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Polícia impede manifestação contra Yeda e deixa 12 feridos

by jpereira — last modified 2008-06-12 16:00

Comandantes da Brigada Militar comentavam entre si que a ordem era para impedir o protesto de chegar ao Palácio Piratini; para a ação, foram utilizados 300 policiais, além de helicópteros, a tropa de choque e parte do Batalhão de Operações Especiais


12/06/2008



Raquel Casiraghi
de Porto Alegre (RS)
Agência Chasque


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representantes dos movimentos sociais


violencia-rs-2.jpgO que era para ser um protesto pacífico acabou em violência, feridos e prisões em Porto Alegre. Cerca de 1,2 mil agricultores, trabalhadores urbanos e estudantes iniciaram uma marcha na manhã desta quarta-feira (11) em direção ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, para protestar contra o alto preço dos alimentos e a atual política de incentivo às empresas transnacionais.

O primeiro momento de violência aconteceu logo que os manifestantes saíram do Ginásio Tesourinha e se aproximavam do Supermercado Nacional, onde iria ocorrer um ato público denunciando a atuação da rede estrangeira Wal-Mart. Quando se aproximaram do local já havia um aparato da Brigada Militar e da tropa de choque.

Os militares afirmam que foi necessário o uso da força e das balas de borracha para conter a marcha, que tentou entrar no supermercado. Já os manifestantes negam o fato e relatam que os policiais já chegaram tensionando, o que gerou o confronto. Sete pessoas ficaram feridas, entre elas um agricultor que teve hemorragia interna devido aos golpes de cacetete que levou na altura do tórax e deverá ficar no hospital por pelo menos uma semana.

Outros 12 manifestantes, incluindo os motoristas do carro de som e os músicos, foram presos por cinco crimes, entre eles a alegação de formação de quadrilha e depredação de patrimônio, já que o portão do supermercado foi derrubado durante o confronto.

O assentado Leonildo Zang conta que foi ferido com cacetete na cabeça quando ajudava um agricultor ferido. Ele teve de levar pontos para fechar o corte. "Nós estávamos tirando ele [um agricultor ferido] e aí bateram em mim. Cinco brigadianos. Me derrubaram e aí não tive como socorrer. O Flávio agora está preso. Estava negociando numa boa, não estava agredindo ninguém, aí chegaram e bateram. Não tem como a gente se satisfazer com um governo dessa natureza , que reprime os trabalhadores que estão aí para reivindicar seus direitos”, diz.

Mesmo sem carro de som, os manifestantes seguiram para o Palácio Piratini, mas foram encurralados pela tropa de choque e a Brigada Militar em frente ao Parque da Harmonia. Os policiais exigiam que a marcha liberasse a avenida, o que depois de negociação foi feito. No entanto, assim que todos os manifestantes subiram na calçada, a tropa de choque avançou com balas de borracha e gases de efeito moral.

Manifestantes correram para dentro do Parque da Harmonia, a fim de fugir das balas, mas mesmo assim mais cinco pessoas ficaram feridas. Nem mesmo a presença dos deputados Dionilso Marcon (PT) e Raul Carrion (PC do B) inibiram a ação policial. Carrion reclamou da truculência dos policiais.

"Essa estréia do coronel Mendes está com a síndrome da 'Tropa de Elite', que solta os criminosos e entende que deve reprimir os movimentos sociais. A Constituição garante o livre direito de manifestação. Tentamos negociar com os comandantes da Brigada Militar que ali estavam, no sentido de que se desocuparia a via, mas eles tinham direito de se dirigir até o Palácio, o que não foi aceito. O ouvidor [Adão Paiani] disse pessoalmente que isso dependia da governadora. Ou seja, a Constituição somente será aplicada neste Estado quando a governadora e o coronel Mendes decidirem", diz.

Já o ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, responsabiliza os manifestantes e os deputados pelo confronto. "Profundamente lamentável a situação que ocorreu aqui. Acho que tem que acionar a responsabilidade de lideranças políticas que não querem distencionar, querem simplesmente se aproveitar dessa situação. A ação da Brigada Militar, neste momento, tem que ser de restabelecer a ordem, mas no diálogo, na negociação, o que não podemos restabelecer hoje aqui", afirma.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, também concorda com o ouvidor e afirma que a atuação dos parlamentares somente insuflou a massa e não contribuiu para o processo democrático. "Não tem o que negociar. A ordem pública não se negocia. Trancaram as ruas, depredaram lá, vão negociar o que? Tem que aprenderem que a lei não se negocia, a lei se cumpre", afirma.

