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Governo Serra pune metroviários após mobilização

by jpereira — last modified 2007-04-24 16:20

Direção do Metrô demite dois funcionários por justa causa e afasta outros três para "apuração por falta grave"; sindicato ameaça paralisar a categoria se decisão não for revertida

24/04/2007


Renato Godoy de Toledo
da redação


A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) demitiu dois funcionários por justa causa e afastou três para "apuração de falta grave", após a mobilização dos metroviários contra a emenda 3. Os metroviários realizaram, na segunda-feira (23), uma paralisação de 90 minutos. Segundo o sindicato, as mobilizações foram pacíficas e respeitaram a população, mas a direção do Metrô julgou inadequada a postura de cinco funcionários, todos da diretoria executiva do sindicato. Logo após a paralisação, a imprensa corporativa e o governo estadual iniciaram uma campanha para taxar o movimento como "vândalo".

Ronaldo Campos de Oliveira, secretário de Saúde do sindicato, e Ciro Moraes, conselheiro fiscal, foram demitidos por justa causa. Paulo Roberto Veneziani, vice-presidente, Alex Fernandes, secretário de Cultura e Pedro Augustinelli, secretário-geral, receberam como punição o afastamento para apuração de falta grave.

Para o Metrô, o fato de os metroviários terem impedido a circulação de trens consiste em "atentado ao transporte público". Alex Fernandes afirma que a direção da empresa queria colocar os trens em funcionamento mesmo com a resistência da categoria. "Nós estávamos na Estação Barra Funda (Zona Oeste da capital), alguns companheiros estavam na linha para impedir a saída do trem. Para evitar que ocorressem atropelamentos, desligamos a energia", explica o diretor.

Inicialmente, o Metrô anunciou quatro demissões e um afastamento, mas na tarde da terça-feira (24) "amenizou" as punições de dois funcionários. "Não dá pra dizer que o Metrô recuou, porque o afastamento para apuração de falta grave, no fim, dá na mesma. Eles querem demitir todos os cinco", afirma Alex, que inicialmente fora punido com demissão.

Os metroviários vão se reunir hoje, juntamente com outras entidades que engrossam a campanha contra emenda 3, para definir qual vai ser a ação da categoria perante as retaliações da empresa e do governo estadual. "Se o Metrô mantiver as demissões, uma greve da categoria, ainda nessa semana, não está descartada", considera.


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