícia

De acordo com os dados divulgados pelos manifestantes, a estimativa é de que o número de mortos em decorrência das operações policiais aumente esse ano em relação a 2007. O governo atual é responsável por um aumento vertiginoso do número de autos de resistência civis mortos pela polícia.


Em 2007 foram computados 1330 registros. Nos primeiros três meses de 2008, foram registrados 358, o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2007. “Se essa média se mantiver, o Estado do Rio de Janeiro registrará 1431 autos de resistência em 2008” , afirma a carta aberta à população distribuída durante o ato.


Sérgio Cabral e seus secretários, como José Mariano Beltrame (Segurança Pública), afirmam que as mortes de civis são um custo inevitável do enfrentamento entre as forças repressoras do estado e traficantes de drogas. Sergio Cabral chegou a afirmar, em reportagem do jornal Brasil de Fato sobre jovens da Mangueira que reclamavam da violência policial, que o estresse devido a esse enfrentamento é muito grande. Entretanto, o governador disse não conhecer nenhum caso de resultado positivo sem que tivesse havido esse enfrentamento.


O modelo colombiano

Para Maurício Campos, da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, também presente na manifestação, esse discurso do governo do estado de que “alguém tem que pagar” é racista, e que isso não seria usado como justificativa se o problema fosse na Zona Sul. Ele destaca ainda que o governo Sergio Cabral se espelha no modelo de segurança da Colômbia, já que o governador viajou mais de uma vez ao país com o intuito de aprender o que se pratica lá.


Padre Justin também comenta sobre o alinhamento da política de Segurança praticada pelo governo estadual e a Colômbia. A diferença, diz, é que no Rio se mata mais do que naquele país.


A manifestação terminou por volta de 12 horas. No dia 23 de julho está marcado um novo ato em frente a Igreja da Candelária para lembrar os 15 anos da chacina que ocorreu nas escadarias da própria igreja e que ficou conhecida como Chacina da Candelária. A manifestação também será contra a redução da maioridade penal.

violencia no Brasil

Posted by silvan matias da silva at 2008-07-08 17:48

O caso da violência policial no Brasil é qualquer coisa pra lá de inexplicável, na há nada que justifica a bandidagem na polícia. Se ser mal pago, salários baixos fosse condição para justificar a corrupção, a matança, a formação de grupos de extermínio nas policias eu estaria neste quadro. Há também o fato de que a maioria esmagadora do povo brasileiro ganha mal, vivem em condição subumana, muitas vezes não tem nem o que comer, e nem por isso saem por aí matando, roubando, exterminado.O policial brasileiro é um trabalhador como outro qualquer e como tal deve receber bem, ter moradia, auto-estima, valorização etc. O que ele não pode nunca, jamais, é cometer as arbitrariedades e abusos de poder que comete todos os dias e horas e minutos e segundos. É chegada a hora de rever esse modelo de polícia. Polícia é polícia. Polícia é pra servir, ouvir, ter controle emocional em suas ações , respeitar o cidadão e sua condição de pessoa humana. Polícia é para partir do principio de que todos são inocentes, e não sair por aí matando como fizeram como a família no Rio de Janeiro. Policia é diferente de bandido. Polícia-policial tem que ter amor ao próximo, pois se ele ao sair para um patrulha diária e já levar em mente que todos são suspeitos vai sempre dar no que está dando. Os nossos policiais são na verdade um grupo de pessoas que o estado arma e lhe diz: “vá, mate que nada lhes acontecerá”, “Nós vamos apurar o caso, vamos ver se houve excesso na ação policial”, ou mais recentemente como no caso dos “policiais que metralharam uma criança de três anos no Rio de Janeiro e tudo o que o setor de comunicação da PM do Rio disse foi: “a PM do Rio Lamenta muito o que aconteceu”, ou “os ‘policiais’ estão em prisão administrativa”, ou nas palavras de seu José Mariano Belttrame, secretario de segurança Pública do Rio de Janeiro que classificou a ação policial de “ infeliz coincidência”. As polícias - tenho dito reiteradamente - estão totalmente corrompida, só não vê quem não quer. Não adianta fazer Universidade. É preciso para de contratar policiais para esse modelo de polícia. As Pms no Brasil há muito já deviam não estar abrindo concurso públicos. Polícia tem que começar nas cidades, será muito fácil de fiscalizar. As Pms do Brasil já conhecem todos os caminhos da safadeza, da bandidagem, prova disto é que, quando uma policial comete crime sempre tem um companheiro da farda para proteger. O câncer das policias é o corporativismo que é a sua segunda pele.Uma policia que fiscaliza a si mesma como é o caso das policias estaduais, só pode dar nesta bosta que é, e na bosta que vem dando. O grande problema de se mudar o que está estabelecido, a polícia no modelo que conhecemos, é que, todas as vezes que se fala em se criar a polícia municipal o oficialato e os auto escalão da polícias estaduais fazem coro para não. Por quê? A reposta é mais obvia possível é que como já disse, elas conhecem os caminhos da corrupção e da bandidagem. Abrir mão do ganho fácil (propinas, abordagem irregulares, bicos em casa de grafinos, proteção as casas de jogos etc) e do poder de decidir sobre a vida das pessoas é algo que não querem. Criar mais uma força policial é ameaçar esse ganho fácil. Ser corrupto independe do que se ganha e do que tem. Nossa gente é uma gente sofrida, somos o país da desigualdade social, da miséria, da pobreza, da fome. O Brasil tem uma exercito de descamisados, de sem-nada, sem-teto, sem-terra. Não precisa ficar anos e anos numa universidade, se desdobrar sobre livros e teses, escrever discursos, tratados, monografias para saber que ser honesto independe da condição financeira. Crime e pobreza não têm nada ver. Pois se tivesse a bandidagem seria bem maior. Ou muda-se o modelo de polícia ou calemos ante os abusos cometidos por essas forças polciais. silvan matias da silva

