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Servidores e professores suspendem greve

by Admin last modified 2009-07-01 15:39

A decisão foi tomada nesta terça-feira (30) após reunião com a reitora. Conforme acordo, dias parados não serão descontados e haverá reposição de aulas


30/06/2009


da Redação


Após 57 dias de paralisação, os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) decidiram suspender a greve, nesta terça-feira (30), após reunião com a reitora Suely Vilela. Somando-se a eles, em assembleia os professores que estavam mobilizados desde o dia 05 de junho também decidiram pelo fim da paralisação.


Os funcionários e a reitoria da USP assinaram um Termo de Acordo para o fim da greve, no qual se estabelece, entre outros pontos, que não haverá desconto dos dias parados, nem qualquer tipo de punição em decorrência da participação no movimento de greve.


Os servidores também conquistaram a garantia de alguns pontos de reivindicação específicos, como o aumento do vale-refeição para 15 reais, o aumento do Auxílio-Alimentação de 320 para 400 reais e a implantação do Auxílio Educação Especial para os dependentes portadores de deficiências especiais.


Já os professores se comprometeram a repor as aulas não ministradas em decorrência da greve. Contudo, pedem à reitoria da universidade que garanta condições para que as reposições sejam feitas com qualidade, conforme a especificidade de cada curso e unidade.


As atividades estão sendo normalizadas na USP e Unesp a partir desta quarta-feira (1º). Na Unicamp, os professores e funcionários já haviam decidido acabar com a greve no dia 23 de junho e determinaram a criação de grupos de trabalho para acompanhamento das questões sobre carreira, sobre a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) e o orçamento da universidade.


Reajuste salarial

Em relação à pauta de reivindicação unificada do Fórum das Seis - que congrega entidades representativas de professores, funcionários e estudantes da USP, Unesp e Unicamp -, no entanto, não houve avanços na negociação com o Conselho de Reitores da USP (Cruesp), na reunião desta segunda-feira (29).


O Cruesp manteve a proposta de 6,5% de reajuste salarial, enquanto os servidores pedem um aumento de 16%, que inclui reajuste pela inflação e por reposição de perdas históricas, além da incorporação fixa de 200 reais aos salários.


Desta forma, os servidores afirmam que continuarão pressionando pelo atendimento integral da pauta unificada no segundo semestre deste ano.