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Deputados que assinaram CPI contra o MST receberam dinheiro da Cutrale

by cristiano last modified 2009-10-29 11:15

Quatro deputados federais que assinaram a CPMI receberam doações da empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

 

28/10/2009

Nilton Viana

da Redação

 

De tempos em tempos as elites mostram suas garras contra os pobres. E pobres que se organizam para lutar por justiça, melhores condições de vida e reforma agrária entram na mira furiosa da classe dominante. Os trabalhadores rurais sem terra têm sido sistematicamente atacados. Suas organizações e todos aqueles que lutam pela democratização da terra no país tem sido permanentemente criminalizados.

 

No episódio mais recente, no qual famílias que ocuparam uma área pública grilada pela empresa Cutrale – maior exportadora de sucos do país – destruíram pés de laranjas, os latifundiários, a mídia e todos os seus asseclas dispararam todos os seus canhões contra os sem terra. As cenas foram repetidas a exaustão para convencer a sociedade que os sem terra são vândalos, criminosos e terroristas. Por outro lado, a mídia fez questão de esconder que, de acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda da Cutrale em Iaras (SP) é uma área pública grilada.

 

Imediatamente, a chamada oposição reacionária endureceu seu discurso com a criação de uma nova CPI contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contra a atualização dos índices de produtividade rural prometida pelo governo Lula.  

 

Mas o caso Cutrale foi apenas o mais recente pretexto das elites contrárias à reforma agrária. Desde que o governo Lula se comprometeu, em audiência com dirigentes do MST, a rever os índices de produtividade agrária, a mídia burguesa e seus jornalistas pré-pagos iniciaram sua ofensiva. A revista Veja aproveitou o caso e “requentou” informações para municiar o ataque. Logo após à audiência entre os sem terra e o governo, a Veja estampou em sua manchete:  “Abrimos o cofre do M$T”  com a chamada: “Como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desvia dinheiro público e verbas estrangeiras para cometer seus crimes”. Ora, nada de novo havia para tal “reporcagem”, como bem definiu em artigo o jornalista Altamiro Borges. 

 

O fato é que conseguiram aprovar a criação de uma nova CPI contra o MST.

 

Porém, assim como a mídia escondeu que a tal fazenda da Cutrale está numa terra grilada de propriedade do Estado, e que os pés de laranja foram plantados para evitar a desapropriação da área antes improdutiva, além de não informar para a sociedade que a Cutrale tem vários processos na justiça, inclusive por débitos trabalhistas; a mídia também omite da opinião pública que quatro deputados federais que assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST receberam doações da Cutrale, empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

 

Quanto vale um deputado?

 

Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período. Os quatro parlamentares que votaram favoravelmente à CPI integram a lista dos 55 candidatos beneficiados pela empresa em 2006.

 

“O episódio do laranjal entra numa situação de confronto dos ruralistas contra o governo, contra o Incra e contra o MST. É importante ter clareza que o caso, se houvesse acontecido em outra conjuntura, não teria a mesma repercussão como teve após o anúncio da atualização dos índices de produtividade rural”, aponta João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST.

 

“Apesar de o censo do IBGE [Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística] mostrar que os assentamentos são produtivos, os ruralistas não querem discutir modelos agrícolas e colocam uma CPI para alterar o debate. O MST não tem nenhum problema em debater com a sociedade”, completa.

 

A Cutrale possui 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. Destas, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra como improdutivas. A área grilada de Iaras nem entra nesta conta.

 

Por conta do monopólio da Cutrale no comércio de suco e da imposição dos preços, agricultores que plantam laranjas foram obrigados a destruir entre 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais. A empresa já foi processada por formação de cartel e danos ambientais e seus donos acusados por porte ilegal de armas de fogo.

 

O professor Ariovaldo Umbelino, em artigo publicado no Brasil de Fato, relembra que, numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal.  E em editorial, o Brasil de Fato, edição 347, sintetiza o comportamento das nossas elites: “Independente das pacatas laranjas e das manipulações da Cutrale/Coca-Cola, detentora de 50 mil hectares distribuídos por mais de 30 fazendas, as duas semanas que se seguiram deram uma demonstração cruel, do vandalismo estrutural e ideológico que domina as mentes e a política da classe dominante”.

