Ato pede libertação de sem terras presos em São Paulo
Manifestação contra a criminalização, acontece nesta quarta-feira 10 a partir das 19h, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro de São Paulo
09/02/2010
da Redação
Entidades e movimentos sociais realizam, nesta quarta-feira (10), um Ato Pela Libertação dos Presos Políticos do MST e Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais. A atividade acontece a partir das 19h na Sala dos Estudantes, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro de São Paulo.
O objetivo é denunciar a prisão de nove militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em 26 de janeiro nos municípios de Iaras e Borebi, no interior paulista. Eles são acusados de liderarem, no ano passado, a ocupação da fazenda Santo Henrique, de propriedade do governo federal, e usada ilegalmente pela transnacional Cutrale para monocultivo de laranja.
Os sem terras, porém, alertam para o caráter político das prisões, já que os mandados eram também de busca e apreensão. Durante o cerco, os policiais exigiram que os camponeses apresentassem notas fiscais e outros documentos, a fim de induzir que os objetos teriam sido roubados durante a ocupação às terras griladas pela Cutrale.
"A forma como a prisão foi efetuada demonstrou claramente que a polícia agiu de forma a acirrar ainda mais o conflito estabelecido na região", afirma uma nota dos organizadores do ato. "Transformar problema agrário brasileiro em crime comum tem sido a tática dos setores mais conservadores e truculentos da sociedade brasileira. É um atraso que pode impedir o avanço e o desenvolvimento do país com verdadeira justiça social".
Além da libertação dos sete militantes que permanecem detidos, o ato pedirá a agilização do processo de reforma agrária no país e o fim da perseguição a movimentos sociais.