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Servidores do INSS mantêm greve e cobram diálogo

by Admin last modified 2009-07-01 12:55

Paralisados desde o dia 16 de junho em 21 estados, servidores realizam ato nesta quarta-feira (01), reivindicando negociações com o governo federal



30/06/2009


Patrícia Benvenuti

Da redação

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Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizarão, nesta quarta-feira (01), atos públicos em várias cidades do país. O objetivo é pressionar o governo a uma negociação com os trabalhadores que, desde o dia 16 de junho, estão paralisados em 21 estados.


O integrante do Comando Nacional de greve da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Tércio Leocádio da Silva, explica que, até o momento, houve apenas uma reunião, no dia 23 de junho, a pedido da Procuradoria da República do Distrito Federal.


Silva relata, porém, que na própria audiência o governo não se mostrou disposto a negociar e, desde então, não houve mais qualquer diálogo. "De lá para cá o governo ainda não nos chamou. Ao contrário, reprime, mente e usa elementos que são trunfos para ele, que é a Justiça", denuncia.


De acordo com o sindicalista, mesmo antes da greve já havia um movimento no sentido de intimidar os trabalhadores. Ele acusa o governo, por exemplo, de influir na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, por meio de liminar preventiva, determinou que a paralisação não deveria acontecer e, caso fosse adiante, haveria uma multa diária de 100 mil reais para a Fenasps.


Silva também critica o Ministério da Previdência que tem declarado a ilegalidade da greve apesar do STJ ainda não ter se manifestado em relação a esse ponto. "É um terrorismo o que está acontecendo por parte do governo, e ele ainda está com os tribunais ao seu lado", avalia.



Reivindicações

Na pauta de reivindicação dos servidores está a manutenção da jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem diminuição dos salários, em vez da nova jornada de 40 horas, imposta pela Medida Provisória 441/08, editada pelo governo federal.


Para Silva, ao editar a MP o governo descumpriu um acordo assinado com a categoria, que previa a instalação de um grupo de trabalho (GT) ainda em agosto do ano passado para discutir o plano de carreira e regulamentar a jornada.


O aumento da carga de trabalho, na avaliação do sindicalista, trará prejuízos não somente para os servidores, mas principalmente para a população, que necessita de um atendimento qualificado. "Nós estamos querendo fazer um serviço de excelência para a população. Estamos tratando com vidas, com seres humanos", explica.


Os trabalhadores cobram, ainda, melhores condições de trabalho, por meio da contratação de 20 mil trabalhadores por

concurso público, além de reestruturação da carreira, reajuste do tíquete-refeição e manutenção da paridade entre funcionários ativos e aposentados.


Além dos atos públicos, estão previstas para essa semana reuniões a fim de debater os rumos da greve. Na quinta-feira (02), será realizada, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, uma audiência pública com parlamentares e representantes sindicais para avaliar o movimento. Já na quinta-feira (03), está agendada uma audiência dos grevistas com o ministro da Previdência Social, José Pimentel, em Florianópolis.