 

Click veja aqui a lista de doações para campanhas eleitorais da Cutrale

 

Veja a lista dos parlamentares que votaram a favor da CPMI e a relação de doações da Cutrale

 

Deputados


ACRE
Ilderlei Cordeiro PPS

ALAGOAS
Maurício Quintella Lessa (PR)
Carlos Alberto Canuto (PSC)
Augusto Farias (PTB)

AMAPÁ
Jurandil Juarez (PMDB)

AMAZONAS
Rebecca Garcia (PP)

BAHIA
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM)
Claudio Cajado (DEM)
Fábio Souto (DEM)
Jorge Khoury (DEM)
José Carlos Aleluia (DEM)
Luiz Carreira (DEM)
Paulo Magalhães (DEM)
João Carlos Bacelar (PR)
Tonha Magalhães (PR)
João Almeida (PSDB)
Jutahy Junior (PSDB)

CEARÁ
José Linhares (PP)
Leo Alcântara (PR)
Marcelo Teixeira (PR)
Pastor Pedro Ribeiro (PR)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
Alberto Fraga (DEM)
Osório Adriano (DEM)
Jofran Frejat (PR)
Laerte Bessa (PSC)

ESPÍRITO SANTO
Rita Camata (PMDB)
Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

GOIÁS
Ronaldo Caiado (DEM)
Luiz Bittencourt (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
João Campos (PSDB)
Leonardo Vilela (PSDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)

MARANHÃO
Carlos Brandão (PSDB)
Pinto Itamaraty (PSDB)

MATO GROSSO
Professor Victorio Galli (PMDB)
Homero Pereira (PR)
Thelma de Oliveira (PSDB)

MATO GROSSO DO SUL
Waldemir Moka (PMDB)
Antonio Cruz (PP)

MINAS GERAIS
Carlos Melles (DEM)
Jairo Ataide (DEM)
Marcos Montes (DEM)
Vitor Penido (DEM)
Antônio Andrade (PMDB)
João Magalhães (PMDB)
Paulo Piau (PMDB)
Silas Brasileiro (PMDB)
Márcio Reinaldo Moreira (PP)
Alexandre Silveira (PPS)
Geraldo Thadeu (PPS)
Humberto Souto (PPS)
Aelton Freitas (PR)
Bilac Pinto (PR)
José Santana de Vasconcellos (PR)
George Hilton (PRB)
Bonifácio de Andrada (PSDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Narcio Rodrigues (PSDB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Rafael Guerra (PSDB)
Rodrigo de Castro (PSDB)
José Fernando Aparecido de Oliveira (PV)

PARÁ
Lira Maia (DEM)
Vic Pires Franco (DEM)
Giovanni Queiroz (PDT)
Bel Mesquita (PMDB)
Lúcio Vale (PR)
Nilson Pinto (PSDB)
Wandenkolk Gonçalves (PSDB)
Zenaldo Coutinho (PSDB)

PARAÍBA
Efraim Filho (DEM)
Major Fábio (DEM)
Wellington Roberto (PR)
Rômulo Gouveia (PSDB)

PARANÁ
Abelardo Lupion (DEM)
Alceni Guerra (DEM)
Eduardo Sciarra (DEM)
Luiz Carlos Setim (DEM)
Moacir Micheletto (PMDB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Dilceu Sperafico (PP)
Cezar Silvestri (PPS)
Takayama (PSC)
Affonso Camargo (PSDB)
Alfredo Kaefer (PSDB)
Gustavo Fruet (PSDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)

PERNAMBUCO
André de Paula (DEM)
José Mendonça Bezerra (DEM)
Roberto Magalhães (DEM)
Edgar Moury (PMDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Raul Jungmann (PPS)
Bruno Araújo (PSDB)
Bruno Rodrigues (PSDB)
Charles Lucena (PTB)

PIAUÍ
José Maia Filho (DEM)
Júlio Cesar (DEM)

