Regras da USP causam constrangimento aos candidatos
Jovem recém-chegado da Bahia tenta inscrever-se para a isenção total da taxa do vestibular 2009 da USP, mas é impedido por causa das novas regras
Michelle Amaral,
da Redação
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Ação judicial questiona regulamento de vestibular da USP
“Você leu o edital inteiro? Porque se leu, não sei o que está fazendo aqui”. Foi isso que Jorge Luís Oliveira dos Santos ouviu na fila de espera para solicitar a isenção total da taxa de inscrição do vestibular de 2009 da Universidade de São Paulo (USP), no início de agosto.
Nordestino, recém-chegado da Bahia e desempregado, ao saber do benefício concedido pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) para pessoas de baixa renda, e na esperança de uma oportunidade de estudo na capital paulista, Jorge Luís foi a um dos postos de solicitação de isenção da taxa do exame. Porém, desconhecia as novas regras impostas pela organização do exame que restringem a concessão somente para aqueles que tenham concluído, ou estejam cursando o último ano do ensino médio, em escolas públicas do estado de São Paulo.
“Eu estava na fila conversando com algumas pessoas, quando perceberam o meu sotaque e perguntaram de onde eu era. Respondi que era da Bahia, aí me perguntaram o que eu estava fazendo lá e se eu tinha lido o edital inteiro”, lembra.
Jorge Luís conta que ao receber a informação, seguida de risos das pessoas que estavam na fila, procurou um funcionário da entidade que lhe confirmou que não poderia solicitar a isenção. “Me senti mal e fui embora”, relata.
As regras impostas pela organização do vestibular da USP deste ano estão sendo contestadas judicialmente por candidatos impedidos de concorrer à isenção, através de entidades e da Defensoria Pública do Estado. Cleyton Borges, advogado da Educafro –organização que integra o movimento de contestação – explica que por meio da ação judicial pretende-se garantir que estas pessoas tenham direito a solicitar o benefício. Para isto, está se reivindicando a abertura de novo período de solicitação de isenção, sem a imposição de tais regras de restrição.
Mesmo com a prorrogação do prazo de solicitação da isenção, por quatro dias, instituído pela Fuvest e a mudança da regra referente a conclusão do ensino médio, Jorge Luís não pôde fazer sua candidatura ao benefício por não ter conhecimento destas informações. Segundo Borges, a USP não se empenhou em divulgar o novo prazo, também considerado por ele pequeno em relação aos quase dois meses em que as candidaturas regulares estiveram abertas.
“Queria a oportunidade de estudar na USP por conhecê-la como referência, mas fui desestimulado”, lamenta Jorge Luís. “Isso é um preconceito, não podem restringir um direito que é de poder público. O que tem que ser levado em conta é a necessidade do indivíduo”, acrescenta.
regras da usp causam constragimento
Visto que o vestibular da usp é o mais concorrido de todo o país ém um absurdo que o benefício da isencao fique restrito apenas para quem tenha concluído o ensino médio em escolas públicas de Sao Paulo.Mas infelizmente acho difícil que tais condicoes sejam revistas e alteradas pelo conselho.
Absurdo
A FUVEST não tem sensibilidade (isso quer dizer: senso de realidade) nenhuma na hora de analisar as condições dos candidatos à isenção (bem como a prova), tratam as pessoas como números e não como pessoas que são.
















vou esperar
não vou falar nada, por enquanto... vamos ver se vcs são tão bons na prática qto se dizem bons na teoria. Está posto um desafio real e objetivo: reverter a decisão do conselho ampliando a isenção. vinte e sete de agosto de 2008, quarta-feira.