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Campanha alerta sociedade para os escravos de hoje

by cristiano last modified 2009-05-08 18:16

Lançada em São Paulo, campanha que distribuirá dez mil cartões que sujam as mãos e lembra que a escravidão ainda não acabou, pelo menos para 25 mil brasileiros


 08/05/2009


Patrícia Benvenuti,

Da Redação


Sujar as mãos, mas por uma boa causa. Com esse mote, será lançada nesta sexta-feira (08) a campanha "Escravidão Não", que distribuirá em São Paulo dez mil cartões a fim de alertar para a continuidade do trabalho escravo no país, 121 anos depois da abolição da escravatura, lembrada no dia 13 de maio.

Os cards serão distribuídos a partir deste final de semana em 50 estabelecimentos da capital paulista como a Pinacoteca do Estado, o Museu de Imagem e do Som (MIS) e o Teatro Ruth Escobar, além de bares e universidades.

Ao pegar o card, a pessoa sujará as mãos com carvão e irá se deparar com o questionamento: "Olhe para suas mãos. Iguais a elas, sujas, as de milhares de escravos em carvoarias pelo mundo também ficam. Você também vai lavar as mãos para o problema?".

Um dos principais objetivos da campanha, tocada pela Agência Sagarana, é ajudar na coleta de mais de um milhão de assinaturas para pressionar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, parada na Câmara dos Deputados desde 2004. Além de aumentar o rigor da punição aos empregadores escravagistas, a PEC determina que sejam destinadas para fins de reforma agrária as terras onde for encontrado esse tipo de trabalho.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que apoia para a campanha, 25 mil brasileiros em situação de escravidão.

Para Guilherme Stella, sócio-diretor da Agência Sagarana, é preciso um esforço conjunto para informar a população sobre a existência de trabalhadores nestas condições, não apenas em carvoarias, mas também em outros contextos, como plantio de cana-de-açúcar e prostituição. "A sociedade não está atenta ao que está acontecendo, ainda há muitas pessoas ignorantes em relação a esse assunto", argumenta.

O esforço de combater o trabalho escravo, no entanto, não deve parar na distribuição de cards nem mesmo na coleta de assinaturas. Segundo Stella, a intenção é tornar a campanha permanente, o que certamente motivará outras ações. "A gente tem o intuito de que a população não apenas assine essa petição, mas que volte a discutir esse assunto", explica.

A petição pela aprovação da PEC 438/2001, assim como outros materiais informativos da campanha, podem ser acessados na página www.escravidaonao.com.br

Comentários - 2

Página 1

1 Andreey Teles - 09-05-2009 - 20:36:47h

Comentário
Parabenizo a iniciativa, espero que realmente não fique apenas em cartazes e assinaturas. É de pessoas mobilizadas pela causa das massas oprimidas que necessitamos, nada de se vincular ao explorador para defendê-lo. Acharia ótimo se a campanha se estendesse nacionalmente, principalmente nos estados do Norte do País onde a escravidão ainda continua, pois a declaração de 1888 é a prova de que nem tudo o que está escrito é cumprido.

Andreey Teles - Médico Veterinário militante pelas causas sociais dos oprimidos.

2 indignada - 13-05-2009 - 09:57:49h

Concordo
Concordo plenamente com o texto acima.
Os parlamentares deveriam criar uma Lei que aonde existisse trabalho escravo as terras imediatamente iriam para o Governo doar aos sem terras( aqueles sem terras que queiram trabalhar,pois existem muitos que so querem fazer baderna e sao bandidos)
Mais...
vamos aguardar.

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