RIO DE JANEIRO
Arolde de Oliveira (DEM)
Indio da Costa (DEM)
Rodrigo Maia (DEM)
Rogerio Lisboa (DEM)
Solange Amaral (DEM)
Felipe Bornier (PHS)
Marcelo Itagiba (PMDB)
Nelson Bornier (PMDB)
Jair Bolsonaro (PP)
Leandro Sampaio (PPS)
Marina Maggessi (PPS)
Dr. Paulo César (PR)
Filipe Pereira (PSC)
Andreia Zito (PSDB)
Otavio Leite (PSDB)
Silvio Lopes (PSDB)
Vinicius Carvalho (PTdoB)

RIO GRANDE DO NORTE
Betinho Rosado (DEM)
Felipe Maia (DEM)
Rogério Marinho (PSDB)

RIO GRANDE DO SUL
Germano Bonow (DEM)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Darcísio Perondi (PMDB)
Eliseu Padilha (PMDB)
Ibsen Pinheiro (PMDB)
Afonso Hamm (PP)
Luis Carlos Heinze (PP)
Vilson Covatti (PP)
Nelson Proença (PPS)
Cláudio Diaz (PSDB)
Professor Ruy Pauletti (PSDB)

RONDÔNIA
Moreira Mendes (PPS)
Ernandes Amorim (PTB)

RORAIMA
Francisco Rodrigues (DEM)
Marcio Junqueira (DEM)
Luciano Castro (PR)
Urzeni Rocha (PSDB)

SANTA CATARINA
Paulo Bornhausen (DEM)
Acélio Casagrande (PMDB)
Celso Maldaner (PMDB)
Valdir Colatto (PMDB)
Zonta (PP)
Fernando Coruja (PPS)
José Carlos Vieira (PR)
Gervásio Silva (PSDB)

SÃO PAULO
Bispo Gê Tenuta (DEM)
Eleuses Paiva (DEM)
Guilherme Campos (DEM)
Jorginho Maluly (DEM)
Milton Vieira (DEM)
Walter Ihoshi (DEM)
Fernando Chiarelli (PDT)
Francisco Rossi (PMDB)
Beto Mansur (PP)
Dr. Nechar (PP)
Paulo Maluf (PP)
Arnaldo Jardim (PPS)
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB)
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)
Arnaldo Madeira (PSDB)
Carlos Sampaio (PSDB)
Duarte Nogueira (PSDB)
Edson Aparecido (PSDB)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Fernando Chucre (PSDB)
José Aníbal (PSDB)
José C. Stangarlini (PSDB)
Julio Semeghini (PSDB)
Lobbe Neto (PSDB)
Renato Amary (PSDB)
Ricardo Tripoli (PSDB)
Silvio Torres (PSDB)
Vanderlei Macris (PSDB)
William Woo (PSDB)
Nelson Marquezelli (PTB)
Paes de Lira (PTC)
Dr. Talmir (PV)

SERGIPE
Jerônimo Reis (DEM)
José Carlos Machado (DEM)
Mendonça Prado (DEM)
Albano Franco (PSDB)

TOCANTINS
João Oliveira (DEM)
Moises Avelino (PMDB)
Eduardo Gomes (PSDB)


Senadores

ACRE
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB)

ALAGOAS
João Tenório (PSDB)

AMAZONAS
Arthur Virgílio (PSDB)

AMAPÁ
Papaléo Paes (PSDB)

BAHIA
Antônio Carlos Magalhães Junior (DEM)
César Borges (DEM)

CEARÁ
Tasso Jereissati (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
Adelmir Santana (DEM)

GOIÁS
Demóstenes Torres (DEM)
Marconi Perillo (PSDB)

MARANHÃO
Lobão Filho (PMDB)

MATO GROSSO
Gilberto Goellner (DEM)
Osvaldo Sobrinho (PTB)

MATO GROSSO DO SUL
Marisa Serrano (PSDB)
Valter Pereira (PMDB)

MINAS GERAIS
Eduardo Azeredo (PSDB)
Wellington Salgado (PMDB)

PARÁ
Flexa Ribeiro (PSDB)
Mário Couto (PSDB)

