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STJ vai decidir futuro de ação contra Globo

by jpereira last modified 2008-02-26 19:12

Família Ortiz Monteiro afirma que Roberto Marinho fraudou documentos da transferência da antiga TV Paulista, atual TV Globo de São Paulo

Família Ortiz Monteiro afirma que Roberto Marinho fraudou documentos da transferência da antiga TV Paulista, atual TV Globo de São Paulo

26/02/2008



Eduardo Sales

De São Paulo


O futuro da ação que contesta a transferência da TV Globo de São Paulo para a família do falecido empresário Roberto Marinho está nas mãos da 4ª. Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em dezembro de 2007, o órgão aceitou analisar o recurso apresentado pelo advogado da família Ortiz Monteiro, Luiz Nogueira. Ele contesta a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que julgou prescrito o processo sobre a legalidade da transferência das ações, reconhecida pelo Ministério das Comunicações no ano de 1977, durante o regime militar.


Uma decisão favorável à família Monteiro pode determinar que a Justiça avalie o mérito da ação, algo que não foi feito desde 2002 quando o processo começou. O principal argumento da família Monteiro é uma perícia realizada pelo Instituto Del Picchia que atesta “falsificação grosseira” em cópia dos documentos apresentados por Marinho. As procurações, por exemplo, trazem o número do CIC – o atual CPF – quando esse tipo de identificação nem havia sido criado pelo governo brasileiro, o que só foi ocorrer em 1969.


Até o momento, a Rede Globo não apresentou a versão original destes documentos. A empresa alega, no processo, que os papéis foram extraviados. “A transferência ocorreu com irregularidades, mediantes diversos documentos mal redigidos e com imprecisões, sem qualquer registro nos órgãos competentes, sem firmas dos signatários reconhecidas, bem como um dos cedentes já seria falecido à época”, relata o advogado Nogueira, no processo.


A família Ortiz Monteiro, ex-acionista majoritária da então TV Paulista, vem tentando comprovar na Justiça a inexistência de ato jurídico na compra da televisão. A questão envolve intrincadas negociações que remetem à época anterior ao regime militar no Brasil, período no qual a Rede Globo se tornou o maior conglomerado de comunicação da América do Sul com apoio da ditadura.


Histórico

Em 1950, os acionistas controladores da TV Paulista eram Oswaldo Ortiz Monteiro, ex-deputado federal, seu irmão Hernani, o cunhado Vicente da Costa e Vicente Bento Costa. Cinco anos depois, eles venderam 52% do capital total da TV Paulista para Victor Costa Petraglia, que morreu quando a transferência da emissora para seu nome ainda tramitava no extinto Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel). A empresa, no entanto, ficou sob o comando de Victor Costa Júnior, filho de Petraglia, mas as ações continuaram em nome dos ex-acionistas.


Em 1964, Victor Costa Júnior vendeu a emissora para a família Marinho, que pagou cerca de US$ 2 milhões na época. Ocorre que, na prática, a TV Paulista nunca constou dos bens da família Petraglia. E Roberto Marinho teria comprado o controle da TV Paulista de quem, na verdade, não detinha as ações.


É aí que entram as suspeitas de falsificações. O negócio foi registrado como se Roberto Marinho tivesse adquirido as ações diretamente da família Ortiz Monteiro. Recibos e procurações supostamente assinados pelos antigos acionistas foram entregues ao governo como comprovantes da operação.


Oswaldo morreu em 1984 e nunca contestou a operação. Suas filhas ainda eram crianças, à época. Anos após o falecimento de seu pai, a filha mais velha, Regina Ortiz Monteiro, deu início à busca dos documentos para verificar a veracidade dos mesmos e teria percebido que havia ilegalidades. Foi quando, em 2002, a família entrou com uma ação na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro contestando a existência de ato jurídico na transferência das ações.



A questão, no entanto, não chegou a ser analisada, pois a Vara Cível e, depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro consideraram que o objeto estava prescrito, pois já havia passado mais de 20 anos do reconhecimento da transferência das ações para o nome das Organizações Globo.  

A defesa, no entanto, recorreu e afirmou que a ação não era anulatória e nem objetivava a invalidação de ato jurídico. Em vez disso, alegava a inexistência deste ano. O STJ aceitou analisar o caso e, se os ministros da 4ª turma derrubarem a decisão do Tribunal, a Justiça terá de examinar a perícia apresentada pelo Instituto Del Pichia. E a Rede Globo será obrigada a comprovar a titularidade da emissora paulista que responde por mais de 50% de seu faturamento. Procurada pela reportagem do Brasil de Fato, as Organizações Globo responderam por meio de sua assessoria de imprensa que aguardam a decisão do STJ.

Honestidade

Posted by Jackson Pinto de Souza at 2008-04-14 17:59

É esta emissora que todos os dias nos brinda com a suposta honestidades dos seus comentário. Lula tem razão.

TV Globo honesta ????

Posted by Valter Vince at 2008-04-15 22:18

Deveria perder a emissora de SP, sería um premio para o Brasil. Essa emissora está destruindo a "instituição" familia, com suas novelas com os exemplos mostrados (pai transando com amiga da filha, mãe transando com amigo do filho, etc...)

ação contra a rede globo

Posted by antonio mendonça at 2008-06-14 10:51

Acho que finalmente no Brasil a verdadeira face dessa emissora está aparecendo. A pergunta que não quer calar; como uma empresa como a rede globo passou incólume pela ditadura? agora estamos sabendo.

Rede Globo

Posted by Oldemar at 2008-08-04 17:27

E alguém aí acredita que esse processo resulte em algo palpável? Acordem!!! Estamos no país da corrupção e do poder econômico. Se o LULA disse que não sabia de nada ( sobre o mensalão) e ficou por isso mesmo, a rede Globo com todo o seu poder econômico também vai se safar.


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