Quase metade da população mundial vive sem condições adequadas de saneamento
Na América Latina e no Caribe, a ONU estima que sejam mais de 100 milhões de pessoas nessa situação
04/01/2008
Gisele Barbieri,
de Brasília (DF)
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta quarta-feira (02) que em torno de 40% da população mundial ainda não tem acesso a instalações sanitárias adequadas, ou seja, cerca de 2. 600 milhões de pessoas em todo o mundo. Na América Latina e no Caribe, a ONU estima que sejam mais de 100 milhões de pessoas sem saneamento adequado. A entidade procura avaliar as condições de saúde e bem estar da população sem este serviço.
O ano de 2008 foi instituído pela ONU como o “Ano Internacional do Saneamento”. A Organização pretende, a partir disso, acelerar a corrida dos países que se comprometeram em atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), reduzindo pela metade até 2015, o número de pessoas que vivem na miséria e as condições precárias de saneamento no mundo.
O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, alerta que as melhorias no saneamento básico estão diretamente ligadas a outras metas como a redução da pobreza e da mortalidade infantil. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que em algumas regiões, as péssimas condições de saneamento básico favorecem o crescimento dos índices de mortalidade infantil. Várias crianças apresentam diarréia causada por infecções transmitidas pelo contato de mãos sujas com a boca. (Radioagência NP)
Comentários - 1
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1 José Marcolino Silva, Sanitarista - 12-01-2008 - 00:28:52h
Sem saneamento não hà saúde públicaNo momento em que nos deparamos com notícia com essa, sentimos vergonha e tristeza. Como se justificar, que quase no no final da primeira década do Século XXI, tantas pessoas ( principalmente crianças) morram por falta de saneamento básico. Para que evoluir técnológicamente no campo da medicina, se ainda se morre por doenças medievais ? Que riquezas possuem esses países se não são para serem usadas em favor do povo ? Achava eu, que esse vergonhoso quadro sanitário do Brasil e de grande parte do mundo, melhoraria antes do século XXI. Me enganei e, me envergonho, não de ser um Sanitarista, mas de possuirmos tão ruins executivos, nos municípios, nos Estados, países e continentes.