PARAÍBA
Cícero Lucena (PSDB)
Efraim Morais (DEM)

PARANÁ
Alvaro Dias (PSDB)

PERNAMBUCO
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Marco Maciel (DEM)

PIAUÍ
Heráclito Fortes (DEM)

RIO GRANDE DO NORTE
Garibaldi Alves (PMDB)
José Agripino (DEM)
Rosalba Ciarlini (DEM)

RONDÔNIA
Expedito Júnior (PSDB)

RORAIMA
Mozarildo Cavalcanti (PTB)

SANTA CATARINA
Neuto de Conto (PMDB)
Raimundo Colombo (DEM)

SÃO PAULO
Romeu Tuma (PTB)

SERGIPE
Maria do Carmo Alves (DEM)

TOCANTINS
Kátia Abreu (DEM)

 

 

 

Comentários - 25

Página 1
...  

1 Jorge Amaral - 28-10-2009 - 20:09:48h

Elites ou Zelites ?
Elites ou Zelites ? O que são os ex-trabalhadores metalúrgicos Jair Meneghelli, José Genoíno, O Zé Dirceu, O Delúbio Soares, Palocci ? são pobres metalúrgicos e professores ainda, ou ricos ou milionários ? Fico com a última classificação. A esquerda é patética. Tenta mostrar um lado conservador da direita, mas mostra-se ser mais mostra o seu lado sonso. Os trabalhadores rurais não estão mais no campo, enchem as favelas das grandes cidades. Pelo IBGE, quem ganha acima de R$ 4.000 é rico. Por essa linha então somos nós a classe dominante. Putz ! que raciocínio brilhante do letrado comentarista. A classe média condena no seu todo, o MST. O MST é um organização terrorista, educada e treinada para num futuro não muito distante agir em consonância com a guerrilha urbana que se organiza nas favelas e tornar o nosso sonho de democracia em pesadelo.

2 Cromagnon - 31-10-2009 - 03:15:02h

MST
"O MST é um organização terrorista, educada e treinada para num futuro não muito distante agir em consonância com a guerrilha urbana que se organiza nas favelas e tornar o nosso sonho de democracia em pesadelo."

Não acredito que tal imbecil acredite realmente nisso rsrsrsr. `eo cumol da falta de senso critico.Ser reacionário facilemnte manipulavel por mídias corporativas.Coitado.

3 Leandro - 28-10-2009 - 20:50:23h

mostrando a cara
Não é à toa que aí desfilam os defensores do capitalismo avassalador, reacionário e antidemocrático. Democracia é distribuição da riqueza, e disso os senhores Tasso Jereissati, Antônio Carlos Magalhães Junior (DEM), Marco Maciel (DEM), Roberto Magalhães (DEM), José Linhares (PP), Marcelo Teixeira (PR), Ronaldo Caiado (DEM) e os demais da lista, não sabem coisíssima alguma. De qualquer forma, não deixa de ser interessante ver que a luta de classes está viva, não morreu com o comunismo a la Rússia. Como diz o Marcelo Tass no "Custe o que custar", CQC, "eles estão a solta". E com raiva. Vamos perseguí-los.

4 Lineu - 28-10-2009 - 22:47:52h

classe media
Infelizmente grande parte da classe média é conservadora. Resta saber o que ela ainda insiste em conservar. Talvez o sonho de se tornar elite, apesar da opressão que vive cotidianamente.

5 Artur - 11-11-2009 - 16:06:00h

Erro de definição
Democracia não é distribuição de riquezas, democracia é uma forma de governo em que todos tem supostamente seus interesses respeitados e levados em conta na gestão pública.
Distribuição de riquezas se chama "comunismo"

6 Leandro - 28-10-2009 - 21:45:18h

doações
faltou a relação completa de doações da Cutrale

7 Wagner Santos - 28-10-2009 - 23:58:48h

Nao é crime?
"As cenas foram repetidas a exaustão para convencer a sociedade que os sem terra são vândalos, criminosos e terroristas."
E fazer o que eles fizeram nao é crime?
Pq a Cutrale está em terra grilada esse bando de terrorista, criminosos, e bandidos não tem o direito de fazer isso. Destruir pesquisas, propriedades, pés de laranja, só mostra pra que veio esse povinho.
E tem mais, os deputados do DF que assinaram a lista, tem meu total apoio e desejo-lhes ótima sorte.