comentário.

Posted by marcos at 2008-07-20 19:04

silvan matias da silva é um tremendo BABACA.

violencia no Brasil

Posted by silvan matias da silva at 2008-07-08 17:52

O caso da violência policial no Brasil é qualquer coisa pra lá de inexplicável, não há nada que justifica a bandidagem na polícia. Se ser mal pago, salários baixos fosse condição para justificar a corrupção, a matança, a formação de grupos de extermínio nas policias, eu estaria neste quadro. Há também o fato de que a maioria esmagadora do povo brasileiro ganha mal, vive em condição subumana, muitas vezes não tem nem o que comer, e nem por isso saem por aí matando, roubando, exterminado.O policial brasileiro é um trabalhador como outro qualquer e como tal deve receber bem, ter moradia, auto-estima, valorização etc. O que ele não pode nunca, jamais, é cometer as arbitrariedades e abusos de poder que comete todos os dias e horas e minutos e segundos. É chegada a hora de rever esse modelo de polícia. Polícia é polícia. Polícia é pra servir, ouvir, ter controle emocional em suas ações , respeitar o cidadão e sua condição de pessoa humana. Polícia é para partir do principio de que todos são inocentes, e não sair por aí matando como fizeram como a família no Rio de Janeiro. Policia é diferente de bandido. Polícia-policial tem que ter amor ao próximo, pois se ele ao sair para um patrulha diária e já levar em mente que todos são suspeitos vai sempre dar no que está dando. Os nossos policiais são na verdade um grupo de pessoas que o estado arma e lhe diz: “vá, mate que nada lhes acontecerá”, “Nós vamos apurar o caso, vamos ver se houve excesso na ação policial”, ou mais recentemente como no caso dos “policiais que metralharam uma criança de três anos no Rio de Janeiro e tudo o que o setor de comunicação da PM do Rio disse foi: “a PM do Rio Lamenta muito o que aconteceu”, ou “os ‘policiais’ estão em prisão administrativa”, ou nas palavras de seu José Mariano Belttrame, secretario de segurança Pública do Rio de Janeiro que classificou a ação policial de “ infeliz coincidência”. As polícias - tenho dito reiteradamente - estão totalmente corrompida, só não vê quem não quer. Não adianta fazer Universidade. É preciso para de contratar policiais para esse modelo de polícia. As Pms no Brasil há muito já deviam não estar abrindo concurso públicos. Polícia tem que começar nas cidades, será muito fácil de fiscalizar. As Pms do Brasil já conhecem todos os caminhos da safadeza, da bandidagem, prova disto é que, quando uma policial comete crime sempre tem um companheiro da farda para proteger. O câncer das policias é o corporativismo que é a sua segunda pele.Uma policia que fiscaliza a si mesma como é o caso das policias estaduais, só pode dar nesta bosta que é, e na bosta que vem dando. O grande problema de se mudar o que está estabelecido, a polícia no modelo que conhecemos, é que, todas as vezes que se fala em se criar a polícia municipal o oficialato e os auto escalão da polícias estaduais fazem coro para não. Por quê? A reposta é mais obvia possível é que como já disse, elas conhecem os caminhos da corrupção e da bandidagem. Abrir mão do ganho fácil (propinas, abordagem irregulares, bicos em casa de grafinos, proteção as casas de jogos etc) e do poder de decidir sobre a vida das pessoas é algo que não querem. Criar mais uma força policial é ameaçar esse ganho fácil. Ser corrupto independe do que se ganha e do que tem. Nossa gente é uma gente sofrida, somos o país da desigualdade social, da miséria, da pobreza, da fome. O Brasil tem uma exercito de descamisados, de sem-nada, sem-teto, sem-terra. Não precisa ficar anos e anos numa universidade, se desdobrar sobre livros e teses, escrever discursos, tratados, monografias para saber que ser honesto independe da condição financeira. Crime e pobreza não têm nada ver. Pois se tivesse a bandidagem seria bem maior. Ou muda-se o modelo de polícia ou calemos ante os abusos cometidos por essas forças polciais. silvan matias da silva


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