Setor agrícola demitiu 700 mil pessoas nos últimos 30 anos em São Paulo
Mecanização das lavouras, o crescimento de alguns cultivos e a concentração de terras são os principais fatores do problema
20/06/2008
Juliano Domingues,
de
São Paulo
O setor agrícola brasileiro demitiu mais de 700 mil pessoas nos últimos 30 anos no estado de São Paulo. A informação pertence a um estudo realizado pelo campus de Marília da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A pesquisa mostra que a mecanização das lavouras, o crescimento de alguns cultivos e a concentração de terras são os principais fatores do problema. Nos anos 90, a cana, por exemplo, representava 33% das culturas mais plantadas em São Paulo. Já em 2006, ela representava 56%.
O professor docente e autor do estudo, José Marangoni, afirma que no caso do algodão, as inovações tecnológicas e a concentração fundiária ocorridas nesse período diminuíram o número de empregados por hectare em mais de 80%. No caso do trigo o número é de 70%.
“Grande parte desse êxodo foi resultado das modificações que ocorreram no campo. Tivemos um processo de modernização conservador, um processo de concentração ainda maior da terra. E as políticas que foram implantas favoreceram esse modelo, mesmo porque, temos também perda de participação dos proprietários agrícolas de São Paulo. Houve uma redução bastante acentuada do número de proprietários.”
Se o número de trabalhadores diminuiu mais de 60% entre 1971 e 2004, o de máquinas agrícolas triplicou entre 1970 e 2000.
Marangoni defende que é preciso uma mudança de modelo para o desenvolvimento sustentável do campo que reverta esse processo de êxodo. Ele lista algumas alternativas.
“Associação de produtores, produção de mercadorias de maior valor agregado que tenham preocupação em abastecer mercados locais e regionais e a própria redistribuição da terra.”
Mecanização
O advento da máquina e da técnica e a produtividade que conferem é inexorável. Do contrário teríamos valas cavadas com picaretas e milho debulhado com as mãos. Crianças trabalhando e gente sem renda nem tempo para estudar. Hoje qualquer empreendimento sustentável exige educação, para agregar valor à produção e para associações de produtores, que envolvem acompanhamento das contas. O artigo não lembrou a educação. A esquerda brasileira, assim como os maioria dos brasileiros, pouco lembra da necessidade de conhecimento. Não estamos mais na primeira metade do séc. XX, em que máquinas e conhecimentos eram escassos e por isso pouco expressivos. O que não pode é um trabalhador, qualquer um, ser demitido e não ter opções de trabalho. Não é um problema rural.
Mecanização [resposta]
Marco, você está sendo equivocado ao dizer que "a esquerda brasileira, assim como os maioria dos brasileiros, pouco lembra da necessidade de conhecimento". A crítica esquerdista em geral, não é referente a tecnologia ou conhecimento e sim ao acesso delas pela população. Não queremos um país tribal com técnicas rudimentares, queremos um desenvolvimento tecnológico que não sustente e acelere o modelo agroindustrial atual, mas sim que gere desenvolvimento social no campo. Portanto, a grande problemática da questão é o acesso a esse suporte tecnológico, e não o mesmo em si.













De volta para o futuro
O inchaço populacional das grandes cidades, tem aí sua causa principal. Agora, para resolver isso, há muita gente boa, na UFRJ, UERJ,mestres e doutores em planejamento urbano que sequer são lembrados pelo atual governo. Esse governo respira política, se alimenta de política e defeca.... política. Podia ao menos mudar um pouquinho o cardápio e se lançar em programas de infraestrutura, a fim de minorar esse grande problema das cidades. Além de gerar renda, a revitalização das cidades, emprega muito e cria novas perspectivas para os jovens. E além,disso presidente, o sr. que gosta de votos é um bom atrativo.