Coronel que comandou Massacre no Carandiru é assassinado
Beatriz Pasqualino,
de São Paulo
O coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Ubiratan Guimarães, conhecido por comandar o Massacre do Carandiru, foi assassinado com um tiro no último final de semana. Ele foi morto em sua casa em um bairro nobre da capital paulista. A polícia ainda investiga a motivação do crime.
O coronel Ubiratan sofria ameaças de morte desde que coordenou a maior chacina da história das penitenciárias brasileiras, em 1992, no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru. Lá 111 detentos foram assassinados depois que policiais invadiram a penitenciária com a missão de conter uma rebelião.
Condenado em júri popular a 632 anos de prisão em 2001, o coronel não passou nem um dia na cadeia. Apenas um ano depois da condenação, foi eleito deputado estadual pelo PTB, cargo que exercia atualmente. O coronel era candidato à reeleição. Em fevereiro deste ano, Ubiratan Guimarães foi absolvido do Massacre do Carandiru depois de ter entrado com recurso na Justiça.
Os 119 policiais que participaram do crime ainda não foram a julgamento e recorrem na Justiça para não serem levados a júri popular. (Agência Notícias do Planalto)












