Organizações questionam novo presidente da CTNBio
Ministério da Saúde não teria seguido os procedimentos legais determinados pela Lei de Biosegurança
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<em>Gisele Barbieri,<br>
De Brasília
A escolha do novo presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) causou descontentamento em ambientalistas e diversas organizações civis, como o Greenpeace e a Terra de Direitos. O médico Walter Colli foi nomeado na semana passada pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, a partir de uma lista com três possíveis indicados encaminhada ao Ministro pelos membros da comissão.
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De acordo com as entidades a indicação contraria o processo legal de escolha. É o que explica Maria Rita Reis, assessora jurídica da Terra de Direitos.
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"O principal problema é que a indicação de Walter Colli, que foi feita pelo Ministério da Saúde, foi feita para a vaga dos movimentos sociais na área de saúde e o Ministério da Saúde não seguiu os procedimentos legais determinados pela Lei de Biosegurança e pelo decreto que a regulamenta para proceder a indicação."
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Outro ponto de preocupação das organizações da sociedade civil é que Walter Colli é relator de dois processos de liberação comercial de milho transgênico, quando foi membro da CTNBio há dois anos. As entidades, que são contrárias aos organismos geneticamente modificados, desconfiam que o seu favorecimento seria pelo interesse na agilidade de aprovação destes processos.
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Na tentativa de reverter esta nomeação, foram entregues duas notificações ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas até agora as entidades não receberam nenhuma resposta. (Agência Notícias do Planalto)