Nas capitais, PT elege seis e PMDB está em mais segundos turnos
O PT foi o que mais fez vitórias no primeiro turno, enquanto o PMDB tem mais candidatos posicionados no segundo turno, cinco no total
Anselmo Massad
Fórum
A base aliada do governo
no Congresso Nacional encabeça chapas em 10 das 11 disputas de segundo turno
para prefeitura das capitais do país. Dessas, cinco serão feitas entre partidos
da base. Apenas no Rio de Janeiro duas forças de oposição no plano federal
disputam o cargo. Dos 15 eleitos no domingo, apenas três não são liderados por
representantes da base de apoio do governo Lula.
O PT foi o que mais fez vitórias no primeiro turno, enquanto o PMDB tem
mais candidatos posicionados no segundo turno, cinco no total. Por isso, o PMDB
é o único partido que pode superar o PT em número de gestões de capitais,
podendo atingir sete prefeituras.
Com os seis candidatos já eleitos em Fortaleza (CE), Palmas (TO), Porto
Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC) e Vitória (ES), o partido do
presidente Lula pode chegar a nove capitais se seus três candidatos que
disputam segundos turnos vençam, em São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA).
O PSDB pode ter prefeito em até cinco capitais, sendo que já conquistou
duas – Curitiba (PR) e Teresina (PI) – em primeiro turno. O PSB vem a seguir,
com dois já eleitos – Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB) – e na disputa em mais
duas capitais – Belo Horizonte (MG) e Macapá (AP).
Nas duas maiores cidades
do país, a eleição do futuro prefeito ocorrerá em segundo turno. O destaque do
primeiro turno foi a arrancada de candidatos que disputam o cargo. A maior surpresa
aconteceu em São Paulo,
onde o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) aparecia em segundo lugar nas
pesquisas, inclusive na boca-de-urna, mas esteve na frente durante toda a
contagem dos votos. Terminou com cerca de 52 mil votos à frente.
Já Fernando Gabeira (PV) era o terceiro colocado na pesquisa Ibope de sábado e
segundo no Datafolha. Na boca-de-urna já despontava como concorrente ao cargo
de prefeito do Rio de Janeiro junto de Eduardo Paes (PSDB). A diferença de
votos foi de 215 mil para Marcelo Crivella (PRTB), terceiro colocado.
Para cargo de vereador, o PSDB emplacou quatro entre os dez mais votados,
Gabriel Chalita – o único a romper a marca de 100 mil votos –, Mara Gabrilli,
Vereador Netinho e Carlos Alberto Bezerra Jr. O PT tem dois, Senival e Arselino
Tatto. Os tucanos junto com o PHS tiveram 868 mil votos. Porém as coligações
que aparecem na frente foram são as encabeçadas PT (PCdoB, PRB, PT e PSB), com
1 milhão, seguida pela do DEM (PR, PMDB e DEM).
No Rio de Janeiro, o PMDB, do governador Sérgio Cabral, teve três
postulantes à Câmara de Vereadores entre os dez mais votados, Clarissa
Garotinho, Chiquinho Brazão e S. Ferraz. O PSDB teve dois, Lucinha e Teresa
Bergher, sendo a primeira a mais votada. O PV também tem dois na lista dos dez
primeiros, Sirkis e Aspásia.
No total, porém, os Democratas, partido do atual prefeito César Maia,
tiveram 450 mil votos, e ficaram à frente. O PSDB totalizou 251 mil e o PMDB
234 mil votos para a vereança. O PT obteve modestos 147 mil, ficando atrás de
PSB-PCdoB, PT do B e PDT.
Comentários - 2
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2 Foucher - 08-10-2008 - 05:53:35h
Uma eleiçao se ganha com militância e nao com marketing!A esquerda ainda nao aprendeu a importância do poder local para o exercicio da cidadania no empoderamento dos excluidos do sistema. Ela é incapaz de se articular para chegar no minimo de consenso para estabelecer um programa de gouvernabilidade local. Ninguém disputa o poder pelo poder, temos que saber o que queremos fazer com esse poder e é no local junto à populaçao que se elabora alternativas. Uma eleiçao nao se ganha so com discursos, se ganha com militancia. A esquerda entrou no marketing politico e abandonou a militância.A disputa é somente pelo poder! Além disso os candidatos deveriam discutir dos problemas locais e sua correlaçao no nivel dos outros poderes, todavia,para a populaçao o que interesse é seu quotidiano, dai a resposta deve ser concreta sobre o que fazer,com quem fazer,como fazer para que a cidade nao emporta que tamanho seja um lugar de convivência humana, com um tipo de desenvolvimento integrado e sem inclusao.
1 JULIANO CARLOS BILDA - 07-10-2008 - 08:26:34h
Fragmentação da Esquerda nessas eleiçõesNão sei se a esquerda está fragmentada, se os burgueses estão devidamente articulados, ou se são as duas coisas. O fato, para mim, é que a dispersão de idéias e, sobretudo, de ações da esquerda dá-se por falta de vontade de seus membros. Já ouví histórias de líderes de movimentos sociais que "racham" com outros por questão puramente partidária. Absurdo! Se as esquerdas (e o próprio fato de serem ESQUERDAS e não ESQUERDA)têm divergências, o que é até "saudável", não serem "tapadas", divirjam depois de chegarem às posições de promover políticas públicas com caráter socialista; e não fiquem brigando que nem criaças birrentas para chamar a atenção da própria panelinha partidária. PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES UNI-VOS! E, se não forem proletários, sejam criativos e percebam que o restante da frase ainda tem condições de funcionar.