Movimentos reúnem 300 pessoas em ato pró-Lula em Curitiba
Pedro Carrano,
de Curitiba (PR)
Na sexta-feira, dia 21, cerca de 300 pessoas, parlamentares e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), junto a lideranças de movimentos sociais, movimento estudantil e sindicalistas reuniram-se na Boca Maldita, centro de Curitiba, para reforçar o ato de apoio à nova candidatura do presidente Lula. Na palavra
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Na palavra das lideranças que compareceram ao evento, o compromisso com o atual governo é uma forma de manter o que foi alcançado até então, além de exigir mudanças, baseadas numa agenda comum das organizações. Adenival Alves Gomes, presidente do PT de Curitiba, afirmou que o ato era uma iniciativa dos movimentos sociais, e não do PT, embora a maioria dos presentes fosse militante do partido. Na sua avaliação, o apoio vem da compreensão de que um retorno da aliança PSDB/PFL ao poder traria de volta a repressão aos movimentos sociais e fecharia as possibilidades de diálogo. Mesmo assim, Gomes reconhece a dívida do atual governo na aproximação com as forças sociais.
A visão dos movimentos sociais que compareceram ao ato segue uma linha diferente de outras organizações latino-americanas, como os neozapatistas no México (que reivindicam autonomia em relação à agenda partidária). Roni Anderson Barbosa, presidente da CUT no Paraná, defende que no Brasil há outra conjuntura, o que marca a diferença: "A política partidária por si só não adianta, mas a política alternativa ao processo político sozinha também não resolve. Na verdade uma fortalece a outra", pensa.
Para Elton Barz, presidente estadual do PC do B, o Brasil tem uma velocidade diferente para fazer as mudanças que desejam os movimentos sociais, como está acontecendo atualmente no governo de Evo Morales, na Bolívia (que em parte tem cumprido as demandas das bases). "O Brasil é um transatlântico e para mudar de rumo primeiro ele tem que ir para a frente", disse, completando: "Sei que os movimentos querem mudanças mais rápidas, mas uma derrota nas eleições significaria uma derrota da esquerda no geral".
Barz cita como avanços do governo as alianças multipolares com países fora do eixo América do Norte e Europa, o crédito aos mais pobres, além da freada no processo de privatização que se iniciou na década de 90. "BNDES deixou de financiar privatizações", comenta. Para Barz, os movimentos sociais, por meio da Coordenadora dos Movimentos Sociais (CMS), estão criando uma agenda de pautas a serem reivindicadas no caso de uma nova gestão petista.















