:: Página Inicial » Agência Brasil de Fato » Nacional » Medidas impopulares faz crescer oposição a prefeito de Curitiba
Document Actions

Medidas impopulares faz crescer oposição a prefeito de Curitiba

by Admin last modified 2009-06-26 12:24

Desde o início de 2009, o prefeito Beto Richa (PSDB) tem comandado medidas avessas ao movimento popular


26/06/2009


Pedro Carrano,

Curitiba


Ao lado das ações de reintegração de posse, desde o início de 2009, o prefeito Beto Richa (PSDB) tem comandado medidas avessas ao movimento popular, como o aumento da passagem de ônibus para R$ 2,20, logo após a sua posse.


A operação de despejo ocorre na semana quando o prefeito Beto Richa (PSDB) é acusado de comprar 31 candidatos a vereador pelo PRTB, que teriam retirado a candidatura em nome de apoio ao PSDB nas eleições de 2008 – eleição na qual Richa foi eleito com 77 por cento dos votos. O fato foi divulgado na mídia corporativa nacional. PT e PMDB entraram com requerimento para instalação de CPI.


Ainda neste semestre, outro fator de instabilidade para a prefeitura: o aterro sanitário da Caximba – que recebe o lixo de 17 cidades do Estado – chega ao fim da sua vida útil. Os moradores do bairro da Caximba são contrários a uma nova ampliação. A escolha do novo local é marcada por resistência de várias comunidades, disputas entre as secretarias Estadual e Municipal de Meio-Ambiente, em uma briga que envolve o interesse de empresas como o Grupo Camargo Correa – atual gestor e responsável pela coleta de lixo em Curitiba.


Comentários - 1

Página 1

1 Mario Lobato da Costa - 26-06-2009 - 21:50:31h

Curitiba "cidade modelo"
Tenho dúvidas sobre a questão levantada no BF. A tendência demonstrada nas eleições desta última década, mostra o eleitorado curitibano com uma inegável posição reacionária, apoiando as forças que se aglutinaram em torno do Beto Richa (vulgo "Playboy do Graciosa").

O modelo de cidade entronizado no imaginário da classe média curitibana - e vendido mundo afora - é excludente, elitista, e - sob muitos aspectos - mentiroso.

"Capital ecológica" que tem todos os seus rios mortos e mostra-se absolutamente incompetente para encaminhar de forma civilizada a questão do aterro da Caximba. Eu me lembro dos tempos do "guru" desta turma, Jaime Lerner - o mago do 'marquetching', espalhando mundo afora como Curitiba tinha resolvido de forma absolutamente inovadora a questão do outro aterro, situado na Lamenha Pequena. Vendeu a idéia de que após o término da vida útil do aterro, seria construído um enorme parque municipal. A "façanha" que nunca aconteceu correu o mundo como se verdade fosse.

E o "transporte coletivo modelo"? Vem sistematicamente privilegiando o automóvel insistindo em um modelo que deu certo nas décadas de 70 e 80 do século passado, mantido ainda hoje artificialmente por intermédio de "remendos" mal ajambrados (como é o caso do famigerado 'ligeirinho', posto para disputar espaço com os automóveis e que ocupa pistas de rolamento para o embarque de passageiros).

No entanto, a grande massa da população da classe média persiste ainda maravilhada e anestesiada como se ainda vivesse a saudade daqueles anos de sublimação mediada pelos domos de acrílico e calçadões no centro da cidade.

A raiz desta política que vem dominando a cidade é a ênfase no "negócio" - digo, negociata. E quando se fala em negócios - digo, negociatas, se está dizendo negócios - digo, negociatas - entre amigos, naturalmente.

A política da negociata começou com Lerner, foi admiravelmente implementada por Taniguchi e persiste com Richa. O loteamento da administração alastrou-se como uma praga, e vai desde a coleta de lixo verde (usufruto dos parentes do presidente da Câmara Municipal) passa pela terceirização do combate à dengue (fortuna paga a terceiros em uma cidade que não tem dengue) e passa pela delegação a entes privados de tarefas privativas do Poder Público (como é o caso dos radares que 'não viram' a decolagem do deputado voador no Mossunguê).

A questão do Aterro da Caximba é simples assim: os "amigos" estão disputando o pedaço e ainda não se decidiu quem será o "amigo" que vai ganhar o pedaço. Salomão Soifer? Joel Malucelli? A turma da CAVO?

Se esta quadrilha teve o desplante de cortar ao meio a Praça do Batel somente para fazer um afago no Salomão Soifer e facilitar o acesso ao seu novo shopping (que vai assassinar o Bosque dos Gomm), então despejar 70 famílias que ocupam uma calçada não custa nada.

Tudo sob os aplausos entusiasmados da classe média anestesiada. Tudo bem, o consolo é que nos domingos tem Orquestra Sinfônica com entrada franca no Guairão...

Powered by Plone CMS, the Open Source Content Management System

This site conforms to the following standards: