Justiça catarinense manda soltar integrantes do MST
Segundo a Polícia Militar, prisões foram preventivas, para evitar supostas ações ilegais. Para o MST, porém, as detenções foram injustas
01/02/10
Desirèe Luíse
Radioagência NP
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina mandou soltar três integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Acusados de serem suspeitos de planejar ocupações, Altair Lavratti, Rui Fernando da Silva e Marlene Borges foram presos na quinta-feira (28) e sexta-feira (29), no município de Imbituba (SC). Eles estão livres desde sábado (30).
Segundo a Polícia Militar (PM), as prisões foram preventivas, para evitar supostas ações ilegais. De acordo com o MST, a passagem dos três pela prisão foi injusta, já que eles não tinham cometido crimes.
Desde dezembro, reuniões do movimento eram investigadas, classificadas como suspeitas pela PM. O MST justificou dizendo que há mais de dez anos promove encontros com a comunidade local para discutir com as famílias sobre seus direitos.
Na sexta, mais de 50 entidades participaram de um ato de apoio ao MST de Santa Catarina. A atividade condenou a prisão dos três ligados aos sem-terra.
Durante o ato, os representantes das entidades assinaram uma moção de repúdio à ação da Polícia Militar e do Judiciário, que efetuaram as prisões dos integrantes do MST.