Sindicato de jornalistas do Paraná protesta contra decisão do STF
Para sindicalista a luta pelo diploma não impede que a comunicação seja feita por setores populares
26/06/2009
Pedro Carrano
Curitiba
O Sindicato de Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), junto com estudantes universitários de comunicação social e sindicalistas, manifestou-se, na última quarta-feira (24), no centro de Curitiba contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiu o diploma universitário para jornalistas.
O presidente do Sindijor, Márcio Rodrigues, afirma que a luta pelo diploma e pela qualificação do profissional de jornalismo não é apenas uma luta corporativa da categoria. “Não podemos permitir que os donos dos jornais possam escolher para a redação pessoas que pensam como eles e que vão escrever o que eles querem, o que é mais difícil de acontecer quando o profissional tem formação”, comenta.
É fato que ampliação do acesso à comunicação é pauta central no trabalho de base dos movimentos sociais. Na avaliação de Rodrigues, a luta pelo diploma não impede que a comunicação seja feita por setores populares. De acordo com ele, hoje, rádios comunitárias estão nas mãos de políticos. “A Federação Nacional dos Jornalistas nunca foi contra as rádios comunitárias, mas as rádios precisam de jornalistas, o que vai melhorar a qualidade da rádio. O governo deveria deixar de investir em rádios de políticos e repassar cinco por cento da verba de publicidade para as rádios comunitárias”, defende.
O mês de junho, em Curitiba, foi marcado pela demissão de 18 profissionais, entre repórteres, editores e fotógrafos, da empresa Folha de Londrina, que pertence ao empresário José Eduardo Vieira, ex-presidente do antigo banco Bamerindus, que foi à falência. A justificativa de demissão, apontada na atual crise econômica, na realidade foi antecedida de um plano de contratação de 170 trabalhadores de telemarketing, em 2006. O objetivo, à época, era a expansão da empresa, como revela um dos jornalistas demitidos.
Em pouco tempo, porém, o discurso mudou. Uma semana antes dos jornalistas, todos os trabalhadores de telemarketing haviam sido demitidos.
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1 Tânia Fernandes - 05-07-2009 - 08:04:55h
liberdade de expressão