Servidores, estudantes e professores buscam nova negociação com Universidades
Entre as reivindicações está a desocupação militar da universidade, a não-implementação dos cursos de graduação à distância e o reajuste salarial
19/06/2009
Patrícia Benvenuti,
Da redação
Está marcada para a próxima segunda-feira (22) uma reunião de negociação entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e o Fórum das Seis, entidade que reúne estudantes, professores e servidores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade de Campinas (Unicamp).
O objetivo é chegar a um acordo que possa dar fim à greve na USP. Os servidores da instituição estão paralisados desde o dia 5 de maio, enquanto docentes e alunos aderiram ao movimento no dia 5 deste mês.
A condição imposta pelos trabalhadores, no entanto, é de que a Polícia Militar, que ocupa a universidade desde o dia 1º de junho, não esteja no campus no momento da reunião. "Se não tiver polícia, a gente faz negociação", afirma Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
Os servidores reivindicam 17% de reposição parcial das perdas, incorporação de R$ 200 nos salários, garantia de emprego a mais de cinco mil trabalhadores e a reintegração do sindicalista Claudionor Brandão, demitido em dezembro de 2008.
Já os professores pedem reajuste salarial de 10%, além de mais verba para as universidades, e os estudantes têm como uma de suas principais reivindicações a não-implementação dos cursos de graduação à distância, propostos pelo governo estadual e que integrariam a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).
Provocações
Na manhã desta sexta-feira (19), um grupo de estudantes contrários à greve na USP realizou um ato em frente ao estacionamento do Sintusp, onde ocorria uma assembleia dos trabalhadores.
Carvalho relata que os alunos - entre eles neonazistas - chegaram em um carro de som, com o objetivo de provocar e agredir os trabalhadores. Segundo ele, os estudantes também ameaçaram invadir a sede do sindicato.
"Alguns [estudantes] disseram que iam fazer piquenique e os mais truculentos disseram que iam botar pra quebrar. Tinha até um cartaz 'morte aos sindicalistas'", relata.
O diretor do Sintusp conta, ainda, que, no último domingo (14), dois carros com estudantes e um professor da Escola Politécnica da USP (Poli) saíram pelo campus arrancando todas as faixas das unidades em greve. Em seguida, eles colaram cartazes de cunho fascista contra os trabalhadores. Um dos cartazes trazia a imagem do governador, José Serra, com uma metralhadora, junto com a inscrição “Atire no Brandão!”, em alusão ao sindicalista Claudionor Brandão.
Passeata
Na quinta-feira (18), cerca de 5 mil pessoas participaram de um protesto pelas ruas de São Paulo. Saindo da avenida Paulista, estudantes, professores e trabalhadores das três universidades paulistas se dirigiram até a Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. A faculdade, porém, estava fechada por determimação do diretor da unidade, João Grandino Rodas.
Durante o ato, os manifestantes denunciaram as ações truculentas da Polícia Militar dentro da universidade, especialmente no último dia 9, quando foram usadas balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo contra os grevistas. Eles também pediram a saída da reitora da USP, Suely Vilela, e que as negociações fossem retomadas.
Comentários - 1
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1 carlos ribeiro - 23-06-2009 - 19:47:35h
anote os ingredientes:descascar as batatas - colocar as batatas na travessa - ligar o forno - colocar a travessa no forno. quinta feira a batata de vcs vai estar assada... e muito. eu teria pena de vcs se eu estivesse aí, como não estou...;)