Comandantes da Brigada Militar comentavam entre si que a ordem era que o protesto não chegasse ao Palácio Piratini. Para a ação, foram utilizados 300 policiais, além de helicópteros, a tropa de choque e parte do Batalhão de Operações Especiais.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Celso Woyciechowski, a atuação policial foi uma forma de impedir o protesto contra o governo, para não desgastá-lo ainda mais. O principal motivo que acarretou o confronto, diz o sindicalista, foi a falta de diálogo.

"Houve falta de diálogo, falta de sensibilidade da Brigada Militar que não permitiu que uma caminhada pacífica, que dialogava com a falta de alimentos nesse país. Interrompeu de uma forma violenta, repressiva, coisa que não víamos há muito tempo neste Estado. Lamentamos muito isso. A cada dia que passa temos a certeza de que estamos convivendo com um governo cada vez mais repressivo", argumenta.

Além dos 12 manifestantes, quatro policiais ficaram feridos durante o confronto.



Comentários - 9

Página 1

1 Augusto - 12-06-2008 - 18:18:29h

O jeito é voltar lá

Que o povo gaúcho, com sua valentia retorne com mais 10 mil!

2 Ulisses Souza Santos Neto - 13-06-2008 - 08:57:11h

Ação policial contra manifestantes dos movimentos sociais.

Esta é a postura de um estado policial que não respeita o estado de direito, que tripudia sobre a constituição e que cuspe em na face do cidadão brasileiro

3 Luiz Henrique - 13-06-2008 - 11:26:36h

Protesto no RS contra a corrupção no Piratini.

O Rio Grande do sul revive os anos de chumbo sob o Governo Psdbista de Yeda, acobertado pelo PIG(globo e etc.)

4 carlos ribeiro - 13-06-2008 - 20:26:03h

adorei, amei, xonei!

parabéns à polícia gaúcha! a única governadora com peito nesse país. acharam q levar crianças na manifestação ia adiantar né? aliás só por levar criança em manifestação os pais tinham q ser presos.

5 - 15-06-2008 - 01:51:04h

esse ai que adorou a açao da policia

Pois é! Da proxima vez, eles levam pra tua mae ou esposa cuidar das crianças! Pois um sujeito que pensa que um governo clara e explicitamente corrupto como o do RS vem se mostrando, com os arautos da moral no poder, so pode ser tratado assim. Em nome da governabilidade, o PSDB vem roubando os cofres publicos dos estados que administra. Que a derrubem logo, antes que ela e os seus, destruam o estado do Rio Grando do Sul!

6 carlos ribeiro - 15-06-2008 - 16:09:30h

não entendi

primeiro: minha esposa e minha mãe tem mais o q fazer em vez de cuidar de filho de vagabundo, manda a sua, que já tem experiência...rs segundo: não sou psdb nem "democrata", não entendi a alusão. Por mim pode pegar a yeda, o feijó, os da laia dele e dela, VOÇÊ, OS DA SUA LAIA TB (INCLUSO SUA MÃE...) colocar num saco cheio de escorpiões e jogar no meio do pacífico pq todos vcs são farinha do mesmo saco, só mudam as siglas.... no fundo, nós dois queremos o bem do estado do Rio Grande do Sul, e a gente sabe o os da sua laia fizeram ao estado tempos atrás... q moral vc tem p falar alguma coisa?

8 Alex Prado. - 16-06-2008 - 20:14:40h

Força de trabalho x Fome x Estado.

Ver lavradores, pequenos produtores, apanhando no exercício de seus direitos, num momento em que os fenomenos climáticos começam a inviabilizar a produção agrícola em toda a região. E apanham do aparato armado de estado, é impossível não traçar um horizonte turvo, quando se precisa buscar com objetividade e justiça, amparados na ciência e no respeito ao próximo, as respostas posíveis de curto prazo. Vivemos num modelo economico de enormes desigualdades e alta concentração de riquezas. É fundamental que possamos isolar politicamente todas as forças que nos sulfoca e limita no caminhar rumo a uma sociedade solidaria. Saber lutar.Saber vencer. Com carinho, Alex Prado.

9 Pablo Aguiar - 04-07-2008 - 18:00:49h

Concordo em partes"!

Concordo em partes com vc, Todos tem o direito de se pronunciar,mas com ordem, sem colocar em risco vidas ou oq é dos outros! No momento em q não se cumpri oq a lei preve, vc torna-se um vandalo. e isso é crime e se houver crime a policia deve repreender! Se houver agressão contra quem faz cumprir a lei, deve ser coagido com uso da força, sim. Assim como outros movimentos querem quebrar tudo a mando dos outros, deve-se usar das mesmas armas que os movimento" pacificos" com foices usam. A policia de choque foi criada para esse fim,