8 Leandro Duarte - 29-10-2009 - 10:12:42h

NÃO É CRIME?
O agronegócio ocupando extensões de terras equivalente ao tamanho de certos paises e beneficiando pouca gente, principalmente estrangeira, não é crime? Defender e sustentar a concentração de renda gritante no Brasil, país campeão da desigualdade social, não é crime? Favorecer o lucro exorbitante de banqueiros e multinacionais no país campeão de favelas e periferias pobres e cheias de precariedades, não é crime?
Manter situações de privilégios, quando tantos compatriotas passam fome, não é crime?

9 Luiz Gustavo - 29-10-2009 - 07:42:28h

Doações Cutrale
faltou a relação completa de doações da Cutrale (2x)

10 Luiz Gustavo - 29-10-2009 - 09:21:41h

Lista Doações
A lista das doações pode ser acessada em http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=6201

11 regi - 29-10-2009 - 11:10:15h

fontes e fatos
Acho ótima a onda que ta se formando na internet de contra-informação sobre esse caso. A batalha é por aí, mostrando fatos e não só as ideologias. Nesse sentido, de mostrar fatos, seria legal informar a fonte de pesquisa sobre as verbas recebidas pelos deputados para fundamentar a informação.
Classe média é classe média: é quem não sabe a verdade sobre ser pobre e nem rico, ou seja, não conhece nenhum ponto do antagonismo, tornando-se grande celeiro de preconceito (originado no medo) facilmente disseminado pela mídia, não adianta muito discutir adjetivando. Vamos aos fatos, eles são gritantes, falam por si, precisamos mostra-los. Um instrumento pelo fim dos monopólios, sejam da terra ou da mídia é a internet. Os oligarcas estão tremendo, é hora de chacoalhar. Vamos mostrar a real.

12 Leandro Duarte - 29-10-2009 - 20:49:31h

"distorções"
Distorcer fatos, manipular o real de forma grosseira, fazer da vítima o algoz, o algoz fazer-se de vítima. Já repararam como geralmente quem fala mal das lideranças e das "distorções" do MST jamais tocam ou condenam a opressão que o latifúndio e a concentração de renda provoca? Essa lógica do opressor pousar de vítima é muito antiga no Brasil. No período da colonização, por exemplo, os colonos obtiveram grandes extensões de terras para usufruto particular e alguns impostos e dividendos para a Coroa portuguesa. A posse dessa terra era sacramentada com um documento, a Carta de Sesmaria. Assim, as terras dos povos indígenas foram doadas, invadidas, tomadas. Mas os índios resistiram de várias formas, destruindo plantações, matando gados dos fazendeiros instalados em suas terras, muitos pegaram armas e enfrentaram abertamente os colonizadores. Diante disso, passaram a ser chamados de bárbaros, desumanos, selvagens, inimigos do progresso e da propriedade privada. O colonizador se impôs com a arrogância e ganância peculiar dos dominantes e exploradores de todas as épocas. A terra foi tomada do legítimo dono dela. Os indígenas, portanto, foram os primeiros SEM-TERRA. Como se não bastasse, muitos foram escravizados, negados, exterminados. Felizmente uma parte deles ainda está aí, lutando pelas terras que lhes foram tomadas. Daí em diante a concentração de terra em poucas mãos só aumentou. Em 1888 poderia ter sido distribuida para proporcionar cidadania aos negros, ex-escravos, mas não foi. Índios, negros, camponeses pobres, posseiros, agregados, excluidos de toda espécie multiplicaram-se. No Nordeste, o latifúndio e a seca matando os despossuidos. Enquanto isso, as elites rurais e urbanas multiplicavam e concentravam riquezas, amparadas na corrupção e na idéia de imitar e acompanhar os valores da burguesia estrangeira. Uma elite mesquinha, corrupta, egoista. Essa mesma que continua aí.