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RS: Fim do diploma para jornalista gera protesto

by Admin last modified 2009-06-26 15:59

Estudantes de jornalismo e profissionais já formados protestaram nesta quarta-feira (24) em Porto Alegre (RS) contra o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Sindicalista afirma que derrubada do diploma pelo STF somente beneficia grandes empresas de comunicação




26/06/2009


Raquel Casiraghi

Porto Alegre (RS)

Agência Chasque


Cerca de 300 estudantes e jornalistas já formados protestaram nesta quarta-feira (24) em Porto Alegre contra o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é obrigatório ter o curso superior de jornalismo para exercer a profissão.


Postura que indignou os profissionais do setor. José Maria Rodrigues Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, diz que defender o diploma não trata de reservar emprego no mercado de trabalho, mas sim de garantir qualidade à profissão. Para ele, os únicos beneficiados são as grandes empresas de comunicação.


"Com certeza interessa à grande mídia, aos empresários, porque foram eles que entraram com essa demanda no STF. Mas não interessa à sociedade brasileira. O Brasil, mais do que nunca, necessita de educação. O que o presidente do STF, Gilmar Mendes, fez com o jornalismo ele pode fazer com outras profissões regulamentadas", diz.


A estudante Flavia Alli está no 5º semestre do curso de jornalismo no Centro Universitário Franciscano, em Santa Maria (RS). Ela valoriza a formação acadêmica para exercer a profissão com mais eficácia.


"A gente vê como uma coisa desoladora porque num país que investe em educação tirar o diploma de uma profissão que é base da sociedade é um tanto contraditório. Agora o STF abriu edital para o concurso e estava em dúvida se exigia diploma; acabou optando por exigir. Então ele derruba o diploma o exige, como é que fica isso?", questiona.


A concentração dos manifestantes iniciou ao meio-dia na Esquina Democrática. De lá, seguiram em caminhada pela Rua da Praia e protestaram em frente ao prédio do Jornal Correio do Povo, da Rádio Guaíba e TV Record. Depois foram à praça da Matriz, onde se manifestaram no Palácio da Justiça e na Assembléia Legislativa.


A jornalista Amália Cristina Ceola, que trabalha no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers-RS), reclama da decisão do STF. Para ela, os jornalistas e a sociedade em geral ficam prejudicados.


"Eu acho um absurdo porque a gente estuda por anos. Sou do interior do Estado, vim para cá para estudar. Levei 10 anos para me formar, desde 2004 estou formado e continuo pagando crédito educativo. E tem gente que daqui a pouco vai se intitular como tal", diz.


Representações de jornalistas estão entrando em contato com deputados a fim de elaborar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir a permanência do diploma. O ato em Porto Alegre foi organizado pelo sindicato e por estudantes que também vieram de Santa Maria, Caxias do Sul e Bagé.

Comentários - 1

Página 1

1 José Marcolino da Silva - 27-06-2009 - 22:50:16h

Fim do Diploma: final da educação e da cultuira
Na condição de diretor presidente da UNIÃO BENEFICENTE DOS ARTISTAS E PROFISSIONAIS DE CARUARU-PE(ubapc),fundada em 20 de maio de 1923,portanto,criada e mantida por trabalhadores/profissionais dos mais diversos setores produtivos dessa Caruaru,cidade do Agreste Pernambucano,com mais 300 mil habitantes, queremos nos solidarizar com todas as Instituições e Entidades que estão a protestar contra
essa tomada de posição do STF Brasileito. Mandem rasgar também ,os diplomas dos demais cursos e, aí
retroagiremos a "IDADE DA PEDRA". ´SOMENTE FALTAVA ACONTECER INUSITADA SITUAÇÃO,COMO ESSA. Êta,Brasilzinho danado Sô......

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